27 de outubro de 2014

Post patrocinado

A Multiopticas ou a Optivisão que se cheguem à frente: alguém ofereça uns óculos de ver ao perto ao Jorge Jesus. Talvez assim ele olhe para o banco e consiga ver que tem jogadores que podem e devem entrar no decorrer de um jogo. Parecendo que não, jogar contra os maiores caceteiros da liga portuguesa e arredores é coisa para deixar uns gajos cansados. Junta-se a isto o facto de o Sálvio não estar a jogar nada e talvez, talvez, fosse boa ideia fazer substituições. 

24 de outubro de 2014

"Novos" escritores portugueses

"Novos". Não vou pela questão da idade (quarenta e três do Afonso Cruz e cinquenta da Dulce Maria Cardoso), mas chamar "novos escritores" a um gajo que tem alguns vinte livros e a uma autora com vários livros premiados é esticar um bocadinho a coisa. O resto parece-me tudo muito bem e merecido. Ainda não li o Afonso Cruz (gajo que considero porreiríssimo e que parece que não se safa mal) e sou fã da Dulce, portanto, tudo de bom para eles e tudo e tudo. Agora náo me lixem e digam que são "novos" escritores. Cromos.

23 de outubro de 2014

Sabes que a tua namorada é dos Açores...

... quando vai comprar uns bilhetes à Flur e diz que está "a passar à frente daquela casa azul dos comboios". Ou Santa Apolónia, para os entendidos.

22 de outubro de 2014

Apocalypse, please

Um miúdo, depois da morte do pai e do desaparecimento da mãe, viaja da sua terra natal (Cachoeiras de Macacu) com uma almofada, um edredon e um livro, Enciclopédia Prática da Mágica e do Ilusionismo. Não sabe ler, mas quer fazer magia com cartas. Viveu durante uns dias numa árvore em Higienópolis, São Paulo. Foi encontrado pela mãe (que não tinha desaparecido, ao contrário do relato do miúdo). Andam gajos a inventar personagens para os seus romances e depois acontecem coisas destas na vida real.
Está demasiado calor para a época, já está toda a gente cansada de ouvir isso. A questão que me incomoda é uma neblina densa e escura que paira desde ontem sobre Lisboa, uma neblina que não me deixa ver o rio e o mar e o horizonte sequer. Segundo as medições, a qualidade do ar ontem era "fraca" (a segunda pior numa escala de cinco). Não vislumbro nenhum incêndio nos arredores, Sintra parece estar limpa. Estará a poluição assim tão alta?
Ainda há pessoas que não deixam tudo para a última hora: já recebemos um texto bastante jeitoso para novo número da revista Detectives Selvagens. Os restantes coninhas que se cheguem à frente agora.
Oeiras não tem comércio de rua. Ou então o comércio de rua em Oeiras é tão bom que não há lojas livres para alugar. Ainda não consegui perceber.
O novo álbum de Slipknot é surpreendentemente bom, mas estou mais viciado no novo de OFF!, e isto está tudo só a fazer tempo até ao novo de Machine Head.
Estou aqui estou a fazer anos, inserir aqui depressões e piadas relacionadas com o avançar da idade (e o recuar do cabelo).
Uma livraria só com livros de ficção e poesia é uma ideia estúpida não é? 
Diz que sim.

20 de outubro de 2014

OCD

Por falar em agenda literária, ainda não toquei na Granta. Para quem é ligeiramente obsessivo-compulsivo isto mete-me nervos:


Parece que o trineto do Eça ganhou o prémio Leya

O vencedor (e os finalistas) do prémio Leya não costumam fazer má figura. Darei uma vista de olhos quando o livro sair e a minha apertada agenda literária o permitir.

15 de outubro de 2014

Uma pessoa sai de Lisboa dois dias

E é inundações por todo o lado, a Jéssica Athayde a ser chamada de gorda, Portugal a ganhar um jogo, está tudo louco. Deixei o cão no hotel e juro que só pensei nele uma vez... A cada dez minutos. Pelo estado do pêlo parece que ele apanhou a chuvada da vida dele. A senhora do hotel abriu-lhe a porta da box e ele saiu disparado a correr, primeiro enfiou-se debaixo das minhas pernas, depois desatou a correr pelo meio das outras boxes, colocando todos os cães no raio de um quilómetro a ladrar como se não houvesse amanhã. Depois foi a mini odisseia de enfiá-lo no carro: de um dia para o outro ganhou uma aversão a entrar no meu carro. Talvez não goste porque cheira a cão...

10 de outubro de 2014

First world problems

Queria jogar Destiny com pessoas conhecidas mas ainda nenhum dos meus amigos viciados tem PS4.

9 de outubro de 2014

Triforce


Já não falta tudo

Por falar em literatura

O Retrato do Artista, do Joyce, já foi atirado para trás das costas, é quase um crime tê-lo na estante ao lado do Ulisses. Depois da travessia no deserto que foi o livro, ler os ensaios / crónicas  do David Foster Wallace é regressar ao prazer de ler, poder encontrar tiques e marcas do autor que me lembram o Piada Infinita. Este ano sai o Pale King, o romance incompleto. Embora seja contra este tipo de edições (pelo menos na maior parte dos casos...), parece que vou ter de dar uma vista de olhos.

Uma pessoa acha que se dizem barbaridades nas caixas de comentários de notícias de futebol

As de notícias da literatura não lhe ficam atrás.

8 de outubro de 2014

Pessoal que está a dar convites para a Ello

Lanço-vos um apelo: se conhecem pessoas que nas redes sociais:
- Colocam imagens manhosas com frases ainda mais manhosas
- Acham que o Fernando Pessoa disse realmente aquelas merdas
- Partilham coisas como "a tua mãe é a melhor coisa do mundo, dá um gosto se concordas, ignora se a queres ver a arder no inferno para toda a eternidade"
- Colocam citações partilhadas da Chiado Editora
- Partilham "frases inspiradoras" do Pedro Chagas Freitas (ou entram nos cursos dele ou têm o mínimo contacto com ele)
- Gostam e comentam SOZINHAS as próprias publicações
Por favor, não as convidem. Não estraguem aquilo aos homens, com gente assim aquilo não vai lá.

Nobel da Literatura

Não se excitem, é só amanhã. Mais uma vez o Murakami está no topo das apostas, uma escolha que acho que não choca ninguém. Se dessem ao Kundera também ninguém se chatearia muito. Já ao Roth, por ser um americano, ficaria surpreso. Depois aparecem aqueles nomes que evidenciam a nossa ignorância: Ngugi Wa Thiong'o, Svetlana Aleksijevitj e Adonis (?!), tudo nomes que aparecem bem cotados nas casas de apostas. Andam por lá também os crónicos candidatos Margaret Atwood, Don DeLillo, Amos Oz, Tommas Pynchon. Só há dois nomes que me fariam festejar efusivamente como se uma vitória do Benfica se tratasse: Cormac McCarthy e António Lobo Antunes.

6 de outubro de 2014

Serviço público

Nove minutos do meu jogador preferido ainda em actividade. O maior.


2 de outubro de 2014

Dois anos

"ah e tal tu és um cabrãozinho, ah e tal ela é nova, ah e tal assim que ela perceber como és põe-se a milhas, ah e tal...", dois anos depois, cá estamos, as pessoas gostam muito de arranjar problemas onde eles não existem, de julgar pela superficie e de prever fins e desastres. Nada a que uma pessoa não se habitue. Dois longos anos, com mudanças a nível pessoal e profissional, algumas delas complicadas, e cá estamos, os quatro (coitada dela que ainda levou com uma semi-adolescente a cair para o insolente e um cão peludo de proporções mastodônticas por arrasto), para o que der e vier. Ela chateia-se com as respostas da Catarina e a sua tendência irreprimível para a irresponsabilidade típica da idade, enerva-se com os pêlos do Link por todo o lado, passa-se quando ele pousa a cabeça na mesa enquanto estamos a almoçar, mas, no fundo, acho que ela não trocava nada disto. Acho eu. Se calhar é melhor não perguntar. E uma coisa muito importante, nestes dois anos o Benfica ganhou quatro troféus e foi a duas finais europeias. Se isto não é uma relação de sucesso não sei o que será. Obviamente que ela merece o céu por me aturar. 

1 de outubro de 2014

Será medo, então


Ganhou o Medo. Agora quero ver o que é que estas mentes iluminadas vão escrever. Agora é que é a sério.

29 de setembro de 2014

O facebook como angariador de jantares grátis

Primeiro foram os banhos públicos, agora são as fotos de criança, as pessoas não conseguem arranjar mais desculpas para tentar extorquir jantares a outros? É tanto o desespero para um jantar grátis? E quantos desses jantares serão realmente pagos? Porque é que não mudam o texto para "eu decidi meter fotos minhas de criança porque era muito mais gira do que sou hoje e então arranjei aqui uma desculpa esfarrapada de um jantar ou não sei quê, mas isso agora pouco importa, vejam como era fofa"? Posso dizer, orgulhosamente, devo acrescentar, que ninguém me nomeou para uma ou outra coisa. Adoro vocês, gente não parva.

25 de setembro de 2014

Lu

Arrastaram-me para casa da minha mãe para receber uns sofás: a minha avó já vai com noventa e dois anos, coração fraquinho da perda recente do companheiro de uma vida, com uma audição terrível e, calculo eu, pouco dada a pagamentos em multibancos portáteis e coisas que tais. Lá fui eu, era para receber uns sofás mas acabei por redecorar a sala da minha mãe, tipo querido mudei a casa mas sem as teorias esbracejantes do Gustavo. Por motivos de razões e em virtudes de compromissos tardios algures pela vila de Cascais, durante a noite, acabei por ficar lá a tarde toda. Parece, cada vez mais, que serão as últimas tardes com a pessoa que me criou até ir para uma creche, aos dois, três anos. Ela diz constantemente que, se soubesse o que sabe hoje, teria-me estrafegado o pescoço. Não percebo bem porquê, mas a reacção das pessoas é geralmente acenar com a cabeça e dizer "hm, hm", num tom compreensivo, algo que eu compreendo ainda menos. Ela já não tem qualquer filtro: diz as coisas às pessoas, às vezes coisas mázinhas, às vezes embaraçosas ("tens o cabelo assim como o William de Inglaterra"), com a maior das naturalidades. Contou-me que ficava nervosa de ficar comigo em bebé porque sofre dos nervos e porque eu tinha muitas convulsões. Pensei que era por ser um bebé extremamente giro, diz que até me confundiam com uma menina. Isto aparentemente é um elogio. Ela vai puxando pela memória e, sem dificuldade nenhuma, vai contando histórias da minha mãe, do meu tio e do meu avô, histórias de filhos perdidos e dos primeiros tempos de casada, quando, a sortuda, morava na rua do Alecrim. E acaba por ser incrível perceber que uma pessoa que se enerva, desde que a conheço, com as mais pequenas coisas, que tudo e o seu contrário lhe fazem confusão, esta pessoa passou por certas coisas e descreve-as com uma segurança e uma força que lhe fogem da voz quando fala normalmente. Resta-me aproveitar e ouvir.

Isto é uma piada, certo? Engraçadinhos, estes gajos.