Isto vindo de quem tem o querido líder como presidente do clube tem ainda mais piada.
13 de novembro de 2014
10 de novembro de 2014
Sempre a bater no ceguinho
Gente idiota que fala em "golo anulado" ao Nacional. O árbitro apita antes (e mal, tão mal tirado esse fora-de-jogo) e os jogadores do Benfica deixam de se fazer ao lance. Não é um golo anulado. Na primeira parte deixaram passar um fora-de-jogo de um metro ao Nacional: se tivesse sido golo queria ver o que diziam as virgens ofendidas que agora reclamam. Já no golo anulado (este sim) ao Montero, o Slimani faz-se ao lance. Não percebo a dúvida dos sportinguistas. O Tozé, jogador do Porto emprestado ao Estoril, por precaução, não devia ir acima de Leira durante os próximos tempos: parecendo que não as rótulas dão jeito a um jogador de futebol.
O recrutamento nas imobiliárias deve ser muito exigente
Boa tarde, estou a falar com o senhor Ricardo?
Sim.
Quer então marcar uma visita ao imóvel?
Visita? Não, eu não selecionei a opção "marcar visita", escolhi "pedir informações", apenas quero saber a morada.
Ah, não, a morada não damos.
Ok, nesse caso obrigado, mas não estou interessado em marcar uma visita sem saber a morada. Boa tarde, com licença.
Mas... Eu digo-lhe onde é, mais ou menos, Mas porque interessa a morada?
Mais ou menos já eu sei, interessa-me a morada porque não quero perder o meu e o seu tempo a marcar visitas a um imóvel que é numa rua que não me interessa.
Ah... Então este é numa praceta fechada, não lhe deve interessar... Vou enviar para o seu mail mais imóveis para ver.
...
Dois dias depois...
...
Oi, estou a falar com o senhor Ricardo? Fala X da imobilária Y. Viu os imóveis que enviei?
Vi, e como respondi no mail, não estou interessado.
Mas... Não tem pressa?
Alguma.
Então e não quer nenhum daqueles?
Não, obrigado.
Mas não tem urgência?
... Alguma, sim.
E não quer nenhum daqueles? Tem movimento, são bem localizados!
Não, obrigado, nehum dos imóveis está dentro do que pretendo.
Mas viu as fotos?
... Claro.
Ah, viu as fotos... Então e não quer nenhum?
...
6 de novembro de 2014
Não podia estar mais de acordo
Prémios PEN para as obras publicadas no ano de 2013, com o apoio da DGLAB
POESIA:
Gastão Cruz, Fogo (Assírio & Alvim), ex-aequo com Golgona Anghel, Como uma Flor de Plástico na Montra de um Talho (Assírio & Alvim)
NARRATIVA:
Ana Luísa Amaral, Ara (Sextante), ex-aequo com Bruno Vieira Amaral, As Primeiras Coisas (Quetzal)
Tenho os livros do Gastão e da Golgona com dedicatória, agora o Bruno não se pode cortar.
5 de novembro de 2014
.34
Não deixa de ser irónico que os trinta e três anos, com todas as piadas da idade de Cristo, tenham sido um calvário e o ano de uma crucificação. Mais do que reflectir sobre questões existenciais ou erros passados, acho que tenho de me sentir eternamente agradecido às pessoas que se mantiveram do meu lado. Não sou uma pessoa fácil quando estou bem. Em estando mal, torno-me insuportável. No entanto, há pessoas que, ainda assim, vão ficando e partilhando os momentos de felicidade e infelicidade. Portanto, hoje, no dia cinco de novembro de dois mil e catorze, aos trinta e quatro anos, sou uma pessoa grata pelas pessoas que se vão mantendo ao meu lado. Espero que sejam, um dia, de alguma forma, compensadas por todas as chatices que eu vou dando. E pelo chato que vou sendo. Eu é que faço anos, mas é a Xana que está de parabéns: sem ela não estaria de pé, hoje. E mais do que estar de pé, estou a caminho de coisas boas e cheias de livros. Alguns deles do Chagas Freitas, até. Uma pessoa tem de fazer pela vida, tenham paciência.
4 de novembro de 2014
Depois não me venham com a tanga do comércio tradicional
Gosto de comprar os meus discos e livros em locais físicos, só recorro à internet em caso de necessidade. Embora não faça grande questão em optar pelo comércio tradicional em detrimento de grandes cadeias, gosto de comprar em lojas de rua. Geralmente a minha decisão baseia-se no tipo de disco que procuro e na proximidade do espaço em si, seja o espaço de que tipo for. Ainda assim, prefiro comprar na Louie Louie do que na FNAC, às vezes estamos a falar de um preço mais alto, mas é gente porreira que percebe de música, algo que, para mim, é essencial. A questão é que, nesta última visita, a oferta de discos novos estava muito, muito fraquinha. Acabámos por não comprar nada e decidimos ir a outra loja de discos, ignorando a FNAC. Ora, nessa loja de discos fui confrontado com a má cara e má vontade de um dos donos do sítio. Primeiro, numa resposta típica do "isso não existe", sendo o "isso", isto. Que, incrivelmente, existe, eu que gosto tanto de inventar discos e bandas afinal estava a falar de um artigo real (ainda para mais quando lá tinham três eps da banda em questão.). Depois, ao perguntar por outra banda a resposta foi um simples e seco não. Só assim. Não. Não vamos procurar no sistema ou na internet ou no catálogo do fornecedor, saber se podemos encomendar. Nada. Uma vez perguntei por uma banda na Louie Louie e saí de lá com quatro discos encomendados. Já nesta loja o negócio deve ir muito bem para perder vendas assim. O resultado? Fui ao sítio menos provável, pelo menos para mim, para comprar discos: o El Corte Inglés. Nunca pensei comprar discos lá, mas, para meu espanto, a oferta era razoável e os preços, de longe, os melhores e onde o gajo engravatado da caixa ainda mostrou o seu apreço pelas obras em questão, apelidando as mesmas de clássico e elogiando as reedições que tinham à venda. Sendo assim, vieram três para casa (serão para prendas de anos, as pessoas são muito pacientes para comigo). E isto podia ter sido resolvido numa loja de rua, de comércio tradicional, não fosse a má vontade do homem. Quando trabalhava no atendimento, e num estabelecimento que não era sequer meu, eu esforçava-me por deixar satisfeito cada um dos meus clientes. De preferência que saíssem com um ou mais livros na mão. Mas, mesmo que não levassem nada, que deixassem uma encomenda, que descobrissem o livro que estavam à procura (mesmo que comprassem noutro lado). É o mínimo. Resultado; não só não lá volto como não mando lá mais ninguém.
![]() |
| (acho que ela quando me oferece estas coisas se esquece de que depois vai ter de ouvir os mesmos até à exaustão) |
"José Rodrigues dos Santos, escreve sobre física quântica como se estivesse a falar com a sua avó"
Daqui. Eu se escrevesse um livro como se estivesse a falar com a minha avó havia de ser giro: às vezes, quando estou a falar com ela, ela ignora o facto de eu estar a falar e diz à minha mãe que não percebe o que eu digo, tendo chegado, uma vez, a dizer que parecia que eu falava espanhol. Força Zézinho, continua a mandá-los cá para fora que o mundo das livrarias bem precisa.
31 de outubro de 2014
Granta IV
Duzentas e vinte e três páginas depois, apenas tenho duas palavras para vocês: Taiye Selasi.
Gozamos com o Jesus mas...
O homem tem razão. O homem é criticado quando dizem que é o treinador do quase, que chega às grandes decisões com bom futebol mas depois não ganha. Agora, que ganhou quatro competições nacionais num ano (mais uma final europeia...) também criticam o homem e dizem que os troféus não são tudo. Em que é que ficamos? Como é que o Klinsmann ou Van Gaal ali estão? E o Mourinho que não ganhou nada na época passada? Para mim és o maior Jesus. A não ser que voltes a fazer a merda que fizeste em Braga e contra o Sevilla. Substituições: elas querem ser usadas.
29 de outubro de 2014
Vergonha
No século XXI, censura deste nível? Os graffiti estão aí, nas ruas, para serem vistos. O autor da peça não fez os graffitis. O director do ICS diz que é de "mau gosto e uma ofensa a instituições e pessoas que eu não podia tolerar". É, é isso, porque tudo o que os visados fizeram ao país nos últimos anos foi maravilhoso.
27 de outubro de 2014
Ciclovia na marginal
As pessoas nunca, nunca, nunca estão contentes: se há loucos que querem fazer uma ciclovia na marginal (sem comentários), há os que acham uma abominação uma ciclovia no paredão que liga Cascais a S. João do Estoril. Nada contra os ciclistas, muito pelo contrário, mas uma ciclovia na marginal não faz qualquer sentido: estamos a falar de uma estrada fulcral no acesso às localidades da linha (a alternativa é uma A5 paga...) com bastante tráfego. Ainda assim, pior do que ciclistas fanáticos ou automobilistas retardados (daqueles que ao ouvirem falar em bicicletas conseguem disparar alarvidades a um ritmo impressionante) só mesmo as pessoas que andam a pé pelas ciclovias com a maior calma do mundo, não dando prioridade nem respeitando as bicicletas. A ciclovia que passa na Duque de Ávila é o paradigma disto: um passeio com largos metros de comprimento e onde andam as pessoas? Na ciclovia.
Brains for dinner, brains for lunch, brains for breakfast, brains for brunch
Ela, por ordem alfabética de autor, depois poesia e bolso. Ele, poesia, russos, bolso, europeus, sul-americanos, americanos, portugueses, humor, divulgação científica. Quem tem mais livros? Ela, de longe.
Post patrocinado
A Multiopticas ou a Optivisão que se cheguem à frente: alguém ofereça uns óculos de ver ao perto ao Jorge Jesus. Talvez assim ele olhe para o banco e consiga ver que tem jogadores que podem e devem entrar no decorrer de um jogo. Parecendo que não, jogar contra os maiores caceteiros da liga portuguesa e arredores é coisa para deixar uns gajos cansados. Junta-se a isto o facto de o Sálvio não estar a jogar nada e talvez, talvez, fosse boa ideia fazer substituições.
24 de outubro de 2014
"Novos" escritores portugueses
"Novos". Não vou pela questão da idade (quarenta e três do Afonso Cruz e cinquenta da Dulce Maria Cardoso), mas chamar "novos escritores" a um gajo que tem alguns vinte livros e a uma autora com vários livros premiados é esticar um bocadinho a coisa. O resto parece-me tudo muito bem e merecido. Ainda não li o Afonso Cruz (gajo que considero porreiríssimo e que parece que não se safa mal) e sou fã da Dulce, portanto, tudo de bom para eles e tudo e tudo. Agora náo me lixem e digam que são "novos" escritores. Cromos.
23 de outubro de 2014
Sabes que a tua namorada é dos Açores...
... quando vai comprar uns bilhetes à Flur e diz que está "a passar à frente daquela casa azul dos comboios". Ou Santa Apolónia, para os entendidos.
22 de outubro de 2014
Apocalypse, please
Um miúdo, depois da morte do pai e do desaparecimento da mãe, viaja da sua terra natal (Cachoeiras de Macacu) com uma almofada, um edredon e um livro, Enciclopédia Prática da Mágica e do Ilusionismo. Não sabe ler, mas quer fazer magia com cartas. Viveu durante uns dias numa árvore em Higienópolis, São Paulo. Foi encontrado pela mãe (que não tinha desaparecido, ao contrário do relato do miúdo). Andam gajos a inventar personagens para os seus romances e depois acontecem coisas destas na vida real.
Está demasiado calor para a época, já está toda a gente cansada de ouvir isso. A questão que me incomoda é uma neblina densa e escura que paira desde ontem sobre Lisboa, uma neblina que não me deixa ver o rio e o mar e o horizonte sequer. Segundo as medições, a qualidade do ar ontem era "fraca" (a segunda pior numa escala de cinco). Não vislumbro nenhum incêndio nos arredores, Sintra parece estar limpa. Estará a poluição assim tão alta?
Ainda há pessoas que não deixam tudo para a última hora: já recebemos um texto bastante jeitoso para novo número da revista Detectives Selvagens. Os restantes coninhas que se cheguem à frente agora.
Oeiras não tem comércio de rua. Ou então o comércio de rua em Oeiras é tão bom que não há lojas livres para alugar. Ainda não consegui perceber.
O novo álbum de Slipknot é surpreendentemente bom, mas estou mais viciado no novo de OFF!, e isto está tudo só a fazer tempo até ao novo de Machine Head.
Estou aqui estou a fazer anos, inserir aqui depressões e piadas relacionadas com o avançar da idade (e o recuar do cabelo).
Uma livraria só com livros de ficção e poesia é uma ideia estúpida não é?
Diz que sim.
20 de outubro de 2014
OCD
Por falar em agenda literária, ainda não toquei na Granta. Para quem é ligeiramente obsessivo-compulsivo isto mete-me nervos:
Parece que o trineto do Eça ganhou o prémio Leya
O vencedor (e os finalistas) do prémio Leya não costumam fazer má figura. Darei uma vista de olhos quando o livro sair e a minha apertada agenda literária o permitir.
15 de outubro de 2014
Uma pessoa sai de Lisboa dois dias
E é inundações por todo o lado, a Jéssica Athayde a ser chamada de gorda, Portugal a ganhar um jogo, está tudo louco. Deixei o cão no hotel e juro que só pensei nele uma vez... A cada dez minutos. Pelo estado do pêlo parece que ele apanhou a chuvada da vida dele. A senhora do hotel abriu-lhe a porta da box e ele saiu disparado a correr, primeiro enfiou-se debaixo das minhas pernas, depois desatou a correr pelo meio das outras boxes, colocando todos os cães no raio de um quilómetro a ladrar como se não houvesse amanhã. Depois foi a mini odisseia de enfiá-lo no carro: de um dia para o outro ganhou uma aversão a entrar no meu carro. Talvez não goste porque cheira a cão...
10 de outubro de 2014
First world problems
Queria jogar Destiny com pessoas conhecidas mas ainda nenhum dos meus amigos viciados tem PS4.
9 de outubro de 2014
Por falar em literatura
O Retrato do Artista, do Joyce, já foi atirado para trás das costas, é quase um crime tê-lo na estante ao lado do Ulisses. Depois da travessia no deserto que foi o livro, ler os ensaios / crónicas do David Foster Wallace é regressar ao prazer de ler, poder encontrar tiques e marcas do autor que me lembram o Piada Infinita. Este ano sai o Pale King, o romance incompleto. Embora seja contra este tipo de edições (pelo menos na maior parte dos casos...), parece que vou ter de dar uma vista de olhos.
Uma pessoa acha que se dizem barbaridades nas caixas de comentários de notícias de futebol
As de notícias da literatura não lhe ficam atrás.
8 de outubro de 2014
Pessoal que está a dar convites para a Ello
Lanço-vos um apelo: se conhecem pessoas que nas redes sociais:
- Colocam imagens manhosas com frases ainda mais manhosas
- Acham que o Fernando Pessoa disse realmente aquelas merdas
- Partilham coisas como "a tua mãe é a melhor coisa do mundo, dá um gosto se concordas, ignora se a queres ver a arder no inferno para toda a eternidade"
- Colocam citações partilhadas da Chiado Editora
- Partilham "frases inspiradoras" do Pedro Chagas Freitas (ou entram nos cursos dele ou têm o mínimo contacto com ele)
- Gostam e comentam SOZINHAS as próprias publicações
Por favor, não as convidem. Não estraguem aquilo aos homens, com gente assim aquilo não vai lá.
Nobel da Literatura
Não se excitem, é só amanhã. Mais uma vez o Murakami está no topo das apostas, uma escolha que acho que não choca ninguém. Se dessem ao Kundera também ninguém se chatearia muito. Já ao Roth, por ser um americano, ficaria surpreso. Depois aparecem aqueles nomes que evidenciam a nossa ignorância: Ngugi Wa Thiong'o, Svetlana Aleksijevitj e Adonis (?!), tudo nomes que aparecem bem cotados nas casas de apostas. Andam por lá também os crónicos candidatos Margaret Atwood, Don DeLillo, Amos Oz, Tommas Pynchon. Só há dois nomes que me fariam festejar efusivamente como se uma vitória do Benfica se tratasse: Cormac McCarthy e António Lobo Antunes.
6 de outubro de 2014
2 de outubro de 2014
Dois anos
"ah e tal tu és um cabrãozinho, ah e tal ela é nova, ah e tal assim que ela perceber como és põe-se a milhas, ah e tal...", dois anos depois, cá estamos, as pessoas gostam muito de arranjar problemas onde eles não existem, de julgar pela superficie e de prever fins e desastres. Nada a que uma pessoa não se habitue. Dois longos anos, com mudanças a nível pessoal e profissional, algumas delas complicadas, e cá estamos, os quatro (coitada dela que ainda levou com uma semi-adolescente a cair para o insolente e um cão peludo de proporções mastodônticas por arrasto), para o que der e vier. Ela chateia-se com as respostas da Catarina e a sua tendência irreprimível para a irresponsabilidade típica da idade, enerva-se com os pêlos do Link por todo o lado, passa-se quando ele pousa a cabeça na mesa enquanto estamos a almoçar, mas, no fundo, acho que ela não trocava nada disto. Acho eu. Se calhar é melhor não perguntar. E uma coisa muito importante, nestes dois anos o Benfica ganhou quatro troféus e foi a duas finais europeias. Se isto não é uma relação de sucesso não sei o que será. Obviamente que ela merece o céu por me aturar.
1 de outubro de 2014
Será medo, então
Ganhou o Medo. Agora quero ver o que é que estas mentes iluminadas vão escrever. Agora é que é a sério.
29 de setembro de 2014
O facebook como angariador de jantares grátis
Primeiro foram os banhos públicos, agora são as fotos de criança, as pessoas não conseguem arranjar mais desculpas para tentar extorquir jantares a outros? É tanto o desespero para um jantar grátis? E quantos desses jantares serão realmente pagos? Porque é que não mudam o texto para "eu decidi meter fotos minhas de criança porque era muito mais gira do que sou hoje e então arranjei aqui uma desculpa esfarrapada de um jantar ou não sei quê, mas isso agora pouco importa, vejam como era fofa"? Posso dizer, orgulhosamente, devo acrescentar, que ninguém me nomeou para uma ou outra coisa. Adoro vocês, gente não parva.
25 de setembro de 2014
Lu
Arrastaram-me para casa da minha mãe para receber uns sofás: a minha avó já vai com noventa e dois anos, coração fraquinho da perda recente do companheiro de uma vida, com uma audição terrível e, calculo eu, pouco dada a pagamentos em multibancos portáteis e coisas que tais. Lá fui eu, era para receber uns sofás mas acabei por redecorar a sala da minha mãe, tipo querido mudei a casa mas sem as teorias esbracejantes do Gustavo. Por motivos de razões e em virtudes de compromissos tardios algures pela vila de Cascais, durante a noite, acabei por ficar lá a tarde toda. Parece, cada vez mais, que serão as últimas tardes com a pessoa que me criou até ir para uma creche, aos dois, três anos. Ela diz constantemente que, se soubesse o que sabe hoje, teria-me estrafegado o pescoço. Não percebo bem porquê, mas a reacção das pessoas é geralmente acenar com a cabeça e dizer "hm, hm", num tom compreensivo, algo que eu compreendo ainda menos. Ela já não tem qualquer filtro: diz as coisas às pessoas, às vezes coisas mázinhas, às vezes embaraçosas ("tens o cabelo assim como o William de Inglaterra"), com a maior das naturalidades. Contou-me que ficava nervosa de ficar comigo em bebé porque sofre dos nervos e porque eu tinha muitas convulsões. Pensei que era por ser um bebé extremamente giro, diz que até me confundiam com uma menina. Isto aparentemente é um elogio. Ela vai puxando pela memória e, sem dificuldade nenhuma, vai contando histórias da minha mãe, do meu tio e do meu avô, histórias de filhos perdidos e dos primeiros tempos de casada, quando, a sortuda, morava na rua do Alecrim. E acaba por ser incrível perceber que uma pessoa que se enerva, desde que a conheço, com as mais pequenas coisas, que tudo e o seu contrário lhe fazem confusão, esta pessoa passou por certas coisas e descreve-as com uma segurança e uma força que lhe fogem da voz quando fala normalmente. Resta-me aproveitar e ouvir.
23 de setembro de 2014
They don't love you like I do, but I don't know you like them, they don't love you like I do, they love you better, I know you best
Estou com sérias dificuldades em acabar o Retrato do Artista Quando Jovem, uma dificuldade de uma dimensão com a qual nunca me tinha deparado enquanto leitor, devia pegar noutro livro e ir terminando este, mas nem sei bem o que vou ler a seguir, estava a pensar num Aquilino mas é melhor estar quieto, o Submundo está a chamar-me há demasiado tempo, o Demónios também, depois tenho as crónicas do DFW, a abundância de escolha dificulta tudo (vide as mulheres no clássico não tenho nada para vestir).
22 de setembro de 2014
19 de setembro de 2014
Devia ser proibido
Os sites de venda de imóveis não terem a morada dos imóveis listados. Que não tenham fotografias do exterior ainda se deixa passar... Uma pessoa vê um imóvel que até agrada, perto de tudo e mais alguma coisa segundo os anunciantes, mas depois vai-se a ver e é por trás do sol posto atrás de um terreno baldio virado para uma lixeira. Tempo é uma coisa que não assiste a muita gente? E sabem o que acontece por os anúncios não terem a morada? Perde-se o tempo, o que, parecendo que não, é chato porque o tempo não volta. Nem o tempo, nem a paciência. Pior que isso, só gajos que pedem valores por metro quadrado na zona da Parede como se estivessem no Chiado.
18 de setembro de 2014
Tema do próximo número da revista Detectives Selvagens
Pela primeira vez vamos ter um tema fixo para a revista. Podem votar aqui. Agora é que eu quero ver no que isto dá.
17 de setembro de 2014
Last of Us, a Estrada, o medo
Ando a jogar o The Last of Us. Ando mais ou menos, na verdade quem passa mais tempo com o comando é a senhora que me ofereceu a edição especial do jogo, eu, como bom homem, sou chamado a intervir nas situações mais complicadas. Talvez por poder observar durante alguns períodos de jogo, essencialmente de exploração, tem sido uma experiência diferente ao nível dos videojogos: consigo pensar em coisas que, se estivesse concentrado a jogar, talvez não pensasse. Ao passear pela paisagem desoladora do jogo não consigo deixar de traçar diversos paralelismos entre este jogo e a Estrada, do Cormac McCarthy: a sensação de abandono e, muitas vezes, de desespero, atravessam ambas as obras (o jogo é uma obra de arte, lidem com isso), o facto de viajarmos por um cenário pós-apocalíptico acompanhados de um menor (o filho no livro, aqui uma rapariga) e o encontrarmos grupos de sobreviventes com más intenções são também pontos em comum. A Time colocou um fotógrafo de guerra a jogar o jogo (este tem um modo de fotografia que podemos usar a meio da acção) parar tirar umas fotos do jogo e o homem sentiu-se desconfortável no papel do protagonista, pela violência das acções dele, e não conseguiu jogar mais, teve de pedir a um colega que jogasse por ele, o mariquinhas. Nos longos períodos que passamos a explorar não consigo deixar de pensar no livro do McCarthy, nas relações entre as pessoas, na confiança que devemos depositar ou não em quem nos rodeia, em como seria triste um mundo pos-apocalíptico sem coisas essenciais como jogos do Benfica. Quando recebi o jogo pensei que ia passar o tempo a disparar sobre hordas de zombies. Não podia estar mais enganado. Os zombies não são sequer a maior ameaça: servem, aliás, para tornar o jogo mais leve. As cenas mais violentas e que mexem mais connosco são as que se passam entre os humanos sobreviventes. Conheci pessoas que só gostavam de jogar “jogos de tiros”, como muita gente os apelida, se os inimigos fossem máquinas ou seres extra-terrestres ou zombies. Tudo menos humanos. Confesso que na altura ficava algo perplexo. Hoje em dia, e tendo sempre em mente a máxima “isto é só um jogo”, consigo perceber bastante bem a perspectiva deles. Para mim não existe uma linha que devamos traçar em termos de violência e terror numa obra, seja de que género for: depois cada um é livre de escolher o que faz com a obra. Até ignorá-la.
16 de setembro de 2014
Detectives Selvagens, número 1
Poesia: Júlio Ávila, Sofia Soares e Alexandre Carlos Mazony
Prosa: Madalena Serra, Diogo Serra, Jaime Lencastre, Inês Costa, Francisco Vilaça, Tiago Corte-Real e Marco Martins
Fotografia: Isabel Alves
Podem ler / sacar a revista aqui:
Revista
Goodreads
Foi, mais uma vez, uma mini-aventura. Já não sei como agradecer mais a esta gente toda. São os maiores.
15 de setembro de 2014
Carrega
Uma pessoa pede vinte orçamentos, recebe um como resposta. Espectáculo. Ninguém deve precisar de negócios em Portugal. Quando eu recebia um pedido de orçamento respondia imediatamente a acusar a recepção do mesmo e a indicar o tempo que demoraria a dar o orçamento. Achava que era o mínimo. Aparentemente não. E isto enerva-me.
12 de setembro de 2014
Ano escolar novo, vida nova
Hoje foi o dia de apresentação da criatura na nova escola. Mais do que a mudança de escola, entre o quinto e o sexto ano, preocupa-me a mudança do particular para o público. Está numa turma pequena, ponto positivo, tem sete repetentes, ponto negativo. Por um lado está mais perto da casa do pai e trabalho da mãe, por outro mais longe de casa da mãe e de casa das tias. A escola fica sempre bem classificada nos rankings. Tenho boas referências. Gostei do director de turma, as auxiliares de educação são o mais cliché possível, no bom sentido. Segunda começa a sério, vamos lá ver.
VFNO, já ganhou
Numa reportagem da TVI: "parece que estamos numa capital qualquer europeia, acho óptimo".
11 de setembro de 2014
Novo selecionador
Mas porquê a insistência em gajos como o Fernando Santos e o Jesualdo? Ok, foram campeões... Pelo Porto, clube onde o Vítor Pereira foi bi-campeão. Não me lixem. Qualquer equipa de ambos é um grande bocejo no que toca ao futebol jogado. Alguém viu a Grécia a jogar no Mundial? Pois. E o Benfica de Fernando Santos? Era sofrível. O de Jesualdo... Sem comentários. Jesualdo e Fernando Santos no Sporting? Não vou comentar para não acharem que estou a gozar com os sportinguistas.
Se fosse eu a mandar, primeiro que tudo, proibia o 4-3-3 na selecção. Ou o 4-5-1. Depois de termos um 4-4-2 à Jesus de 2014 ou à Jesus de 2010 como obrigatoriedade, era escolher um gajo que tivesse estaleca, não um gajo que fizesse adormecer plateias às primeiras sílabas. Porque não um estrangeiro? Deve haver aí uns desempregados jeitosos. Não há um gajo tipo Jurgen Klopp por aí disponível?
Rejubilai, Paulo Bento foi à sua vida.
"A Federação Portuguesa de Futebol comunica que hoje, 11 de setembro, termina o vínculo contratual de Paulo Bento com a FPF e ao serviço das Seleções.
Esta foi uma decisão tomada conjuntamente entre a Direção da FPF e Paulo Bento.
Agradecemos tudo o que Paulo Bento fez pela nossa Seleção, nomeadamente pelo apuramento de Portugal para o EURO 2012 e para o Mundial 2014.
A FPF já esta a trabalhar numa solução estruturada para dirigir as nossas Seleções e que será conhecida em breve.
Mais uma vez obrigado ao treinador Paulo Bento."
Granta, aqui vou eu III
África.
A voz saiu dela como um idoso desorientado por uma porta de um lar aberta por esquecimento de uma funcionária que estava preocupada em não perder a reportagem CMTV sobre os homens do fato que burlavam idosos no Portugal profundo.
África, confirmou ele. África.
Que raio de tema para o número três da Granta, o que esta gente se havia de lembrar, pensou. Ajeitou-se na secretária, alinhou e arrumou os papéis pela quarta vez durante a manhã, abriu e fechou as gavetas, alt e tab entre folhas de excel, o mail da empresa e A Bola, nada de novo, o Jonas ainda não tinha assinado, decidiu então desligar o computador.
Não sabia grande coisa sobre África. Pensou em fazer umas perguntas ao colega que tinha ido de férias para Moçambique, o facto de não ter paciência para ele fez com que rapidamente desistisse da ideia. Não sabia muito, mas sabia que a moda agora era o ébola. E o medo que ele tinha de apanhar o ébola: ainda uns dias antes, espirrou duas vezes e ligou para a linha saúde vinte e quatro para saber se tinha apanhado o ébola. Não achava piada nenhuma à doença, aliás, nunca tinha ouvido nada com tão pouca piada, o que, para alguém que tinha visto os três primeiros episódios do Sal, quer dizer muito. Era costume ligar à mãe, durante a noite, a dizer coisas como tossi muito ao adormecer, achas que tenho o ébola? Queria muito escrever sobre África, mas tinha medo de ficar doente.
Tens a certeza, Teresinha, que o tema é África? Eu, Poder, Casa, África? É este o encandeamento dos temas? Parece um telegrama do Savimbi a dizer que hoje vai jantar a casa depois de uma visita à Europa.
Ela encolheu os ombros, eu não escolho as regras, disse, apenas estou a transmitir-te o tema da revista, se quiseres escreves, se não quiseres não escreves.
Levantou-se da secretária, os colegas absortos nos seus qualquer coisa Saga da moda do facebook, Africa será, então, disse em voz alta, perante a indiferença de todos, Teresinha incluída. Fechou a pasta, bateu os calcanhares, disse meus senhores, bruxa, até um dia, e saiu pela porta, deixando Teresinha a questionar-se se o bruxa era para ela.
Estas chuvas em setembro não tinham vindo a calhar, uma pessoa não consegue escrever sobre África com temperaturas abaixo dos trinta e cinco graus centígrados. Pensou passar numa discoteca e comprar um disco do Bonga, para ouvir como inspiração, mas o melhor que conseguiu arranjar foi o Lisboa Mulata. Não era africano o suficiente. Depois pensou em ler Agualusa, mas o que o safou foi o facto de se lembrar que gosta muito de boa literatura então desistiu. Uma pessoa faz sacrifícios por um bom texto mas também há limites.
Chegou a casa, o continente negro na mente e no coração. Ligou o portátil, pôs o disco a tocar e disse para si mesmo, África, prepara-te, mete lá o ébola e essas coisas de lado, que aí vou eu. Ia batendo o pé ao ritmo da música, o cursor a piscar no ecrã, já tinha o título escrito. Releu o título, soa-me bem, bate lá isto, Mia Couto, disse, enquanto continuava a bater com o pé.
Quando se preparava para o triunfal primeiro parágrafo, lembrou-se do professor Bambo e de como este daria um belo vilão para uma história de capa e espada passada nas profundezas africanas, onde uma protagonista loira e bem apessoada estaria feita refém de Bambo e dos seus esbilros, enquanto estes disparavam o ébola pelas suas fisgas feitas de ossos de dinossauro e coisas do género. Era o terror. Até que o herói, munido de instrumentos esterilizados e ostentando um daqueles fatos amarelos anti-nojo, a salvava das garras do temível Bambo, antes que este previsse que ela iria ser traída pelo marido e que já era vitima de mau-olhado pela vizinha do segundo esquerdo, sim, que ela nunca a enganou, bem que ela estava sempre a lavar as escadas quando ela passava, com os saltos meio tortos de tanto dançar em cima de uma coluna no Urban, bem que ela sabia que ela lhe rogava pragas em nome da nossa senhora da Venda do Pinheiro, ela nunca a tinha enganado, por isso é que ela se sentia enjoada quando via o Dança com as Estrelas, não era nada dos gritos da Cristina Ferreira como dizia a melhor amiga pelo whatsapp, era por isso que ela tinha dificuldade em arranjar namorado e de certeza, certezinha, que foi por isso que o Bambo a tinha raptado numa noite de lua cheia ali ao pé do largo do Carmo, assim como quem vai para aquela loja de produtos saudáveis ou lá o que raio é aquilo, que uma loja que não venda coca-cola não merece o espaço imobiliário que ocupa.
Distraído pelos seus pensamentos, ignorou o telefone que tocava insistentemente. Bruxa, podia ler-se no ecrã. Estava na altura de mudar o disco de lado, pode ser que o segundo lado seja mais africano e eu consiga a inspiração necessária, pensou. Mudou o disco de lado e voltou a sentar-se, deixando o olhar demorar-se na janela: os prédios ao longe pareciam acalmá-lo, tão altos mas ao mesmo tempo parecendo tão frágeis. Pensou que poderia ter-se safado como construtor civil: via-se perfeitamente a andar de Mercedes tipo táxi mas em branco, terço branco que saía nos cereais pendendo hipnoticamento no retrovisor, camisa branca aberta até ao quarto botão, com jeitinho até conseguia que um ou outro pêlo do peito lhe saltasse para fora da camisa. Passaria a ser tratado pelo último nome (algo que sempre sonhou) e dar umas cachaçadas nas costas dos serventis, com piadolas como terceiro andar, a subir na vida não é Jeremias, seguido de riso alarve enrolado em bafo de bagaço de terceira categoria.
A folha continuava em branco e o disco ia girando como se nada mais se passasse em todo o universo. Chegou à conclusão que tinha fome e que não podia escrever de barriga vazia. Rapidamente percebeu a ironia da coisa e riu-se um bocado.
Foi quando pegou no telefone para sair e ir comprar qualquer coisa que reparou finalmente que tinha dez chamadas não atendidas da Bruxa e uma mensagem de voz. Ouviu a mensagem, empalideceu, deixou o cursor a piscar e saiu a caminho do hospital.
10 de setembro de 2014
O Orwell é que a sabia toda
Um homem de trinta e um anos foi detido e interrogado por ter colocado a letra de uma música de Exodus no Facebook. Imaginem que tinha posto um excerto do Lolita, por exemplo. Não há como não adorar aquele país que embandeira o direito à liberdade de expressão. Será que os polícias portugueses podiam fazer o mesmo a quem põe citações da Chiado Editora e do Pedro Chagas Freitas no facebook?
8 de setembro de 2014
Contra a diabolização das coisas
As pessoas adoram diabolizar tudo, quase sempre sem razão. Tenho assistido, via facebook alheio, em discussões acaloradas sobre as editoras de livros escolares onde, claro, as mesmas são diabolizadas até ao extremo. Às tantas parece que todo o mal do mundo advém das editoras de livros escolares. Se eu gostava de fazer disso a minha vida? Nem por isso. Se convidava editoras de livros escolares para jogar Fifa comigo? Nem pensar. Se levava editoras de livros escolares a passear à beira-rio? Nunca. Se acho que é um meio que roça o manhoso e às vezes que tem características de teor mafioso? Claro. Mas não são culpadas por tudo o que de mal acontece em Portugal. São um mal necessário, na pior das hipóteses. E, quando tudo corre bem, até são bastante importantes. E é isso que as pessoas não compreendem: bons são os países avançados que dão os livros de borla aos alunos, dizem eles. E quem é que produz os livros, oh artistas? O estado compra os livros aos editores. Vai dar ao mesmo. Haverá lobbys também, com toda a certeza. Depois temos os próprios estados que produzem os livros escolares. Têm mesmo a certeza que querem ir por aí?
Agora imaginem isto mas com o Cavaco Silva.
7 de setembro de 2014
6 de setembro de 2014
Record a Day - 30 - Disco preferido
E pronto, chegámos ao fim. E que melhor maneira de terminar do que com o Humbug, dos Arctic Monkeys, disco que, desde 2009, toca mais perto do meu coração. Para trás ficam discos como o primeiro de KoRn, os Use Your Illusion de Guns n' Roses, o Casa Ocupada (e o Olhos de Mongol e o Turbo Lento...) de Linda Martini ou o Three Cheers For Sweet Revenge de My Chemical Romance., entre outros. O nome deste blog vem de uma música deste disco. Se tivesse um filho ia chamá-lo Alexandre (nunca tinha pensado nisto até este momento, isto é genial). Curiosamente, este é geralmente o disco menos bem aceite pelos fãs da banda. Não percebem nada disto. O disco saiu há cinco anos mas parece que passaram dez. É nestas coisas que nós conseguimos ter um pequeno vislumbre do que é, na realidade, a passagem do tempo. Parece outra vida. E, em certas coisas, até é. Fica a música, sempre.
5 de setembro de 2014
Record a day - 29 - Disco que ouvi mais vezes
O primeiro álbum de System of a Down é, de certeza, o disco que ouvi mais vezes. Quando saiu uma notícia sobre eles numa Kerrang! qualquer perdida no ano de mil novecentos e troca o passo, ficámos todos expectantes e, quando o CD saiu, foi a loucura. Na altura tinha um minidisc e, durante o primeiro semestre da universidade, tinha lugar cativo. Diria que ouvi até à exaustão. Isto claro, tirando o facto de nunca me ter fartado e de ainda hoje o ouvir com algum entusiasmo. Esta edição em particular é me cara porque está autografada pelos rapazes, por ocasião do seu concerto no (saudoso) dramático de Cascais (com Sepultura, já sem Max, e Slayer).
4 de setembro de 2014
Vou precisar de uma caçadeira, está visto
Não sei se é do ballet, mas a criatura, com 1,50m, tem as pernas quase do tamanho das minhas... Medo.
Record a day - 28 - Disco oferecido
No natal de 2012 recebi o primeiro disco da Xana e foi, nada mais nada menos, o Gulag Orkestar. É daqueles que dá vontade de pendurar na parede. Além de ser um disco belíssimo (acho que o meu preferido dos três de Beirut), o facto de ter sido prenda de Natal de alguém especial torna logo o disco mais importante. Foi muito bem escolhido, devo acrescentar. Podia ter-me oferecido uma coisa da (por ela denominada) "gritaria" que eu tanto ouço e com a qual eu a enervo solenemente (não é de propósito, juro), mas esta foi a escolha certa: tem tanto dela, este disco. Quase tanto como eu.
3 de setembro de 2014
Isto é só entendidos
Estava eu sentado no parque, com o Link quietinho ao meu lado a seguir com os olhos os passeios de bicicleta da Catarina, quando passa um casal de meia idade e começam a comentar o meu cão, em voz baixa mas, ainda assim, perfeitamente audível para mim: .
- Ah, é um São Bernardo.
- Não, não é...
- É, é, não vês o focinho?
- Sim, é um São Bernardo, mas vê-se logo que não é puro.
E eu a morder a língua para não insultar esta gente inculta que insulta o meu cão chamando-o de São Bernardo e dizendo que não é puro.
Há lá coisa mais pura e linda que este animal.
Record a day - 27 - Disco em pior estado
O que é que dá uma edição especialíssima do Dusk and Her Embrace, de Cradle of Filth, rodar uma escola toda? Isto. A fase de ouvir gótico / black metal foi tão engraçada: era Type o Negative, Moonspell, Heavenwood, Tiamat, Paradise Lost, Dimmu Borgir, Anathema, etc, etc.
2 de setembro de 2014
Record a day - 26 - Edição limitada
Com uma edição de 333 exemplares (tal como a do Cão, que também possuo) o disco de Ornatos tem um lugarzinho especial cá em casa, nem que seja porque a (agora) mini adolescente gosta muito (e o quanto ela delirou no coliseu). Confesso que na altura em que saiu este Monstro Precisa de Amigos eu pouco liguei a Ornatos. E demorei algum tempo a render-me ao Cão (custando, ainda hoje, admitir o quão errada era a minha opinião acerca do mesmo). Agora já fazem parte da mobília.
1 de setembro de 2014
Record a day - 25 - Banda sonora
Apesar de gostar bastante de bandas sonoras como a do Lost Highway, do Spawn ou, até, do Last Action Hero, esta continua ser a minha preferida. Pudera. Com bandas como Nine Inch Nails, Cure, Pantera e Rage Against The Machine, era difícil que assim não o fosse. Lembro-me de ir ver o filme, já com a aura da morte do Brandon Lee, numa sessão da meia-noite, no Cascaishopping e claro, como miúdos que éramos, ficámos muito impressionados com o imaginário do filme. O CD veio pouco tempo depois. E ainda cá anda.
31 de agosto de 2014
Record a day - 24 - LP duplo
Se há disco que merece os dois discos e quatro lados (que faz com que se mude de lado a cada três ou quatro músicas) é o Suburbs. Foi o álbum que me introduziu aos Arcade Fire, tendo por isso um local especial nas minhas preferências.
30 de agosto de 2014
Record a day - 23 - Disco que ninguém ouviu
No meio do grunge, os canadianos Moist lançaram esta pérola chamada Silver e que, apesar de ter um clip uma ou outra vez na MTV, passou ao lado de grande parte do mundo. Era o segredo mais bem guardado de um restrito grupo de amigos e que só era revelado a pessoas que considerássemos dignas. Éramos parvos. Continuamos parvos. E a gostar de Moist.
29 de agosto de 2014
Ainda dos meets
Estão uns cromos na RTPI a falar dos meets e eu tenho pena que a minha filha tenha de crescer no meio destes cromos. Tanta asneira (embora as perguntas da jornalista também não ajudassem...). Amigos, algures entre mil novecentos e noventa e seis e dois mil e pouco, não existiam redes sociais: existia o mIRC. E no mIRC, existiam canais (#KoRn para sempre). E o que é que se fazia de vez em quando? As pessoas que frequentavam esse canal encontravam-se para se conhecerem pessoalmente, para irem a concertos, marcavam-se jantares, havia encontros, coisa que hoje teria o nome de meet. As pessoas tinham entre quinze ou dezasseis e vinte e poucos anos. Tirando um ou outro coma alcoólico ou algum envolvimento semi-amoroso propenso a arrependimentos, tudo corria bem. Agora vou ficar quieto e caladinho para depois não apanhar o karma da Catarina me pedir para ir a uma coisa destas.
Record a day - 22 - Capa preferida
Ando para ler o Moby Dick há algum tempo. Este belo Leviathan, dos Mastodon, além de ser um portento musical (considerado um dos melhores discos do séc XXI, é ver a pontuação que tem em todos os sites de músical) é baseado no Moby Dick. Juntar literatura e música? Contem comigo. Esta edição em vinil tem esta capa que ficava muito bem num quadro na minha sala, com a baleia branca em todo o seu esplendor.
28 de agosto de 2014
Record a day - 21 - Álbum que te faz lembrar alguém
Isto é um disco de meia luz. E eu que era muito ciente do meu espaço e do meu querer e de outras coisas minhas dei comigo a partilhar este disco com uma e só uma pessoa. E essa pessoa, tal como o disco, trouxe muita paz e sossego à minha vida. E o quanto eu precisava de paz e sossego. Não posso é garantir que tenha trazido paz e sossego à vida dela: sou chato, muito, ou é porque o Benfica não ganha (coisa rara nos dois primeiros anos, ponto a favor para ela) ou porque estou a ficar irremediavelmente careca, ou porque quero ouvir o hardcore mais pesado que há na face desta terra (gritaria, é assim que ela apelida a música que eu ouço normalmente). Este disco faz-me lembrar dela e tenho a sorte de não ter que me lembrar dela: ela está sempre comigo.
27 de agosto de 2014
Se puder ser, UEFA, façam lá o jeitinho
BENFICA, Basileia, Olympiacos e Maribor. Se não for isto, que seja para a desgraça: BENFICA, Dortmund, Liverpool e Roma. Eu acardito.
Ainda dos festivais
Sim, existem festivais de música pesada em Portugal. Sim, conheço o Vagos e o Barroselas. O Vagos, com bandas como Opeth, Soilwork, Kreator ou Paradise Lost está perto daquilo que eu falava. Mas o que faz falta é um festival parecido com o Ressurection Fest em Espanha: temos NOFX, Converge, Down, Sick of It All, Megadeth, Amon Amarth, Gojira, Gallows, Architects, etc. Três dias a 79€. Não está mal. Fazia falta um festival destes cá, mas com cabeças de cartaz ainda mais fortes, coisas tipo System of a Down, Rammstein, Metallica, Iron Maiden. É disto que estou a falar.
Record a day - 20 - Álbum que marcou o secundário
Éramos todos tão rebeldes. Estávamos na idade. Vinte anos depois este disco mantém-se imutável, não envelheceu sequer. Daqui a vinte anos há de haver um puto meio rebelde que vai pôr isto a tocar e vai ficar de boca aberta e pensar que há quarenta anos atrás o pessoal tinha muito bom gosto musical. E tínhamos. Este álbum abriu-nos para outros estilos musicais (hardcore, metal, hip-hop), para outras ideologias políticas, aprendemos a levantar o braço e a fechar o punho, a procurar causas, a sabermos quem era o Mumia Abu-Jamal. Um álbum com um monge a imolar-se na capa não podia ter outras consequências. Para que fique registado: a música que gosto menos neste disco é o Killing In The Name, ainda hoje abomino ouvi-la fora de contexto, até a ouvi uma vez, num lançamento no Frágil, enfim, tenho dificuldades em adjectivar isso. Houve outros discos que me marcaram positiva (o primeiro de Korn e de Deftones, o All Ages de Bad Religion, Far Beyond Driven de Pantera, etc, etc...) e negativamente (Load e Reload, estou a olhar para vocês...), mas penso que este, no geral, até pela influência que teve na cena musical acaba por ser o grande disco do secundário.
26 de agosto de 2014
O que é que se passa com os promotores deste país?
Os dias dedicados a metal / música mais pesada desapareceram dos festivais. Incompreensível. Especialmente porque esses dias eram bastante concorridos e corriam, no geral, bastante bem em todos os aspectos. Era normalíssimo ver entrevistas, durante os telejornais, com o staff desses festivais a dizer que, surpreendentemente, o dia com menos incidências e melhor ambiente era o do metal. A juntar a esta questão dos festivais temos o facto de já quase não termos tours europeias a passar por Portugal. As bandas anunciam digressões europeias, lá vou eu a correr ver as datas. Portugal? Esquece. Não acredito que seja por falta de procura. Existem várias bandas com capacidade de encher o Pavilhão Atlântico ou, na maior parte dos cenários, o Coliseu. Que é que se passa promotores? Vejam lá isso. E porquê a birra? Por causa disto:
Record a day - 19 - Vinil transparente
O melhor disco de 2010, There Is a Hell Believe Me I've Seen It, There Is a Heaven Let's Keep It a Secret, ou TIAHBMISITIAHLKIAS abreviado (...), veio até nós, para nossa felicidade, num LP duplo transparente. Se houver justiça este There Is a Hell etc etc será visto, um dia, como um dos discos da segunda década do século XXI. Sem ser um fã acérrimo de metalcore este disco é muito, muito bom.
25 de agosto de 2014
Há empresas que dão cabo de mim
Um dos comandos da minha PS4 começou a funcionar defeituosamente. Contactei a Sony para me reparar / substituir o comando. Pensei que uma empresa com a dimensão da Sony tivesse mais consideração pelos consumidores. Foram rapidíssimos a responder-me, mas o problema foram as respostas. Primeiro, quando questionados sobre o facto de eu ter dois comandos iguais (um que veio com a consola e o outro comprado à parte) e se isso afectava alguma coisa, responderam-me que só reparariam o que veio com a consola. O outro teria de ser levado ao local onde o comprei. Parvo, porque eles são, afinal de contas os produtores do produto, mas ok, aceitei. Sendo assim, questionei-os como é que podia então (através de algum número de série, por exemplo) saber qual é que teria vindo com a consola. Responderam-me que seria impossível eu fazer essa distinção e que teria de enviar o comando para reparação e se o mesmo não fosse o comando comprado com a consola, que mo enviariam para trás sem ser reparado. Ora, se a empresa não me faculta nenhum meio para confirmar a origem do comando, parece-me óbvio que eles teriam de assumir a reparação independentemente da origem do mesmo. Continuaram a dizer-me que não, acrescentando novamente que, se enviasse o comando errado, que o mesmo seria enviado para trás e teria de enviar o correcto. Eu aqui fiquei na dúvida se eles liam o que estavam escrever. Então eu tenho um comando estragado e um a funcionar perfeitamente. Envio o estragado, por acaso não é o que veio de origem, eles mandam-no de volta e querem que eu envie um comando que funciona perfeitamente? É, faz sentido. Conclusão: fui a uma Worten e resolveram-me o problema em quarenta e oito horas.
Save it for the morning after
Assisti, infelizmente, num curto espaço de tempo, a dois fins de relação no facebook. Em ambas, uma das partes (a feminina) usou o facebook para extravasar sentimentos: houve pedidos de justiça, o apontar as promessas quebradas, o delinear toda uma vivência de miséria vindoura, a solidão espalmada em cada tecla, o desmascarar de uma aparentemente longa traição, o colocar fotos de uma suposta amante e por aí fora. Em ambas, nem sinal da outra parte envolvida: há posts e contas apagadas, haverá silêncio e vergonha. Antigamente estas coisas aconteciam nas ruas e vielas, com roupas que voavam de janelas, insultos que não conheciam paredes, ruas onde se selavam o fim de relações. Mudámos para melhor? Duvido.
Record a day - 18 - Álbum conceptual
Gosto muito de álbums conceptuais. A ideia de uma narrativa ou personagem que atravessa todo um disco sempre me fascinou. Desde o Ziggy Stardust, passando pelo Black Parade de MCR ou o épico Leviathan de Mastodon, até ao Wall de Pink Floyd, existem discos conceptuais para dar e vender. O melhor, na minha opinião, é o Antichrist Superstar de Marilyn Manson, produzido por Trent Reznor. É quase impossível esquecer tudo o que se passou à volta desde disco e do artista em si. Mas se tirarmos tudo o que o rodeia e ficarmos só com a música, temos um álbum genial do primeiro ao último segundo. Muito se especulou sobre os abusos e experiências que aconteceram enquanto o disco era gravado. Seja como for, tem um ambiente como nenhum outro. "When you are suffering, know that I have betrayed you", a frase de Nietzche que abre e fecha o disco, marca o tom da obra. Imperdível.
24 de agosto de 2014
Record a day - 17 - Instrumental
Tinha que ser. Esta edição de três vinis, com os três primeiros discos de Dead Combo é o meu pedaço de música instrumental preferido. Menção honrosa também para Filho da Mãe (o Palácio é um disco brutal). Estes três discos não são táo acessíveis comos os dois mais recentes (Lisboa Mulata e A Bunch Of Meninos), mas são igualmente bons. O concerto do coliseu foi épico e o que vem aí em dezembro também o será. Estes três discos podem ser a banda sonora de uma vida.
23 de agosto de 2014
Record a day - 16 - Artista Local
Pensavam que ia escolher os Delfins, não era? Andava eu no nono ano quando ouvi pela primeira vez Primitive Reason. Acabei por vê-los ainda em noventa e quatro, no hipódromo (a abrirem para Ena Pá 2000, então numa forma épica, ainda a cavalgar o sucesso do És Muita Linda). Durante o secundário tornou-se das bandas fetishe do pessoal que ouvia ska, punk e metal no geral. Havia sempre aquela coisa de alguém chegar à escola e dizer "maaaaaaaaan vi o Guillermo na rua direita!" e o resto do pessoal "wow". Era tudo tão simples naquela altura.
22 de agosto de 2014
Record a day - 15 - Último disco que compraste
Lazaretto, do Jack White, foi o último disco que comprei. Uma edição toda turbinada, com um holograma de um anjo que roda à medida que o disco vai girando, músicas escondidas na etiqueta, um dos lados toca de dentro para fora, uma das músicas começa de forma acústica ou eléctrica consoante o local onde pousamos a agulha e, por fim, tem um loop marado no fim de cada lado. E tudo pelo preço normal de um disco. Nada mau. Mais um belo disco do Jack White, um pouco mais acessível que o anterior mas igualmente bom. É o disco que detém o recorde de vendas em vinil desde 1992 (o recordista anterior era o Vitalogy, dos Pearl Jam). Merecidíssimo.
21 de agosto de 2014
Barreto Xavier, o rei do humor
Então Barreto, tu entravas no Levanta-te e Ri não era? Era, era, só pode. Então tu dizes que vão fazer uma cobrança equitativa de uma taxa sobre os equipamentos electrónicos porque não conseguem saber, caso a caso, o que uma pessoa saca, e que essa cobrança garante que os montantes serão transferidos a favor de autores e artistas. Eu sei que o Passos e o Portas são muito talentosos mas chamá-los de "autores" e "artistas" é de uma extrema liberdade poética. Como é que esta gente tem coragem de ir para a televisão dizer barbaridades destas? Barreto, apesar dos óculos, tu não és o Harry Potter e a cultura não é o Voldemort: pára de tentar destruir tudo, a sério.
Record a day - 14 - Primeiro álbum que compraste
Na realidade não foram dois... Foram três, as minhas primeiras compras de discos. Já tinha recebido álbums em cassete, coisas que tinha pedido. Mas, ir a uma loja e comprar? Foram estes dois... E o terceiro. Aqui temos o Countdown to Extinction (o Simphony of Destruction é imortal, embora eu goste mais, por exemplo do Foreclosure of a Dream) e o America's Least Wanted (coisa que já ninguém se lembra, mas o Everything About You tocava em TODOS os intervalos quando havia rádio da escola). O outro vendi ou troquei por qualquer coisa, entretanto. Nunca pensei que vinte e dois anos depois ainda os teria. O outro, o terceiro, bom... O terceiro... Era o Keep The Faith dos Bon Jovi. Pronto, está cá fora, está dito, podem ostracizar-me, sim, eu também quis manter a fé e deitá-la numa cama de rosas e depois passear pelo condado seco. Sinto-me mais leve agora.
20 de agosto de 2014
Oh, gente idiota, Deus nos ajude a todos
Então querem colocar uma taxa de direitos de autor em material informático? Expliquem-me lá, como se eu fosse ainda mais parvo do que sou na realidade: Eu compro um portátil, pago a taxa, depois saco um disco de Everytime I Die. A banda recebe esses direitos de autor? (é uma pergunta retórica, caso não percebam, legisladores). Ora bem, segundo a notícia, existirá uma taxa de 0,15€ por cada GB de armazenamento. Uma vez comprei um ipod de 120GB, pagaria 18€ de taxa, sendo que já tinha que pagar cerca de 58€ de iva. E se eu comprar um cartáo de memória para a minha máquina digital para guardar fotos cujos direitos de autor, imagine-se, me pertencem, também pago a taxa? Pago, pois. Depois há a ideia genial de taxar as boxes de televisão. Sim, porque toda a gente sabe que os hackers grandas malucos sacam discos do Marco Paulo através da box e isso não pode ser. O quê? Não dá para sacar nada através da box nem extrair cenas da box? Então mas isso quer dizer que esta proposta não faz sentido. Não pode ser. Hei, sabem o que também é boa ideia? Eu passar a comprar TUDO pela Amazon. Como é que se pode chamar uma taxa de "direitos de autor" se nenhum autor alguma vez verá um cêntimo do dinheiro cobrado? Idiotas.
Record a day - 13 - Guilty Pleasure
Não sou apreciador de bossa nova. Nem de música brasileira no geral. Sepultura não conta. No entanto, um dia saiu um filme chamado Lost Highway e eu comprei a banda sonora do mesmo. E lá vinha, no meio de músicas de Nine Inch Nails, Rammstein ou Marilyn Manson vinha a versão instrumental do Insensatez. E eu, durante anos não liguei nenhuma à música. Penso que até a passava à frente. Um dia, quando ainda tinha o meu ipod de 120gb (descansa em paz, amigo) onde eu conseguia colocar toda a minha colecção de música, o shuffle decidiu presentear-me, em mais uma noite em que me deitava sozinho e cansado, com a Insensatez. Tive que ouvir duas vezes seguidas. Fiquei com vontade de me castigar por ter aquela pérola no meu ipod e nunca lhe ter ligado nenhuma. O itunes bem dizia, zero reproduções. Claro que no dia em que eu passeava numa loja de discos e vi esta beleza de mil novecentos e sessenta e três eu não lhe resisti e trouxe para casa comigo. Agora acompanha-me muitas vezes, quando estou cansado, felizmente quase sempre bem acompanhado, traz-me paz à alma como poucos outros discos.
19 de agosto de 2014
Mais uma vez, o tio John Oliver explica (neste caso a situação de Ferguson)
Não confundir com o Jamie Oliver, por favor.
Não é só em Portugal que se cometem alarvidades
Em Espanha foi aprovado um decreto que faz com que as bibliotecas espanholas paguem direitos de autor sobre os livros que têm e emprestam. Quem teve esta ideia, com toda a certeza, vê o quanto isto pode beneficiar a cultura espanhola. E os autores? Ui, a quantidade de dinheiro que vão ganhar agora, porque a SPA lá do sítio terá meios (e muita vontade...) para fazer essa distribuição. E os editores? Com as bibliotecas com menos dinheiro está visto que vão comprar muito mais. Ninguém pensou que a biblioteca, quando adquiriu o livro, já pagou esses direitos de autor? E que a biblioteca presta um serviço público, de valor cultural? Não deveria o estado ser o primeiro interessado e defensor do direito à cultura para todos?
Record a day - 12 - Artwork
O Jacob Bannon, além de vocalista dos lendários Converge, é também um artista a conhecer. Apesar do Jane Doe e do Axe To Fall também brilharem neste aspecto, esta edição de 2012 do All We Love We Leave Behind é sem dúvida o artwork preferido de todos os discos que tenho.
18 de agosto de 2014
Record a day - 11 - Vinil colorido
Mais uma banda portuguesa, este splatter azul é uma pequena jóia. O Lisbon Blues será o melhor álbum de hardcore português, mostrando os For The Glory num nível muito alto, capazes de ombrear com o que de melhor se faz lá fora. Se eu soubesse que em dois mil e catorze iria ter bandas portuguesas com a qualidade das bandas que posso ouvir e ver hoje em dia, o meu eu de quinze anos estaria bem mais descansado quanto ao futuro da música portuguesa. E também é importante o papel da Rastilho nestas edições em viníl. Verdadeiro serviço público.
17 de agosto de 2014
Vão ser uns longos noventa minutos
Daniel Kennedy, na BTV2, Liverpool - Southampton: "O 4-3-3, quando atacam, transforma-se num 4-2-2". É o fenómeno da subtracção de jogadores.
Record a day - 10 - Projecto paralelo
The Last Shadow Puppets são o projecto paralelo de Alex Turner (Arctic Monkeys) e Miles Kane (The Rascals). Claramente influenciados por Bowie (há quem também fale nos Beatles), os dois rapazinhos ingleses (tinham nesta altura vinte e dois anos...) assinam um disco muito bom, tendo como marca as brilhantes orquestrações (com a ajuda de Owen Pallet, que trabalhou com Arcade Fire e Beirut, por exemplo).
16 de agosto de 2014
Tudo na mesma II
O Tottenham, apesar de ter ganho, não joga nada, este 4-5-1 não lembra ao diabo, o Pochettino começa com o Lennon na esquerda e o Eriksen na direita, em três posições o homem coloca os três gajos errados e o Adebayor na frente sozinho vale pouco. Já o Dier, quem diria, a ser o herói da partida e a marcar o golo aos noventa e três minutos, depois de fintar o guarda-redes.
Tudo na mesma
O United perde outra vez em Old Trafford para a Premier League: chega a ser confrangedor ver os jogadores perdidos em campo. Mata, uma nulidade, Fellaini idem. O Hernandez e o Nani são dados como dispensáveis mas jogam na mesma. Ah, e ganharam todos os jogos da pré-época.
Filha no Minho, namorada no Algarve
E isso é igual a quê? Man Utd - Swansea, depois West Ham - Tottenham e por fim Arsenal - Crystal Palace. Até deitas futebol inglês pelos olhos (prometo que no intervalo aproveito para continuar a ler o Retrato do Artista Enquanto Jovem, para desenjoar).
Subscrever:
Mensagens (Atom)










































.jpg)