12 de dezembro de 2014
7 de dezembro de 2014
5 de dezembro de 2014
Ainda dos concertos
Acho que este ano foi o melhor ano de concertos da minha vida: Arcade Fire, Black Keys, Arctic Monkeys, Linda Martini (só duas vezes...), Paus (duas vezes), Dead Combo (duas vezes), Diabo na Cruz (duas vezes) Parquet Courts, Libertines, Vicious Five, You Can't Win Charlie Brown, Filho da Mãe... Apesar de, claramente e para minha tristeza, faltar metal neste ano de concertos, foi um ano do caraças. Ainda vou a tempo de arrastar a Xana para More Than a Thousand no Garage, para acabar de vez com a audição e paciência dela. Outra coisa curiosa e que muito, muito me orgulha é que vi pelo menos onze concertos de bandas portuguesas. Cheguei ao décimo concerto de Linda Martini, num concerto mais curto que o habitual mas com uma setlist adequadíssima, o segundo concerto que vejo deles na ZDB, depois de dois no Ritz e outros seis em sítios tão variados como o CCB, Lux ou o Dolce Vita Tejo. Para o ano já sabemos que vai haver Muse, agora, senhores promotores, é trazer cá bandas do metal, se faz favor. Ainda me falta ver Iron Maiden das bandas clássicas e isso não pode ser.
Almas penadas
Foi ali, na primeira fila, que tivemos a sorte de assistir a este concerto, Xana de um lado, Catarina do outro. A Catarina ficou com uma baqueta do Alexandre Frazão, generosamente apanhada por uma senhora que, vendo a excitação da criança em apanhá-la, fez a gentileza de lha dar. Foi um concerto diferente do outro que vimos no Coliseu (dessa vez em que ficámos no palco). Não consigo dizer de qual dos dois gostei mais: a setlist foi mais variada neste, mas acho que a anterior me enchia melhor as medidas. Neste estávamos mais perto deles, no outro a dimensão da plateia era, talvez, dez por cento desta, muito mais intimista. Ontem tivemos um anão, instrumentos de sopro, cordas, percursão, teclas, vários músicos, até voz. No anterior eram apenas os dois. Acho que nos posso considerar sortudos por termos visto os dois.
3 de dezembro de 2014
Assim também eu
Está um gajo a falar na opinião pública da SIC, todo pomposo "ah e tal eu represento a empresa X que duplicou a faturação e agora vendemos para X países e etc". Pena é ele esquecer-se de mencionar que só contratam pessoas elegíveis para estágios do IEFP. E que um ano depois contratam outras pessoas elegíveis para o mesmo estágio. E por aí em diante.
28 de novembro de 2014
20 de novembro de 2014
2014 em música
13 de novembro de 2014
10 de novembro de 2014
Sempre a bater no ceguinho
Gente idiota que fala em "golo anulado" ao Nacional. O árbitro apita antes (e mal, tão mal tirado esse fora-de-jogo) e os jogadores do Benfica deixam de se fazer ao lance. Não é um golo anulado. Na primeira parte deixaram passar um fora-de-jogo de um metro ao Nacional: se tivesse sido golo queria ver o que diziam as virgens ofendidas que agora reclamam. Já no golo anulado (este sim) ao Montero, o Slimani faz-se ao lance. Não percebo a dúvida dos sportinguistas. O Tozé, jogador do Porto emprestado ao Estoril, por precaução, não devia ir acima de Leira durante os próximos tempos: parecendo que não as rótulas dão jeito a um jogador de futebol.
O recrutamento nas imobiliárias deve ser muito exigente
Boa tarde, estou a falar com o senhor Ricardo?
Sim.
Quer então marcar uma visita ao imóvel?
Visita? Não, eu não selecionei a opção "marcar visita", escolhi "pedir informações", apenas quero saber a morada.
Ah, não, a morada não damos.
Ok, nesse caso obrigado, mas não estou interessado em marcar uma visita sem saber a morada. Boa tarde, com licença.
Mas... Eu digo-lhe onde é, mais ou menos, Mas porque interessa a morada?
Mais ou menos já eu sei, interessa-me a morada porque não quero perder o meu e o seu tempo a marcar visitas a um imóvel que é numa rua que não me interessa.
Ah... Então este é numa praceta fechada, não lhe deve interessar... Vou enviar para o seu mail mais imóveis para ver.
...
Dois dias depois...
...
Oi, estou a falar com o senhor Ricardo? Fala X da imobilária Y. Viu os imóveis que enviei?
Vi, e como respondi no mail, não estou interessado.
Mas... Não tem pressa?
Alguma.
Então e não quer nenhum daqueles?
Não, obrigado.
Mas não tem urgência?
... Alguma, sim.
E não quer nenhum daqueles? Tem movimento, são bem localizados!
Não, obrigado, nehum dos imóveis está dentro do que pretendo.
Mas viu as fotos?
... Claro.
Ah, viu as fotos... Então e não quer nenhum?
...
6 de novembro de 2014
Não podia estar mais de acordo
Prémios PEN para as obras publicadas no ano de 2013, com o apoio da DGLAB
POESIA:
Gastão Cruz, Fogo (Assírio & Alvim), ex-aequo com Golgona Anghel, Como uma Flor de Plástico na Montra de um Talho (Assírio & Alvim)
NARRATIVA:
Ana Luísa Amaral, Ara (Sextante), ex-aequo com Bruno Vieira Amaral, As Primeiras Coisas (Quetzal)
Tenho os livros do Gastão e da Golgona com dedicatória, agora o Bruno não se pode cortar.
5 de novembro de 2014
.34
Não deixa de ser irónico que os trinta e três anos, com todas as piadas da idade de Cristo, tenham sido um calvário e o ano de uma crucificação. Mais do que reflectir sobre questões existenciais ou erros passados, acho que tenho de me sentir eternamente agradecido às pessoas que se mantiveram do meu lado. Não sou uma pessoa fácil quando estou bem. Em estando mal, torno-me insuportável. No entanto, há pessoas que, ainda assim, vão ficando e partilhando os momentos de felicidade e infelicidade. Portanto, hoje, no dia cinco de novembro de dois mil e catorze, aos trinta e quatro anos, sou uma pessoa grata pelas pessoas que se vão mantendo ao meu lado. Espero que sejam, um dia, de alguma forma, compensadas por todas as chatices que eu vou dando. E pelo chato que vou sendo. Eu é que faço anos, mas é a Xana que está de parabéns: sem ela não estaria de pé, hoje. E mais do que estar de pé, estou a caminho de coisas boas e cheias de livros. Alguns deles do Chagas Freitas, até. Uma pessoa tem de fazer pela vida, tenham paciência.
4 de novembro de 2014
Depois não me venham com a tanga do comércio tradicional
Gosto de comprar os meus discos e livros em locais físicos, só recorro à internet em caso de necessidade. Embora não faça grande questão em optar pelo comércio tradicional em detrimento de grandes cadeias, gosto de comprar em lojas de rua. Geralmente a minha decisão baseia-se no tipo de disco que procuro e na proximidade do espaço em si, seja o espaço de que tipo for. Ainda assim, prefiro comprar na Louie Louie do que na FNAC, às vezes estamos a falar de um preço mais alto, mas é gente porreira que percebe de música, algo que, para mim, é essencial. A questão é que, nesta última visita, a oferta de discos novos estava muito, muito fraquinha. Acabámos por não comprar nada e decidimos ir a outra loja de discos, ignorando a FNAC. Ora, nessa loja de discos fui confrontado com a má cara e má vontade de um dos donos do sítio. Primeiro, numa resposta típica do "isso não existe", sendo o "isso", isto. Que, incrivelmente, existe, eu que gosto tanto de inventar discos e bandas afinal estava a falar de um artigo real (ainda para mais quando lá tinham três eps da banda em questão.). Depois, ao perguntar por outra banda a resposta foi um simples e seco não. Só assim. Não. Não vamos procurar no sistema ou na internet ou no catálogo do fornecedor, saber se podemos encomendar. Nada. Uma vez perguntei por uma banda na Louie Louie e saí de lá com quatro discos encomendados. Já nesta loja o negócio deve ir muito bem para perder vendas assim. O resultado? Fui ao sítio menos provável, pelo menos para mim, para comprar discos: o El Corte Inglés. Nunca pensei comprar discos lá, mas, para meu espanto, a oferta era razoável e os preços, de longe, os melhores e onde o gajo engravatado da caixa ainda mostrou o seu apreço pelas obras em questão, apelidando as mesmas de clássico e elogiando as reedições que tinham à venda. Sendo assim, vieram três para casa (serão para prendas de anos, as pessoas são muito pacientes para comigo). E isto podia ter sido resolvido numa loja de rua, de comércio tradicional, não fosse a má vontade do homem. Quando trabalhava no atendimento, e num estabelecimento que não era sequer meu, eu esforçava-me por deixar satisfeito cada um dos meus clientes. De preferência que saíssem com um ou mais livros na mão. Mas, mesmo que não levassem nada, que deixassem uma encomenda, que descobrissem o livro que estavam à procura (mesmo que comprassem noutro lado). É o mínimo. Resultado; não só não lá volto como não mando lá mais ninguém.
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| (acho que ela quando me oferece estas coisas se esquece de que depois vai ter de ouvir os mesmos até à exaustão) |
"José Rodrigues dos Santos, escreve sobre física quântica como se estivesse a falar com a sua avó"
Daqui. Eu se escrevesse um livro como se estivesse a falar com a minha avó havia de ser giro: às vezes, quando estou a falar com ela, ela ignora o facto de eu estar a falar e diz à minha mãe que não percebe o que eu digo, tendo chegado, uma vez, a dizer que parecia que eu falava espanhol. Força Zézinho, continua a mandá-los cá para fora que o mundo das livrarias bem precisa.
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