Ando para ler o Moby Dick há algum tempo. Este belo Leviathan, dos Mastodon, além de ser um portento musical (considerado um dos melhores discos do séc XXI, é ver a pontuação que tem em todos os sites de músical) é baseado no Moby Dick. Juntar literatura e música? Contem comigo. Esta edição em vinil tem esta capa que ficava muito bem num quadro na minha sala, com a baleia branca em todo o seu esplendor.
29 de agosto de 2014
28 de agosto de 2014
Record a day - 21 - Álbum que te faz lembrar alguém
Isto é um disco de meia luz. E eu que era muito ciente do meu espaço e do meu querer e de outras coisas minhas dei comigo a partilhar este disco com uma e só uma pessoa. E essa pessoa, tal como o disco, trouxe muita paz e sossego à minha vida. E o quanto eu precisava de paz e sossego. Não posso é garantir que tenha trazido paz e sossego à vida dela: sou chato, muito, ou é porque o Benfica não ganha (coisa rara nos dois primeiros anos, ponto a favor para ela) ou porque estou a ficar irremediavelmente careca, ou porque quero ouvir o hardcore mais pesado que há na face desta terra (gritaria, é assim que ela apelida a música que eu ouço normalmente). Este disco faz-me lembrar dela e tenho a sorte de não ter que me lembrar dela: ela está sempre comigo.
27 de agosto de 2014
Se puder ser, UEFA, façam lá o jeitinho
BENFICA, Basileia, Olympiacos e Maribor. Se não for isto, que seja para a desgraça: BENFICA, Dortmund, Liverpool e Roma. Eu acardito.
Ainda dos festivais
Sim, existem festivais de música pesada em Portugal. Sim, conheço o Vagos e o Barroselas. O Vagos, com bandas como Opeth, Soilwork, Kreator ou Paradise Lost está perto daquilo que eu falava. Mas o que faz falta é um festival parecido com o Ressurection Fest em Espanha: temos NOFX, Converge, Down, Sick of It All, Megadeth, Amon Amarth, Gojira, Gallows, Architects, etc. Três dias a 79€. Não está mal. Fazia falta um festival destes cá, mas com cabeças de cartaz ainda mais fortes, coisas tipo System of a Down, Rammstein, Metallica, Iron Maiden. É disto que estou a falar.
Record a day - 20 - Álbum que marcou o secundário
Éramos todos tão rebeldes. Estávamos na idade. Vinte anos depois este disco mantém-se imutável, não envelheceu sequer. Daqui a vinte anos há de haver um puto meio rebelde que vai pôr isto a tocar e vai ficar de boca aberta e pensar que há quarenta anos atrás o pessoal tinha muito bom gosto musical. E tínhamos. Este álbum abriu-nos para outros estilos musicais (hardcore, metal, hip-hop), para outras ideologias políticas, aprendemos a levantar o braço e a fechar o punho, a procurar causas, a sabermos quem era o Mumia Abu-Jamal. Um álbum com um monge a imolar-se na capa não podia ter outras consequências. Para que fique registado: a música que gosto menos neste disco é o Killing In The Name, ainda hoje abomino ouvi-la fora de contexto, até a ouvi uma vez, num lançamento no Frágil, enfim, tenho dificuldades em adjectivar isso. Houve outros discos que me marcaram positiva (o primeiro de Korn e de Deftones, o All Ages de Bad Religion, Far Beyond Driven de Pantera, etc, etc...) e negativamente (Load e Reload, estou a olhar para vocês...), mas penso que este, no geral, até pela influência que teve na cena musical acaba por ser o grande disco do secundário.
26 de agosto de 2014
O que é que se passa com os promotores deste país?
Os dias dedicados a metal / música mais pesada desapareceram dos festivais. Incompreensível. Especialmente porque esses dias eram bastante concorridos e corriam, no geral, bastante bem em todos os aspectos. Era normalíssimo ver entrevistas, durante os telejornais, com o staff desses festivais a dizer que, surpreendentemente, o dia com menos incidências e melhor ambiente era o do metal. A juntar a esta questão dos festivais temos o facto de já quase não termos tours europeias a passar por Portugal. As bandas anunciam digressões europeias, lá vou eu a correr ver as datas. Portugal? Esquece. Não acredito que seja por falta de procura. Existem várias bandas com capacidade de encher o Pavilhão Atlântico ou, na maior parte dos cenários, o Coliseu. Que é que se passa promotores? Vejam lá isso. E porquê a birra? Por causa disto:
Record a day - 19 - Vinil transparente
O melhor disco de 2010, There Is a Hell Believe Me I've Seen It, There Is a Heaven Let's Keep It a Secret, ou TIAHBMISITIAHLKIAS abreviado (...), veio até nós, para nossa felicidade, num LP duplo transparente. Se houver justiça este There Is a Hell etc etc será visto, um dia, como um dos discos da segunda década do século XXI. Sem ser um fã acérrimo de metalcore este disco é muito, muito bom.
25 de agosto de 2014
Há empresas que dão cabo de mim
Um dos comandos da minha PS4 começou a funcionar defeituosamente. Contactei a Sony para me reparar / substituir o comando. Pensei que uma empresa com a dimensão da Sony tivesse mais consideração pelos consumidores. Foram rapidíssimos a responder-me, mas o problema foram as respostas. Primeiro, quando questionados sobre o facto de eu ter dois comandos iguais (um que veio com a consola e o outro comprado à parte) e se isso afectava alguma coisa, responderam-me que só reparariam o que veio com a consola. O outro teria de ser levado ao local onde o comprei. Parvo, porque eles são, afinal de contas os produtores do produto, mas ok, aceitei. Sendo assim, questionei-os como é que podia então (através de algum número de série, por exemplo) saber qual é que teria vindo com a consola. Responderam-me que seria impossível eu fazer essa distinção e que teria de enviar o comando para reparação e se o mesmo não fosse o comando comprado com a consola, que mo enviariam para trás sem ser reparado. Ora, se a empresa não me faculta nenhum meio para confirmar a origem do comando, parece-me óbvio que eles teriam de assumir a reparação independentemente da origem do mesmo. Continuaram a dizer-me que não, acrescentando novamente que, se enviasse o comando errado, que o mesmo seria enviado para trás e teria de enviar o correcto. Eu aqui fiquei na dúvida se eles liam o que estavam escrever. Então eu tenho um comando estragado e um a funcionar perfeitamente. Envio o estragado, por acaso não é o que veio de origem, eles mandam-no de volta e querem que eu envie um comando que funciona perfeitamente? É, faz sentido. Conclusão: fui a uma Worten e resolveram-me o problema em quarenta e oito horas.
Save it for the morning after
Assisti, infelizmente, num curto espaço de tempo, a dois fins de relação no facebook. Em ambas, uma das partes (a feminina) usou o facebook para extravasar sentimentos: houve pedidos de justiça, o apontar as promessas quebradas, o delinear toda uma vivência de miséria vindoura, a solidão espalmada em cada tecla, o desmascarar de uma aparentemente longa traição, o colocar fotos de uma suposta amante e por aí fora. Em ambas, nem sinal da outra parte envolvida: há posts e contas apagadas, haverá silêncio e vergonha. Antigamente estas coisas aconteciam nas ruas e vielas, com roupas que voavam de janelas, insultos que não conheciam paredes, ruas onde se selavam o fim de relações. Mudámos para melhor? Duvido.
Record a day - 18 - Álbum conceptual
Gosto muito de álbums conceptuais. A ideia de uma narrativa ou personagem que atravessa todo um disco sempre me fascinou. Desde o Ziggy Stardust, passando pelo Black Parade de MCR ou o épico Leviathan de Mastodon, até ao Wall de Pink Floyd, existem discos conceptuais para dar e vender. O melhor, na minha opinião, é o Antichrist Superstar de Marilyn Manson, produzido por Trent Reznor. É quase impossível esquecer tudo o que se passou à volta desde disco e do artista em si. Mas se tirarmos tudo o que o rodeia e ficarmos só com a música, temos um álbum genial do primeiro ao último segundo. Muito se especulou sobre os abusos e experiências que aconteceram enquanto o disco era gravado. Seja como for, tem um ambiente como nenhum outro. "When you are suffering, know that I have betrayed you", a frase de Nietzche que abre e fecha o disco, marca o tom da obra. Imperdível.
24 de agosto de 2014
Record a day - 17 - Instrumental
Tinha que ser. Esta edição de três vinis, com os três primeiros discos de Dead Combo é o meu pedaço de música instrumental preferido. Menção honrosa também para Filho da Mãe (o Palácio é um disco brutal). Estes três discos não são táo acessíveis comos os dois mais recentes (Lisboa Mulata e A Bunch Of Meninos), mas são igualmente bons. O concerto do coliseu foi épico e o que vem aí em dezembro também o será. Estes três discos podem ser a banda sonora de uma vida.
23 de agosto de 2014
Record a day - 16 - Artista Local
Pensavam que ia escolher os Delfins, não era? Andava eu no nono ano quando ouvi pela primeira vez Primitive Reason. Acabei por vê-los ainda em noventa e quatro, no hipódromo (a abrirem para Ena Pá 2000, então numa forma épica, ainda a cavalgar o sucesso do És Muita Linda). Durante o secundário tornou-se das bandas fetishe do pessoal que ouvia ska, punk e metal no geral. Havia sempre aquela coisa de alguém chegar à escola e dizer "maaaaaaaaan vi o Guillermo na rua direita!" e o resto do pessoal "wow". Era tudo tão simples naquela altura.
22 de agosto de 2014
Record a day - 15 - Último disco que compraste
Lazaretto, do Jack White, foi o último disco que comprei. Uma edição toda turbinada, com um holograma de um anjo que roda à medida que o disco vai girando, músicas escondidas na etiqueta, um dos lados toca de dentro para fora, uma das músicas começa de forma acústica ou eléctrica consoante o local onde pousamos a agulha e, por fim, tem um loop marado no fim de cada lado. E tudo pelo preço normal de um disco. Nada mau. Mais um belo disco do Jack White, um pouco mais acessível que o anterior mas igualmente bom. É o disco que detém o recorde de vendas em vinil desde 1992 (o recordista anterior era o Vitalogy, dos Pearl Jam). Merecidíssimo.
21 de agosto de 2014
Barreto Xavier, o rei do humor
Então Barreto, tu entravas no Levanta-te e Ri não era? Era, era, só pode. Então tu dizes que vão fazer uma cobrança equitativa de uma taxa sobre os equipamentos electrónicos porque não conseguem saber, caso a caso, o que uma pessoa saca, e que essa cobrança garante que os montantes serão transferidos a favor de autores e artistas. Eu sei que o Passos e o Portas são muito talentosos mas chamá-los de "autores" e "artistas" é de uma extrema liberdade poética. Como é que esta gente tem coragem de ir para a televisão dizer barbaridades destas? Barreto, apesar dos óculos, tu não és o Harry Potter e a cultura não é o Voldemort: pára de tentar destruir tudo, a sério.
Record a day - 14 - Primeiro álbum que compraste
Na realidade não foram dois... Foram três, as minhas primeiras compras de discos. Já tinha recebido álbums em cassete, coisas que tinha pedido. Mas, ir a uma loja e comprar? Foram estes dois... E o terceiro. Aqui temos o Countdown to Extinction (o Simphony of Destruction é imortal, embora eu goste mais, por exemplo do Foreclosure of a Dream) e o America's Least Wanted (coisa que já ninguém se lembra, mas o Everything About You tocava em TODOS os intervalos quando havia rádio da escola). O outro vendi ou troquei por qualquer coisa, entretanto. Nunca pensei que vinte e dois anos depois ainda os teria. O outro, o terceiro, bom... O terceiro... Era o Keep The Faith dos Bon Jovi. Pronto, está cá fora, está dito, podem ostracizar-me, sim, eu também quis manter a fé e deitá-la numa cama de rosas e depois passear pelo condado seco. Sinto-me mais leve agora.
20 de agosto de 2014
Oh, gente idiota, Deus nos ajude a todos
Então querem colocar uma taxa de direitos de autor em material informático? Expliquem-me lá, como se eu fosse ainda mais parvo do que sou na realidade: Eu compro um portátil, pago a taxa, depois saco um disco de Everytime I Die. A banda recebe esses direitos de autor? (é uma pergunta retórica, caso não percebam, legisladores). Ora bem, segundo a notícia, existirá uma taxa de 0,15€ por cada GB de armazenamento. Uma vez comprei um ipod de 120GB, pagaria 18€ de taxa, sendo que já tinha que pagar cerca de 58€ de iva. E se eu comprar um cartáo de memória para a minha máquina digital para guardar fotos cujos direitos de autor, imagine-se, me pertencem, também pago a taxa? Pago, pois. Depois há a ideia genial de taxar as boxes de televisão. Sim, porque toda a gente sabe que os hackers grandas malucos sacam discos do Marco Paulo através da box e isso não pode ser. O quê? Não dá para sacar nada através da box nem extrair cenas da box? Então mas isso quer dizer que esta proposta não faz sentido. Não pode ser. Hei, sabem o que também é boa ideia? Eu passar a comprar TUDO pela Amazon. Como é que se pode chamar uma taxa de "direitos de autor" se nenhum autor alguma vez verá um cêntimo do dinheiro cobrado? Idiotas.
Record a day - 13 - Guilty Pleasure
Não sou apreciador de bossa nova. Nem de música brasileira no geral. Sepultura não conta. No entanto, um dia saiu um filme chamado Lost Highway e eu comprei a banda sonora do mesmo. E lá vinha, no meio de músicas de Nine Inch Nails, Rammstein ou Marilyn Manson vinha a versão instrumental do Insensatez. E eu, durante anos não liguei nenhuma à música. Penso que até a passava à frente. Um dia, quando ainda tinha o meu ipod de 120gb (descansa em paz, amigo) onde eu conseguia colocar toda a minha colecção de música, o shuffle decidiu presentear-me, em mais uma noite em que me deitava sozinho e cansado, com a Insensatez. Tive que ouvir duas vezes seguidas. Fiquei com vontade de me castigar por ter aquela pérola no meu ipod e nunca lhe ter ligado nenhuma. O itunes bem dizia, zero reproduções. Claro que no dia em que eu passeava numa loja de discos e vi esta beleza de mil novecentos e sessenta e três eu não lhe resisti e trouxe para casa comigo. Agora acompanha-me muitas vezes, quando estou cansado, felizmente quase sempre bem acompanhado, traz-me paz à alma como poucos outros discos.
19 de agosto de 2014
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