10 de novembro de 2014

O recrutamento nas imobiliárias deve ser muito exigente

Boa tarde, estou a falar com o senhor Ricardo?
Sim.
Quer então marcar uma visita ao imóvel?
Visita? Não, eu não selecionei a opção "marcar visita", escolhi "pedir informações", apenas quero saber a morada.
Ah, não, a morada não damos.
Ok, nesse caso obrigado, mas não estou interessado em marcar uma visita sem saber a morada. Boa tarde, com licença.
Mas... Eu digo-lhe onde é, mais ou menos, Mas porque interessa a morada?
Mais ou menos já eu sei, interessa-me a morada porque não quero perder o meu e o seu tempo a marcar visitas a um imóvel que é numa rua que não me interessa.
Ah... Então este é numa praceta fechada, não lhe deve interessar... Vou enviar para o seu mail mais imóveis para ver.
...
Dois dias depois...
...
Oi, estou a falar com o senhor Ricardo? Fala X da imobilária Y. Viu os imóveis que enviei?
Vi, e como respondi no mail, não estou interessado.
Mas... Não tem pressa?
Alguma.
Então e não quer nenhum daqueles?
Não, obrigado.
Mas não tem urgência?
... Alguma, sim.
E não quer nenhum daqueles? Tem movimento, são bem localizados!
Não, obrigado, nehum dos imóveis está dentro do que pretendo.
Mas viu as fotos?
... Claro.
Ah, viu as fotos... Então e não quer nenhum?
... 

6 de novembro de 2014

Drugs are bad, hmmmmkay?



Não podia estar mais de acordo

Prémios PEN para as obras publicadas no ano de 2013, com o apoio da DGLAB
POESIA:
Gastão Cruz, Fogo (Assírio & Alvim), ex-aequo com Golgona Anghel, Como uma Flor de Plástico na Montra de um Talho (Assírio & Alvim)

NARRATIVA:
Ana Luísa Amaral, Ara (Sextante), ex-aequo com Bruno Vieira Amaral, As Primeiras Coisas (Quetzal)


Tenho os livros do Gastão e da Golgona com dedicatória, agora o Bruno não se pode cortar.

Tenho uma mini Chagas Freitas em casa (ou Deus castiga)




Vencedor das parabenizações via facebook


5 de novembro de 2014

.34

Não deixa de ser irónico que os trinta e três anos, com todas as piadas da idade de Cristo, tenham sido um calvário e o ano de uma crucificação. Mais do que reflectir sobre questões existenciais ou erros passados, acho que tenho de me sentir eternamente agradecido às pessoas que se mantiveram do meu lado. Não sou uma pessoa fácil quando estou bem. Em estando mal, torno-me insuportável. No entanto, há pessoas que, ainda assim, vão ficando e partilhando os momentos de felicidade e infelicidade. Portanto, hoje, no dia cinco de novembro de dois mil e catorze, aos trinta e quatro anos, sou uma pessoa grata pelas pessoas que se vão mantendo ao meu lado. Espero que sejam, um dia, de alguma forma, compensadas por todas as chatices que eu vou dando. E pelo chato que vou sendo. Eu é que faço anos, mas é a Xana que está de parabéns: sem ela não estaria de pé, hoje. E mais do que estar de pé, estou a caminho de coisas boas e cheias de livros. Alguns deles do Chagas Freitas, até. Uma pessoa tem de fazer pela vida, tenham paciência.

4 de novembro de 2014

Depois não me venham com a tanga do comércio tradicional

Gosto de comprar os meus discos e livros em locais físicos, só recorro à internet em caso de necessidade. Embora não faça grande questão em optar pelo comércio tradicional em detrimento de grandes cadeias, gosto de comprar em lojas de rua. Geralmente a minha decisão baseia-se no tipo de disco que procuro e na proximidade do espaço em si, seja o espaço de que tipo for. Ainda assim, prefiro comprar na Louie Louie do que na FNAC, às vezes estamos a falar de um preço mais alto, mas é gente porreira que percebe de música, algo que, para mim, é essencial. A questão é que, nesta última visita, a oferta de discos novos estava muito, muito fraquinha. Acabámos por não comprar nada e decidimos ir a outra loja de discos, ignorando a FNAC. Ora, nessa loja de discos fui confrontado com a má cara e má vontade de um dos donos do sítio. Primeiro, numa resposta típica do "isso não existe", sendo o "isso", isto. Que, incrivelmente, existe, eu que gosto tanto de inventar discos e bandas afinal estava a falar de um artigo real (ainda para mais quando lá tinham três eps da banda em questão.). Depois, ao perguntar por outra banda a resposta foi um simples e seco não. Só assim. Não. Não vamos procurar no sistema ou na internet ou no catálogo do fornecedor, saber se podemos encomendar. Nada. Uma vez perguntei por uma banda na Louie Louie e saí de lá com quatro discos encomendados. Já nesta loja o negócio deve ir muito bem para perder vendas assim. O resultado? Fui ao sítio menos provável, pelo menos para mim, para comprar discos: o El Corte Inglés. Nunca pensei comprar discos lá, mas, para meu espanto, a oferta era razoável e os preços, de longe, os melhores e onde o gajo engravatado da caixa ainda mostrou o seu apreço pelas obras em questão, apelidando as mesmas de clássico e elogiando as reedições que tinham à venda. Sendo assim, vieram três para casa (serão para prendas de anos, as pessoas são muito pacientes para comigo). E isto podia ter sido resolvido numa loja de rua, de comércio tradicional, não fosse a má vontade do homem. Quando trabalhava no atendimento, e num estabelecimento que não era sequer meu, eu esforçava-me por deixar satisfeito cada um dos meus clientes. De preferência que saíssem com um ou mais livros na mão. Mas, mesmo que não levassem nada, que deixassem uma encomenda, que descobrissem o livro que estavam à procura (mesmo que comprassem noutro lado).  É o mínimo. Resultado; não só não lá volto como não mando lá mais ninguém.

(acho que ela quando me oferece estas coisas se esquece de que depois vai ter de ouvir os mesmos até à exaustão)



"José Rodrigues dos Santos, escreve sobre física quântica como se estivesse a falar com a sua avó"

Daqui. Eu se escrevesse um livro como se estivesse a falar com a minha avó havia de ser giro: às vezes, quando estou a falar com ela, ela ignora o facto de eu estar a falar e diz à minha mãe que não percebe o que eu digo, tendo chegado, uma vez, a dizer que parecia que eu falava espanhol. Força Zézinho, continua a mandá-los cá para fora que o mundo das livrarias bem precisa.

31 de outubro de 2014

Granta IV

Duzentas e vinte e três páginas depois, apenas tenho duas palavras para vocês: Taiye Selasi.

Gozamos com o Jesus mas...


O homem tem razão. O homem é criticado quando dizem que é o treinador do quase, que chega às grandes decisões com bom futebol mas depois não ganha. Agora, que ganhou quatro competições nacionais num ano (mais uma final europeia...) também criticam o homem e dizem que os troféus não são tudo. Em que é que ficamos? Como é que o Klinsmann ou Van Gaal ali estão? E o Mourinho que não ganhou nada na época passada? Para mim és o maior Jesus. A não ser que voltes a fazer a merda que fizeste em Braga e contra o Sevilla. Substituições: elas querem ser usadas.

E o resto é paisagem




29 de outubro de 2014

Vergonha

No século XXI, censura deste nível? Os graffiti estão aí, nas ruas, para serem vistos. O autor da peça não fez os graffitis. O director do ICS diz que é de "mau gosto e uma ofensa a instituições e pessoas que eu não podia tolerar". É, é isso, porque tudo o que os visados fizeram ao país nos últimos anos foi maravilhoso. 


27 de outubro de 2014

Ciclovia na marginal

As pessoas nunca, nunca, nunca estão contentes: se há loucos que querem fazer uma ciclovia na marginal (sem comentários), há os que acham uma abominação uma ciclovia no paredão que liga Cascais a S. João do Estoril. Nada contra os ciclistas, muito pelo contrário, mas uma ciclovia na marginal não faz qualquer sentido: estamos a falar de uma estrada fulcral no acesso às localidades da linha (a alternativa é uma A5 paga...) com bastante tráfego. Ainda assim, pior do que ciclistas fanáticos ou automobilistas retardados (daqueles que ao ouvirem falar em bicicletas conseguem disparar alarvidades a um ritmo impressionante) só mesmo as pessoas que andam a pé pelas ciclovias com a maior calma do mundo, não dando prioridade nem respeitando as bicicletas. A ciclovia que passa na Duque de Ávila é o paradigma disto: um passeio com largos metros de comprimento e onde andam as pessoas? Na ciclovia. 

Brains for dinner, brains for lunch, brains for breakfast, brains for brunch

Ela, por ordem alfabética de autor, depois poesia e bolso. Ele, poesia, russos, bolso, europeus, sul-americanos, americanos, portugueses, humor, divulgação científica. Quem tem mais livros? Ela, de longe.

Post patrocinado

A Multiopticas ou a Optivisão que se cheguem à frente: alguém ofereça uns óculos de ver ao perto ao Jorge Jesus. Talvez assim ele olhe para o banco e consiga ver que tem jogadores que podem e devem entrar no decorrer de um jogo. Parecendo que não, jogar contra os maiores caceteiros da liga portuguesa e arredores é coisa para deixar uns gajos cansados. Junta-se a isto o facto de o Sálvio não estar a jogar nada e talvez, talvez, fosse boa ideia fazer substituições. 

24 de outubro de 2014

"Novos" escritores portugueses

"Novos". Não vou pela questão da idade (quarenta e três do Afonso Cruz e cinquenta da Dulce Maria Cardoso), mas chamar "novos escritores" a um gajo que tem alguns vinte livros e a uma autora com vários livros premiados é esticar um bocadinho a coisa. O resto parece-me tudo muito bem e merecido. Ainda não li o Afonso Cruz (gajo que considero porreiríssimo e que parece que não se safa mal) e sou fã da Dulce, portanto, tudo de bom para eles e tudo e tudo. Agora náo me lixem e digam que são "novos" escritores. Cromos.

23 de outubro de 2014

Sabes que a tua namorada é dos Açores...

... quando vai comprar uns bilhetes à Flur e diz que está "a passar à frente daquela casa azul dos comboios". Ou Santa Apolónia, para os entendidos.

22 de outubro de 2014

Apocalypse, please

Um miúdo, depois da morte do pai e do desaparecimento da mãe, viaja da sua terra natal (Cachoeiras de Macacu) com uma almofada, um edredon e um livro, Enciclopédia Prática da Mágica e do Ilusionismo. Não sabe ler, mas quer fazer magia com cartas. Viveu durante uns dias numa árvore em Higienópolis, São Paulo. Foi encontrado pela mãe (que não tinha desaparecido, ao contrário do relato do miúdo). Andam gajos a inventar personagens para os seus romances e depois acontecem coisas destas na vida real.
Está demasiado calor para a época, já está toda a gente cansada de ouvir isso. A questão que me incomoda é uma neblina densa e escura que paira desde ontem sobre Lisboa, uma neblina que não me deixa ver o rio e o mar e o horizonte sequer. Segundo as medições, a qualidade do ar ontem era "fraca" (a segunda pior numa escala de cinco). Não vislumbro nenhum incêndio nos arredores, Sintra parece estar limpa. Estará a poluição assim tão alta?
Ainda há pessoas que não deixam tudo para a última hora: já recebemos um texto bastante jeitoso para novo número da revista Detectives Selvagens. Os restantes coninhas que se cheguem à frente agora.
Oeiras não tem comércio de rua. Ou então o comércio de rua em Oeiras é tão bom que não há lojas livres para alugar. Ainda não consegui perceber.
O novo álbum de Slipknot é surpreendentemente bom, mas estou mais viciado no novo de OFF!, e isto está tudo só a fazer tempo até ao novo de Machine Head.
Estou aqui estou a fazer anos, inserir aqui depressões e piadas relacionadas com o avançar da idade (e o recuar do cabelo).
Uma livraria só com livros de ficção e poesia é uma ideia estúpida não é? 
Diz que sim.

20 de outubro de 2014

OCD

Por falar em agenda literária, ainda não toquei na Granta. Para quem é ligeiramente obsessivo-compulsivo isto mete-me nervos:


Parece que o trineto do Eça ganhou o prémio Leya

O vencedor (e os finalistas) do prémio Leya não costumam fazer má figura. Darei uma vista de olhos quando o livro sair e a minha apertada agenda literária o permitir.