10 de setembro de 2014

Coerência

Franco Jara é tão bom a conduzir como a jogar futebol.

8 de setembro de 2014

Contra a diabolização das coisas

As pessoas adoram diabolizar tudo, quase sempre sem razão. Tenho assistido, via facebook alheio, em discussões acaloradas sobre as editoras de livros escolares onde, claro, as mesmas são diabolizadas até ao extremo. Às tantas parece que todo o mal do mundo advém das editoras de livros escolares. Se eu gostava de fazer disso a minha vida? Nem por isso. Se convidava editoras de livros escolares para jogar Fifa comigo? Nem pensar. Se levava editoras de livros escolares a passear à beira-rio? Nunca. Se acho que é um meio que roça o manhoso e às vezes que tem características de teor mafioso? Claro. Mas não são culpadas por tudo o que de mal acontece em Portugal. São um mal necessário, na pior das hipóteses. E, quando tudo corre bem, até são bastante importantes. E é isso que as pessoas não compreendem: bons são os países avançados que dão os livros de borla aos alunos, dizem eles. E quem é que produz os livros, oh artistas? O estado compra os livros aos editores. Vai dar ao mesmo. Haverá lobbys também, com toda a certeza. Depois temos os próprios estados que produzem os livros escolares. Têm mesmo a certeza que querem ir por aí? 


Agora imaginem isto mas com o Cavaco Silva. 

7 de setembro de 2014

Tragam as calculadoras

"Perdemos estes pontos todos!" 

6 de setembro de 2014

Record a Day - 30 - Disco preferido


E pronto, chegámos ao fim. E que melhor maneira de terminar do que com o Humbug, dos Arctic Monkeys, disco que, desde 2009, toca mais perto do meu coração. Para trás ficam discos como o primeiro de KoRn, os Use Your Illusion de Guns n' Roses, o Casa Ocupada (e o Olhos de Mongol e o Turbo Lento...) de Linda Martini  ou o Three Cheers For Sweet Revenge de My Chemical Romance., entre outros. O nome deste blog vem de uma música deste disco. Se tivesse um filho ia chamá-lo Alexandre (nunca tinha pensado nisto até este momento, isto é genial). Curiosamente, este é geralmente o disco menos bem aceite pelos fãs da banda. Não percebem nada disto. O disco saiu há cinco anos mas parece que passaram dez. É nestas coisas que nós conseguimos ter um pequeno vislumbre do que é, na realidade, a passagem do tempo. Parece outra vida. E, em certas coisas, até é. Fica a música, sempre.

5 de setembro de 2014

Record a day - 29 - Disco que ouvi mais vezes


O primeiro álbum de System of a Down é, de certeza, o disco que ouvi mais vezes. Quando saiu uma notícia sobre eles numa Kerrang! qualquer perdida no ano de mil novecentos e troca o passo, ficámos todos expectantes e, quando o CD saiu, foi a loucura. Na altura tinha um minidisc e, durante o primeiro semestre da universidade, tinha lugar cativo. Diria que ouvi até à exaustão. Isto claro, tirando o facto de nunca me ter fartado e de ainda hoje o ouvir com algum entusiasmo. Esta edição em particular é me cara porque está autografada pelos rapazes, por ocasião do seu concerto no (saudoso) dramático de Cascais (com Sepultura, já sem Max, e Slayer).

4 de setembro de 2014

Vou precisar de uma caçadeira, está visto

Não sei se é do ballet, mas a criatura, com 1,50m, tem as pernas quase do tamanho das minhas... Medo.

Record a day - 28 - Disco oferecido


No natal de 2012 recebi o primeiro disco da Xana e foi, nada mais nada menos, o Gulag Orkestar. É daqueles que dá vontade de pendurar na parede. Além de ser um disco belíssimo (acho que o meu preferido dos três de Beirut), o facto de ter sido prenda de Natal de alguém especial torna logo o disco mais importante. Foi muito bem escolhido, devo acrescentar. Podia ter-me oferecido uma coisa da (por ela denominada) "gritaria" que eu tanto ouço e com a qual eu a enervo solenemente (não é de propósito, juro), mas esta foi a escolha certa: tem tanto dela, este disco. Quase tanto como eu.

3 de setembro de 2014

Isto é só entendidos

Estava eu sentado no parque, com o Link quietinho ao meu lado a seguir com os olhos os passeios de bicicleta da Catarina, quando passa um casal de meia idade e começam a comentar o meu cão, em voz baixa mas, ainda assim, perfeitamente audível para mim: .
- Ah, é um São Bernardo. 
- Não, não é... 
- É, é, não vês o focinho?
- Sim, é um São Bernardo, mas vê-se logo que não é puro.
E eu a morder a língua para não insultar esta gente inculta que insulta o meu cão chamando-o de São Bernardo e dizendo que não é puro. 


Há lá coisa mais pura e linda que este animal.



Record a day - 27 - Disco em pior estado


O que é que dá uma edição especialíssima do Dusk and Her Embrace, de Cradle of Filth, rodar uma escola toda? Isto. A fase de ouvir gótico / black metal foi tão engraçada: era Type o Negative, Moonspell, Heavenwood, Tiamat, Paradise Lost, Dimmu Borgir, Anathema, etc, etc. 

2 de setembro de 2014

Das tardes


Fita lilás


Novo ano escolar, nova escola, novo nível no ballet. Vamos lá ver.

Record a day - 26 - Edição limitada


Com uma edição de 333 exemplares (tal como a do Cão, que também possuo) o disco de Ornatos tem um lugarzinho especial cá em casa, nem que seja porque a (agora) mini adolescente gosta muito (e o quanto ela delirou no coliseu). Confesso que na altura em que saiu este Monstro Precisa de Amigos eu pouco liguei a Ornatos. E demorei algum tempo a render-me ao Cão (custando, ainda hoje, admitir o quão errada era a minha opinião acerca do mesmo). Agora já fazem parte da mobília.

1 de setembro de 2014

Record a day - 25 - Banda sonora


Apesar de gostar bastante de bandas sonoras como a do Lost Highway, do Spawn ou, até, do Last Action Hero, esta continua ser a minha preferida. Pudera. Com bandas como Nine Inch Nails, Cure, Pantera e Rage Against The Machine, era difícil que assim não o fosse. Lembro-me de ir ver o filme, já com a aura da morte do Brandon Lee, numa sessão da meia-noite, no Cascaishopping e claro, como miúdos que éramos, ficámos muito impressionados com o imaginário do filme. O CD veio pouco tempo depois. E ainda cá anda.

31 de agosto de 2014

Record a day - 24 - LP duplo


Se há disco que merece os dois discos e quatro lados (que faz com que se mude de lado a cada três ou quatro músicas) é o Suburbs. Foi o álbum que me introduziu aos Arcade Fire, tendo por isso um local especial nas minhas preferências. 

30 de agosto de 2014

Record a day - 23 - Disco que ninguém ouviu


No meio do grunge, os canadianos Moist lançaram esta pérola chamada Silver e que, apesar de ter um clip uma ou outra vez na MTV, passou ao lado de grande parte do mundo. Era o segredo mais bem guardado de um restrito grupo de amigos e que só era revelado a pessoas que considerássemos dignas. Éramos parvos. Continuamos parvos. E a gostar de Moist.

29 de agosto de 2014

Ainda dos meets

Estão uns cromos na RTPI a falar dos meets e eu tenho pena que a minha filha tenha de crescer no meio destes cromos. Tanta asneira (embora as perguntas da jornalista também não ajudassem...). Amigos, algures entre mil novecentos e noventa e seis e dois mil e pouco, não existiam redes sociais: existia o mIRC. E no mIRC, existiam canais (#KoRn para sempre). E o que é que se fazia de vez em quando? As pessoas que frequentavam esse canal encontravam-se para se conhecerem pessoalmente, para irem a concertos, marcavam-se jantares, havia encontros, coisa que hoje teria o nome de meet. As pessoas tinham entre quinze ou dezasseis e vinte e poucos anos. Tirando um ou outro coma alcoólico ou algum envolvimento semi-amoroso propenso a arrependimentos, tudo corria bem. Agora vou ficar quieto e caladinho para depois não apanhar o karma da Catarina me pedir para ir a uma coisa destas. 

Negação

Problema demasiado grande, por estes dias.

Record a day - 22 - Capa preferida


Ando para ler o Moby Dick há algum tempo. Este belo Leviathan, dos Mastodon, além de ser um portento musical (considerado um dos melhores discos do séc XXI, é ver a pontuação que tem em todos os sites de músical) é baseado no Moby Dick. Juntar literatura e música? Contem comigo. Esta edição em vinil tem esta capa que ficava muito bem num quadro na minha sala, com a baleia branca em todo o seu esplendor.

28 de agosto de 2014

Record a day - 21 - Álbum que te faz lembrar alguém


Isto é um disco de meia luz. E eu que era muito ciente do meu espaço e do meu querer e de outras coisas minhas dei comigo a partilhar este disco com uma e só uma pessoa. E essa pessoa, tal como o disco, trouxe muita paz e sossego à minha vida. E o quanto eu precisava de paz e sossego. Não posso é garantir que tenha trazido paz e sossego à vida dela: sou chato, muito, ou é porque o Benfica não ganha (coisa rara nos dois primeiros anos, ponto a favor para ela) ou porque estou a ficar irremediavelmente careca, ou porque quero ouvir o hardcore mais pesado que há na face desta terra (gritaria, é assim que ela apelida a música que eu ouço normalmente). Este disco faz-me lembrar dela e tenho a sorte de não ter que me lembrar dela: ela está sempre comigo.

27 de agosto de 2014

Se puder ser, UEFA, façam lá o jeitinho

BENFICA, Basileia, Olympiacos e Maribor. Se não for isto, que seja para a desgraça: BENFICA, Dortmund, Liverpool e Roma. Eu acardito.