E pronto, chegámos ao fim. E que melhor maneira de terminar do que com o Humbug, dos Arctic Monkeys, disco que, desde 2009, toca mais perto do meu coração. Para trás ficam discos como o primeiro de KoRn, os Use Your Illusion de Guns n' Roses, o Casa Ocupada (e o Olhos de Mongol e o Turbo Lento...) de Linda Martini ou o Three Cheers For Sweet Revenge de My Chemical Romance., entre outros. O nome deste blog vem de uma música deste disco. Se tivesse um filho ia chamá-lo Alexandre (nunca tinha pensado nisto até este momento, isto é genial). Curiosamente, este é geralmente o disco menos bem aceite pelos fãs da banda. Não percebem nada disto. O disco saiu há cinco anos mas parece que passaram dez. É nestas coisas que nós conseguimos ter um pequeno vislumbre do que é, na realidade, a passagem do tempo. Parece outra vida. E, em certas coisas, até é. Fica a música, sempre.
6 de setembro de 2014
5 de setembro de 2014
Record a day - 29 - Disco que ouvi mais vezes
O primeiro álbum de System of a Down é, de certeza, o disco que ouvi mais vezes. Quando saiu uma notícia sobre eles numa Kerrang! qualquer perdida no ano de mil novecentos e troca o passo, ficámos todos expectantes e, quando o CD saiu, foi a loucura. Na altura tinha um minidisc e, durante o primeiro semestre da universidade, tinha lugar cativo. Diria que ouvi até à exaustão. Isto claro, tirando o facto de nunca me ter fartado e de ainda hoje o ouvir com algum entusiasmo. Esta edição em particular é me cara porque está autografada pelos rapazes, por ocasião do seu concerto no (saudoso) dramático de Cascais (com Sepultura, já sem Max, e Slayer).
4 de setembro de 2014
Vou precisar de uma caçadeira, está visto
Não sei se é do ballet, mas a criatura, com 1,50m, tem as pernas quase do tamanho das minhas... Medo.
Record a day - 28 - Disco oferecido
No natal de 2012 recebi o primeiro disco da Xana e foi, nada mais nada menos, o Gulag Orkestar. É daqueles que dá vontade de pendurar na parede. Além de ser um disco belíssimo (acho que o meu preferido dos três de Beirut), o facto de ter sido prenda de Natal de alguém especial torna logo o disco mais importante. Foi muito bem escolhido, devo acrescentar. Podia ter-me oferecido uma coisa da (por ela denominada) "gritaria" que eu tanto ouço e com a qual eu a enervo solenemente (não é de propósito, juro), mas esta foi a escolha certa: tem tanto dela, este disco. Quase tanto como eu.
3 de setembro de 2014
Isto é só entendidos
Estava eu sentado no parque, com o Link quietinho ao meu lado a seguir com os olhos os passeios de bicicleta da Catarina, quando passa um casal de meia idade e começam a comentar o meu cão, em voz baixa mas, ainda assim, perfeitamente audível para mim: .
- Ah, é um São Bernardo.
- Não, não é...
- É, é, não vês o focinho?
- Sim, é um São Bernardo, mas vê-se logo que não é puro.
E eu a morder a língua para não insultar esta gente inculta que insulta o meu cão chamando-o de São Bernardo e dizendo que não é puro.
Há lá coisa mais pura e linda que este animal.
Record a day - 27 - Disco em pior estado
O que é que dá uma edição especialíssima do Dusk and Her Embrace, de Cradle of Filth, rodar uma escola toda? Isto. A fase de ouvir gótico / black metal foi tão engraçada: era Type o Negative, Moonspell, Heavenwood, Tiamat, Paradise Lost, Dimmu Borgir, Anathema, etc, etc.
2 de setembro de 2014
Record a day - 26 - Edição limitada
Com uma edição de 333 exemplares (tal como a do Cão, que também possuo) o disco de Ornatos tem um lugarzinho especial cá em casa, nem que seja porque a (agora) mini adolescente gosta muito (e o quanto ela delirou no coliseu). Confesso que na altura em que saiu este Monstro Precisa de Amigos eu pouco liguei a Ornatos. E demorei algum tempo a render-me ao Cão (custando, ainda hoje, admitir o quão errada era a minha opinião acerca do mesmo). Agora já fazem parte da mobília.
1 de setembro de 2014
Record a day - 25 - Banda sonora
Apesar de gostar bastante de bandas sonoras como a do Lost Highway, do Spawn ou, até, do Last Action Hero, esta continua ser a minha preferida. Pudera. Com bandas como Nine Inch Nails, Cure, Pantera e Rage Against The Machine, era difícil que assim não o fosse. Lembro-me de ir ver o filme, já com a aura da morte do Brandon Lee, numa sessão da meia-noite, no Cascaishopping e claro, como miúdos que éramos, ficámos muito impressionados com o imaginário do filme. O CD veio pouco tempo depois. E ainda cá anda.
31 de agosto de 2014
Record a day - 24 - LP duplo
Se há disco que merece os dois discos e quatro lados (que faz com que se mude de lado a cada três ou quatro músicas) é o Suburbs. Foi o álbum que me introduziu aos Arcade Fire, tendo por isso um local especial nas minhas preferências.
30 de agosto de 2014
Record a day - 23 - Disco que ninguém ouviu
No meio do grunge, os canadianos Moist lançaram esta pérola chamada Silver e que, apesar de ter um clip uma ou outra vez na MTV, passou ao lado de grande parte do mundo. Era o segredo mais bem guardado de um restrito grupo de amigos e que só era revelado a pessoas que considerássemos dignas. Éramos parvos. Continuamos parvos. E a gostar de Moist.
29 de agosto de 2014
Ainda dos meets
Estão uns cromos na RTPI a falar dos meets e eu tenho pena que a minha filha tenha de crescer no meio destes cromos. Tanta asneira (embora as perguntas da jornalista também não ajudassem...). Amigos, algures entre mil novecentos e noventa e seis e dois mil e pouco, não existiam redes sociais: existia o mIRC. E no mIRC, existiam canais (#KoRn para sempre). E o que é que se fazia de vez em quando? As pessoas que frequentavam esse canal encontravam-se para se conhecerem pessoalmente, para irem a concertos, marcavam-se jantares, havia encontros, coisa que hoje teria o nome de meet. As pessoas tinham entre quinze ou dezasseis e vinte e poucos anos. Tirando um ou outro coma alcoólico ou algum envolvimento semi-amoroso propenso a arrependimentos, tudo corria bem. Agora vou ficar quieto e caladinho para depois não apanhar o karma da Catarina me pedir para ir a uma coisa destas.
Record a day - 22 - Capa preferida
Ando para ler o Moby Dick há algum tempo. Este belo Leviathan, dos Mastodon, além de ser um portento musical (considerado um dos melhores discos do séc XXI, é ver a pontuação que tem em todos os sites de músical) é baseado no Moby Dick. Juntar literatura e música? Contem comigo. Esta edição em vinil tem esta capa que ficava muito bem num quadro na minha sala, com a baleia branca em todo o seu esplendor.
28 de agosto de 2014
Record a day - 21 - Álbum que te faz lembrar alguém
Isto é um disco de meia luz. E eu que era muito ciente do meu espaço e do meu querer e de outras coisas minhas dei comigo a partilhar este disco com uma e só uma pessoa. E essa pessoa, tal como o disco, trouxe muita paz e sossego à minha vida. E o quanto eu precisava de paz e sossego. Não posso é garantir que tenha trazido paz e sossego à vida dela: sou chato, muito, ou é porque o Benfica não ganha (coisa rara nos dois primeiros anos, ponto a favor para ela) ou porque estou a ficar irremediavelmente careca, ou porque quero ouvir o hardcore mais pesado que há na face desta terra (gritaria, é assim que ela apelida a música que eu ouço normalmente). Este disco faz-me lembrar dela e tenho a sorte de não ter que me lembrar dela: ela está sempre comigo.
27 de agosto de 2014
Se puder ser, UEFA, façam lá o jeitinho
BENFICA, Basileia, Olympiacos e Maribor. Se não for isto, que seja para a desgraça: BENFICA, Dortmund, Liverpool e Roma. Eu acardito.
Ainda dos festivais
Sim, existem festivais de música pesada em Portugal. Sim, conheço o Vagos e o Barroselas. O Vagos, com bandas como Opeth, Soilwork, Kreator ou Paradise Lost está perto daquilo que eu falava. Mas o que faz falta é um festival parecido com o Ressurection Fest em Espanha: temos NOFX, Converge, Down, Sick of It All, Megadeth, Amon Amarth, Gojira, Gallows, Architects, etc. Três dias a 79€. Não está mal. Fazia falta um festival destes cá, mas com cabeças de cartaz ainda mais fortes, coisas tipo System of a Down, Rammstein, Metallica, Iron Maiden. É disto que estou a falar.
Record a day - 20 - Álbum que marcou o secundário
Éramos todos tão rebeldes. Estávamos na idade. Vinte anos depois este disco mantém-se imutável, não envelheceu sequer. Daqui a vinte anos há de haver um puto meio rebelde que vai pôr isto a tocar e vai ficar de boca aberta e pensar que há quarenta anos atrás o pessoal tinha muito bom gosto musical. E tínhamos. Este álbum abriu-nos para outros estilos musicais (hardcore, metal, hip-hop), para outras ideologias políticas, aprendemos a levantar o braço e a fechar o punho, a procurar causas, a sabermos quem era o Mumia Abu-Jamal. Um álbum com um monge a imolar-se na capa não podia ter outras consequências. Para que fique registado: a música que gosto menos neste disco é o Killing In The Name, ainda hoje abomino ouvi-la fora de contexto, até a ouvi uma vez, num lançamento no Frágil, enfim, tenho dificuldades em adjectivar isso. Houve outros discos que me marcaram positiva (o primeiro de Korn e de Deftones, o All Ages de Bad Religion, Far Beyond Driven de Pantera, etc, etc...) e negativamente (Load e Reload, estou a olhar para vocês...), mas penso que este, no geral, até pela influência que teve na cena musical acaba por ser o grande disco do secundário.
26 de agosto de 2014
O que é que se passa com os promotores deste país?
Os dias dedicados a metal / música mais pesada desapareceram dos festivais. Incompreensível. Especialmente porque esses dias eram bastante concorridos e corriam, no geral, bastante bem em todos os aspectos. Era normalíssimo ver entrevistas, durante os telejornais, com o staff desses festivais a dizer que, surpreendentemente, o dia com menos incidências e melhor ambiente era o do metal. A juntar a esta questão dos festivais temos o facto de já quase não termos tours europeias a passar por Portugal. As bandas anunciam digressões europeias, lá vou eu a correr ver as datas. Portugal? Esquece. Não acredito que seja por falta de procura. Existem várias bandas com capacidade de encher o Pavilhão Atlântico ou, na maior parte dos cenários, o Coliseu. Que é que se passa promotores? Vejam lá isso. E porquê a birra? Por causa disto:
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