9 de junho de 2014

"Não costumo por norma dizer o que sinto / mas aproveitar o que sinto para dizer qualquer coisa"

Passei a noite a adormecer profundamente para acordar poucos minutos depois, uma e outra e outra e outra vez, com a sensação de sono e de estar, na verdade, sempre a dormir, mesmo estando acordado: o meu corpo dizia tenho sono e a cabeça dizia VAMOS FAZER CENAS E PENSAR E ESCREVER A MADRUGADA É PARA MENINOS SIGA PARA BINGO HEI JÁ PENSASTE COMO SERÁ O INFINITO MESMO FIXE MEU PENSA LÁ, e assim uma pessoa não dorme mas também não faz nada de jeito, depois levanta-se e lê coisas como o que está ali em cima, do Ruy Belo, e chega a muitas conclusões que me fazem sentir muita coisa, mas, ironia, não me dão vontade de escrever nada.

1 comentário:

Sérgio Mak disse...

O problema nunca é a madrugada e as suas actividades, por mais produtivas ou alucinadas que possam ser.
O problema costuma ser a manhã a seguir.