15 de agosto de 2014

Record a day - 8 - Melhor edição especial


Moonspell é das bandas que mais gosto. O Peixoto era dos meus escritores favoritos quando comecei a trabalhar numa livraria. Este cd combina os dois. Temos o CD, edição especial do Antídoto que inclui o livro do mesmo nome escrito pelo Peixoto. Foi aqui que tive o primeiro contacto com a obra dele e até ler os dois romances que tinha editado foi um instante. A edição tem uma qualidade excelente, do melhor que se fez em Portugal. Menção honrosa para o triplo vinil de Dead Combo que contém os três primeiros álbums da banda.

14 de agosto de 2014

Record a day - 7 - Letras


Podia entrar perfeitamente como meu disco preferido. A escolha de um disco preferido está sempre sujeita a grandes discussões: o de hoje pode não ser o de amanhã e certamente não era o de há dez anos atrás. Até porque ainda não tinha sido lançado. Nunca pensei, na minha juventude (e apesar de gostar mesmo muito de Moonspell, por exemplo) que uma banda portuguesa, de Queluz, me iria encher as medidas desta maneira e tornar-se na minha banda de eleição. E este disco surgiu na altura certa, com as letras certas, e tornou-se parte indelével de mim. E, curiosamente, é um disco que tem duas músicas instrumentais, que tem músicas onde a letra é apenas uma linha, onde a estrutura da maior parte das músicas não se centra num refrão (quando os há).

13 de agosto de 2014

Luto

Voltei hoje à igreja das Fontainhas. Da última vez que lá tinha estado tive o meu tio e padrinho a desfazer-se nos meus braços. Tinha morrido a minha avó e, um pouco por toda a minha volta, havia uma cruel inversão de papéis entre quem é abraçado e quem conforta quem. Hoje voltei lá. Pela segunda vez a vida leva um filho a um dos meus amigos de adolescência. Lá estive, com ele a desfazer-se nos meus braços enquanto me garantia que tinha feito tudo. E eu sei que fizeram, toda a gente sabe. Não há palavras, dizia-me ele. E não há. Não há, foda-se.

As notícias estão cada vez mais dramáticas


Os meus pesadelos

Eu até já estava acostumado à frequência mas, ultimamente, o detalhe e a duração dos mesmos atinge níveis insuportáveis. O facto de serem bastante surreais acaba por tornar as coisas mais leves, ao acordar. No entanto, como eu gostava de dormir uma noite inteira sem este tormento. O que me safa é o facto de aparentemente não perturbar a senhora que partilha o leito comigo. 

Record a day - 6 - EP favorito


Este lindíssimo 10", com a banda sonora do filme Submarine, da autoria do Alex Turner (Arctic Monkeys, Last Shadow Puppets) é uma maravilha. Há EP's muito bons por aí mas este totalmente acústico e a solo do Alex Turner está acima da concorrência. A música é adequada ao filme e o EP mostra um lado um pouco diferente do Alex. O gajo da Louie Louie disse-me ah e tal não isso ui isso já não se arranja e mais não sei quê, e eu ai é?, então fui à net e mandei vir da Suiça. E valeu todos (os pouquíssimos) euros que eu gastei com ele.

12 de agosto de 2014

Record a day - 5 - Banda com mais de cinco membros


Uma banda cheia de gente talentosa que tocam vários instrumentos enquanto saltam pelo palco fora. É obra. E este Funeral é  uma obra de arte que, em 2004, veio tornar o mundo um bocado melhor. Comecei a ouvir Arcade Fire na altura do Suburbs, exactamente no dia em que eles iam tocar no Meco, há dois anos (concerto para o qual foi me oferecido o bilhete e eu amavelmente, devido ao trauma da viagem de cinco horas do dia anterior para ver o concerto de Arctic Monkeys, declinei, imaginam o quanto me arrependo disso hoje dia). É daquelas coisas que não percebo como deixei passar ao lado durante tanto tempo.

11 de agosto de 2014

Record a day - 4 - Banda que gostas há mais de vinte anos


Existe um número razoável de bandas que ouço há mais de vinte anos. A questão aqui é que, se poucas se mantém activas, ainda menos continuam a manter a mesma qualidade. Este Around The Fur, o segundo dos Deftones, consegue, por muito pouco, ser o meu disco preferido deles. Os dois últimos, só para terem uma noção de como continuam com muita qualidade, completariam o pódio. Vi os no Coliseu, na tour do White Pony, e foi daqueles momentos irrepetíveis. Também fui ao Ermal vê-los, mas, numa longa e parva história, acabei por não ver nada e voltar para trás. Enfim, o do Coliseu compensou isso tudo e muito mais. E haverão de certeza mais oportunidades para os ver.

10 de agosto de 2014

Record a day - 3 - Álbum de um artista a solo


Apesar da concorrência forte, o álbum de estreia de Jack White é o primeiro que me vem à cabeça quando penso num artista a solo. Não era o maior fã de White Stripes mas fiquei fã incondicional da carreira do homem a solo (e acabei por ficar a gostar mais de White Stripes e tudo). Dizem-se coisas muito exageradas e outras muito acertadas sobre o génio do homem, a verdade é que a maneira como ele mistura vários estilos do cancioneiro tradicional americano com o rock de garagem dos White Stripes o torna especial.

9 de agosto de 2014

Uma das bandeiras desta direcção do Benfica

É a nova formação e como a formação é boa e tem potencial e como a formação utiliza os mesmos modelos da equipa principal para facilitar a transição e etc. Tudo muito giro não fosse o facto da equipa B estar neste momento a jogar em 4-3-3, apenas com um avançado e a equipa A jogar com dois avançados. Isto este ano é sempre a melhorar. Outra coisa que não percebo é a ausência do Kevin Friesenbiechler dos convocados.

Record a day - 2 - disco usado


Não tenho problemas em comprar (tal como nos livros) discos usados, especialmente clássicos como este. Claro que a capa está totalmente envelhecida por dentro e o vinil deve pesar oitenta gramas (as reedições são todas a cento e oitenta gramas) mas tem um toque especial. Quando comprar os três álbums de Iron Maiden que quero não me vou importar se forem usados. Este disco em especial fará trinta anos no próximo ano. E continua a ser o melhor disco ao vivo que eu já ouvi (menções honrosas para o Live Aus Berlin de Rammstein e o Live Shit de Metallica). Esta tour passou por Portugal, pelo inevitável e saudoso Dramático de Cascais, onde alguns milhares tiveram a sorte de ver a banda após a santíssima trindade de discos que foram Number of The Beast, Piece of Mind e Powerslave. Gente com sorte.

8 de agosto de 2014

Record a day - 1 - primeira banda que viste ao vivo



Foi a dois de junho de mil novecentos e noventa e dois, então com onze anos, que fui com o meu pai e o meu primo de dezasseis anos ver Guns n' Roses no estádio de Alvalade. Tinha a idade que a minha filha tem agora. Foi um concerto histórico, por tudo o que o rodeou (e, também, infelizmente) pelo mal que acabou por correr. Continuam a ser das minhas bandas de eleição, e aquele momento em casa do meu primo em que ele, pela primeira vez, tira o disco dois do Use You Illusion, mete no gira-discos e baixa a agulha, cirurgicamente, no You Could Be Mine continua a ser um dos momentos marcantes da minha vida. Eu, com a capa do disco na mão, soube que era aquilo que eu tinha que ouvir. Sugiro o Appetite For Destruction, por ser o primeiro e apanhar a banda numa forma excelente, embora para mim sejam todos igualmente brilhantes.

7 de agosto de 2014

4 de agosto de 2014

Orchestra of wolves

Quando o Frank Carter saiu de Gallows, após dois álbums (e um badalado contrato de um milhão de euros por quatro álbums), perdi o interesse na banda. Aparentemente fiz mal e demorei dois anos a perceber isso.

Com Frank Carter:




Sem Frank Carter:


Continuo a preferir o sotaque inglês do Frank, mas não está nada mau.

BESteira

Eu que gosto de literatura onde são desafiadas as convenções não conseguia imaginar uma coisa destas. Agora digo-vos que pagava bom dinheiro para poder assistir à reunião onde esta decisão foi tomada. Nunca assisiti a um espectáculo de comédia ao vivo, tenho curiosidade. 

3 de agosto de 2014

Paz

Domingo de manhã, ela dorme descansada no quarto, a Catarina está algures por Caminha, o cão está deitado no seu canto da sala, a única coisa que mexe são os olhos: alterna entre mim e a janela, por vezes fecha-os. O gira-discos, curiosamente, mantém-se silencioso, não tenho coragem de perturbar esta estranha paz que reina na casa. E sou feliz. Isto, claro, até serem catorze horas e o Benfica levar uma pazada do Valência, mas o que raio foi aquela merda ontem? Meti novamente a BTV, a pensar que coiso sim senhor, vamos lá mais um ano, e levo logo dois do Bilbao e cinco do Arsenal? São jogos de preparação, eu sei, mas para mim isso não existe: o Benfica joga? É para ganhar. Joga para quê? Não interessa, é para ganhar. Ou, pelo menos, fazer boa figura. O Jesus, às vezes, parece perdido. E não estou a falar das conferências de imprensa. O homem já devia saber que sempre que inventa e joga em 4-5-1 aquilo corre mal. O ano passado, antes da lesão do Amorim, o gajo ainda esboçou uma espécie de 4-3-3 (meio-campo com Matic, Amorim e Enzo, ataque com Markovic, Gaitán e Lima ou Cardozo) e a coisa correu bem. Mas o 4-5-1? Esqueçam. E a defesa, perguntam vocês. Qual defesa, pergunto eu. Pois. Vai ser uma longa época. 

31 de julho de 2014

Matar saudades


Da juventude


João Teixeira e Anderson Talisca. "ah e tal não apostam nos jovens, metem o Talisca em vez do João Teixeira, blah, blah, blah". O Talisca é CINCO dias mais velho que o João Teixeira. Cinco dias. Reflitam bem nisso.

30 de julho de 2014

25 de julho de 2014

Esta miúda não tem emenda


(depois de ler A Culpa é das Estrelas...)

Onde é que eu devia estar neste momento?



A Catarina ia morrer de medo, mas ia valer a pena.




(se não tivesse namorada isto era coisa para me manter virgem durante trinta anos). Daqui.

Benficabandanofobia aguda

Tenho crises de ansiedade sempre que me afasto do pc ou deixo de ter net no telefone com medo que o Benfica venda mais algum jogador.

Está prometido

O partido político que apresentar e vir aprovada uma alteração nos impostos, algo que permita descontar uma percentagem dos gastos com animais de estimação no IRS, tem o meu voto.

23 de julho de 2014

Gente que pontapeou o vácuo e o infinito, saíram, bateram com a porta e foram à procura de si próprias.


2004 foi um ano, vá, bom, em termos musicais


Conforme referido pelo nosso caro bloganormalidade, em 2004 a dispersão em termos musicais é bastante maior que em 1994. Apareceram alguns "best of" (mencionou o Rearviewmirror, dos Pearl Jam, e muito bem) que faziam sentido, outros nem por isso. O meu itunes tem apenas doze álbums que destacaria em 2004, comparado com os vinte e quatro que destaquei em 1994. Curiosamente, tem cinco dos meus discos preferidos de sempre. (Funeral, Rubber Factory, Miss Machine, Leviathan e Three Cheers For Sweet Revenge). Assim sendo, referente a 2004, eu propunha:


Arcade Fire - Funeral
Black Keys - Rubber Factory
Converge - You Fail Me
Dead Combo - Vol. 1
The Dillinger Escape Plan - Miss Machine
Franz Ferdinand - Franz Ferdinand
Head Automatica - Decadence
Lamb of God - Ashes of The Wake
The Libertines - The Libertines
Mastodon - Leviathan
My Chemical Romance - Three Cheers For Sweet Revenge
The Used - In Love and Death

Depois apareceram realmente muitos best of: David Bowie, Helmet, KoRn, Marilyn Manson, NoFx, Pearl Jam, Pixies, Placebo, Pulp, Stone Temple Pilots). Alguém arrisca 1984?




22 de julho de 2014

1994 foi um ano do caraças para a música

Bad Religion - Stranger Than Fiction
Biohazard - State of The World Adress
Blur - Parklife
Bush - Sixteen Stone
Corrosion of Conformity - Deliverance
Cradle of Filth - The Principle of Evil Made Flesh
Green day - Dookie
Hole - Live Through This
Johnny Cash - American Recordings
KoRn - KoRn
Machine Head - Burn My Eyes
Marilyn Manson - Portrait of an American Family
Nine Inch Nails - Downward Spiral
Nirvana - Unplugged
Nofx - Punk in Drublic
Oasis - Definitely Maybe
Offspring - Smash
Pantera - Far Beyond Driven
Pearl Jam - Vitalogy
Portishead - Dummy
Primitive Reason - Alternative Prison
Sick Of It All - Scratch the Surface
Soundgarden - Superunknown
Weezer - Weezer

Há aqui álbums que me marcaram de maneiras que não sei bem explicar, há outros que só aprendi a valorizar mais tarde e me acompanham até hoje, e também há uns que ficam muito bem lá em mil novecentos e noventa e quatro, não envelheceram muito bem. Foi o ano em que nasceu a minha irmã mais nova. Estava no nono ano. Era tudo em bom, nessa altura. Até a música.

Nem de propósito

21 de julho de 2014

Filho de Deus


Mais uma pequena pérola do McCarthy, mais um personagem cuja maldade e decadência se tornam difíceis de descrever (a não ser para o próprio McCarthy, claro). Compreendo que os temas que o autor explora, a geografia dos seus romances ou a violência poética da linguagem não agradem a toda a gente. Para mim é quase perfeito. As paisagens do sul dos Estados Unidos, do início do século vinte bem como a fronteira com o México são os locais perfeitos para a escrita e histórias do autor. Neste livro temos um degenerado que vai perdendo a sanidade e aumentando a perversidade dos seus crimes. Coisa mais ou menos normal nos livros dele. Não vou detalhar a natureza dos crimes (apesar de vir anunciado na contra-capa... boa, Relógio d'Água), mas era coisa para deixar o Correio da Manhã a salivar. O que vale é que a prosa do McCarthy consegue tornar tudo terrível e maravilhoso ao mesmo tempo. 
O James Franco é um fã bastante obcecado pela obra deste autor, tanto que está sempre a falar em fazer um filme do Meridiano de Sangue. Missão quase impossível. Vai daí, fez um filme deste Filho de Deus. 



Não sei se serei capaz de ver. Vi a Estrada e já me custou muito. Este parece que é mesmo mauzinho. Depois descobri isto:


Pequena maravilha.


18 de julho de 2014

Estou a fazer um esforço tremendo

Para não falar do Benfica até à supertaça. É complicado, está a mexer muito com o meu sistema esta pré-época. Tanto que ainda nem sequer re-activei a Benfica TV e o Benfica joga hoje e tudo. 

16 de julho de 2014

Este é mau, mas o outro não lhe fica atrás

Toda gente tem um amigo ou conhecido que nunca gosta de nada. Essas pessoas irritam-me solenemente. Pessoas que, numa discussão sobre qual dos concertos de Black Keys foi melhor, dizem que não gostaram do primeiro concerto porque o som era mau e não gostaram do segundo porque era só hipsters virados de costas para o palco. Eu já nem sequer questiono a validade dos argumentos, a atitude é que me causa alguma perplexidade. Todas as bandas novas são más, por alguma razão, as antigas venderam-se, todos os jogadores contratados são fracos e é este ano que não ganhamos nada outra vez, o novo álbum é mau e o anterior também é e de certeza que o próximo também vai ser mau, e aquele autor é mau, nunca li nada mas é mau, e o público no concerto é mau porque eram só pitas ou só hipsters ou só putos, e o Alive é mau porque é só pitas a tirar selfies e o Super Bock é mau porque é só drogadinhos e pitas e o Rock In Rio é mau porque é só tias e pitas. Aposto que se visse um concerto na companhia de mais duzentos gajos iguais a ele ia dizer "foi muito mau, era só gajos a queixarem-se de tudo e de nada".

14 de julho de 2014

Vocês são os maiores


O primeiro número já está online, com os seguintes colaboradores:
Poesia - Álvaro Reis, Efrem Miranda, Eliza Bradatian; 
Contos - Hugo Proença, João Neves, Lourenço Bray, Ninguém, Pedro Dionísio, Sérgio Mak Costa, Vânia Custódio.
Pode ser que reconheçam um ou dois nomes ali. Espero que leiam e divulguem e, já agora, participem também. Isto foi uma experiência que me deu um gozo tremendo e, sinceramente, fiquei bastante satisfeito com o resultado final. Vamos ver se isto agora tem continuidade ou não, e em que formatos. Obrigado a todos os que colaboraram e divulgaram, são todos os maiores.
Podem sacar aqui o PDF, o Ebook e ver a ficha no Goodreads.

13 de julho de 2014

Terceiro dia nos Alive

Ainda menos gente que no dia anterior. Deu para cruzar-me com conhecidos e amigos, alguns de forma verdadeiramente inesperada. A Holanda ganhava ao Brasil, dizia-me o livescore, tudo estava normal, portanto, fora do recinto. Lá dentro, deu para ver You Can't Win, Charlie Brown em lugar privilegiado, bom concerto para começar calmamente. Até PAUS ainda faltava muito portanto deu para passear (o preço dos discos no stand da FNAC é ridículo em alguns casos), comer outra vez descansados ao lado do palco secundário enquanto War On Drugs partiam aquilo tudo e ainda ir ver um pouco de Bastille (não conhecia, não vou conhecer mais). Depois, finalmente, PAUS. As músicas novas resultam melhor ao vivo do que em disco e desconfio que quem não conhecia não deve ter percebido bem o que se passou ali. As teclas e a voz deviam estar mais altas. Foi dos melhores concertos, ainda assim. É sempre bom ver o Hélio Morais a partir aquilo tudo, mesmo que não seja em Linda Martini. Tenho pena de não terem tocado o Lupiter Deacon, embora ache que o facto de a música ter sido utilizada num anúncio de tv não a tenha favorecido. Por fim, e para um terço da lotação de Arctic Monkeys (estou a ser simpático...), os Libertines. Bom concerto, as músicas são mais musculadas ao vivo, o que é sempre bom. Merecia mais gente. Ou pelo menos gente mais interessada. É o que temos. Para o ano há mais. Desta vez tentem não anunciar o terceiro cabeça de cartaz a menos de um mês do festival. Obrigado.


12 de julho de 2014

Dias dois nos Alive

Ah, o impagável privilégio de andar à vontade, pelo menos durante a maior parte do tempo. Menos gente neste dia, o suficiente para tornar a experiência mais agradável. Duas mil pessoas, talvez, a ver Vicious Five, deu para as despedidas. Seguimos depois para ver Parquet Courts (maravilha) e ainda chegámos a tempo de ver For Pete Sake. Por haver menos pessoas deu para jantarmos sentadinhos, sossegados, enquanto o Sam Smith fazia uma cover esquisita do Do I Wanna Know?, dos Arctic Monkeys. Foi o momento what the fuck da noite. Depois, e finalmente, os Black Keys. Escrever sobre um concerto dos Black Keys é sempre um momento de muita ambiguidade para a minha pessoa. Estamos a falar de uma banda que tem oito discos, sendo que os meus três preferidos pertencem à primeira metade da discografia. Adivinhem quantas músicas tocaram dos primeiros quatro álbums? Se a resposta foi zero, acertaram. Ainda assim, gosto muito do Brothers e gosto do El Camino e do Turn Blue. O álbum que menos gosto é o Attack & Release, mas, mais uma vez, surge a ambiguidade: é o disco que gosto menos mas tem a minha música preferida deles, que tocaram, como sempre, a fechar o concerto. Amigos, um aviso: eles não fecham os concertos com o Lonely Boy, escusam-se de ir já embora. Enfim. Posto isto, o que é que eu achei do concerto? Gostei de vê-los, é sempre bom ver o Dan a tocar solos e o Patrick naquele jeito esquisito dele a tocar bateria, mas não foi, para mim, um grande concerto. O som estava mau (será do sítio? Vi AM do lado oposto e o som estava muito bom, mas há pessoas a queixar-se...), abafado, mas nada que me chateasse por ali além. A setlist deve ter agradado a muito boa gente. Já eu, desisti de pensar num concerto de Black Keys que realmente me agradasse: a hipótese de ver os dois a tocar sozinhos, sem banda de apoio (como fizeram na última música), com uma setlist que englobe toda a carreira deles é tão provável como vê-los colaborar com o Jack White. E se eu gostava que isso acontecesse...


Eu avisei

Antes de Smith, no mesmo palco Heineken, vimos o futuro do rock'n'roll e o seu nome é Parquet Courts. Exageramos, naturalmente, mas a hipérbole, a quente, justifica-se. A banda de Brooklyn, Nova Iorque, assinou o concerto mais entusiasmante do dia. Porque há neles uma sofreguidão pela vida e uma energia quase neurótica a que é impossível ficar indiferente. Porque ao ver o guitarrista Andrew Savage cantar, zangado, disparando palavras em golfadas, enquanto o outro guitarrista, Austin Brown, cobre o frenesim da secção rítmica com solos e melodias próprios de uns Television afogados em anfetaminas, sentimo-nos agitados e vivíssimos, despertos.As canções são curtas, quais comprimidos punk de efeito imediato (imaginemos que os Pavement haviam nascido entre Ramones, Patti Smith, Lou Reed e Tom Verlaine na Nova Iorque punk de final dos anos 1970). Os álbuns são três e o último, Sunbathing Animal, acabou de ser editado. Não os podemos perder de vista.

No Público.

11 de julho de 2014

Primeiro dia nos Alive

Demasiada gente. Não sei até que ponto o recinto suporta uma multidão daquele tamanho. E de quem é que foi a ideia de concentrar as bebidas apenas nas barracas da Heineken? Ir buscar comida a um lado, bebida a outro... Má ideia. De resto, tudo bem: os Arctic Monkeys voltaram a ser muito competentes. Tivessem trocado duas ou três músicas do AM (tocaram dez das doze do disco) por algumas mais antigas (até podiam ser alguns dos singles que toda a gente conhece) e a coisa tinha ficado mais equilibrada. De qualquer forma, é preciso ter confiança para abrir e fechar o concerto com três músicas do disco novo. Hoje há mais.

10 de julho de 2014

Em estágio


Parece que há quarta vez os meninos de Sheffield vão ter de se esforçar para dar um concerto ao nível dos outros. A setlist é a mais fraquinha dos últimos quatro concertos em Portugal (nove músicas do AM, a sério?). Os três concertos anteriores foram sempre em crescendo o que me devia deixar optimista, mas por outro lado esta setlist causa-me perturbações de diversa ordem. Logo se vê.

9 de julho de 2014

É só tamanho


Sais de casa cinco minutos para ir ao supermercado, quando voltas ele salta e bate na cancela, rebola no chão, mete-te as patas nos ombros e lambe-te a cara. Estás fora dois dias, vais apanhá-lo ao hotel dos cães e ele nada, calmo e tranquilo, sem ligar nenhuma. Tomou um banho, coisa que até não desgosta. Já secar o pêlo é que é pior (há sempre queixas dos tratadores) porque toda a gente sabe que os secadores são obra do demónio e é preciso ladrar para eles como se o mundo fosse acabar. 

8 de julho de 2014

Brasil - Alemanha

Os primeiros vinte minutos parece que foram jogados no FIFA'14 da PS4 por dois miúdos de onze anos com défice de atenção, com o botão de correr encravado.

6 de julho de 2014

As novas tecnologias ao serviço da pedinchice dos filhos


A criatura queria ver o filme, o pai não deixa. Ela aí virou-se para o livro, esperta, para ver se, como é para ler e tal, o pai se comovia mas isso também não resultou. Próximo passo lógico? Fazer pedidos pelo instagram para ver se comove a audiência para esta convencer o pai. Deus nos ajude a todos.

Bravo

A menina portou-se muito bem no seu espectáculo de ballet, dominou o galope e a polonaise (?). Nunca pensei ver a minha filha naquele palco. Nunca pensei ter a minha filha no ballet. Por outro lado, também nunca pensei ter uma filha. A partir daí já poucas coisas surpreendem um gajo.

2 de julho de 2014

Isto é sempre a piorar daqui para a frente


Aquele bonito momento em que a tua namorada te alerta para o facto de a tua filha ter comentado uma foto no instagram da Pipoca Mais Doce.

A sério, FNAC?


Por 22,50€ podem levar isto:



E ser felizes.

Parece que é amanhã

O Benfica está quase de volta, e isso, como sabem, é fulcral para o bem estar de uma pessoa. Se o ano passado, por esta altura, tínhamos um carregamento de novos (e promissores...) jogadores, este ano temos um carregamento ainda maior de incertezas. Primeiro, ao nível do investimento: fala-se em três milhões de euros. Ora, para o quinto clube do ranking da UEFA, isso é muito pouco. Três milhões dávamos nós antigamente por trinta e três por cento do Franco Jara. Estão a chegar jogadores a custo zero ou a custo muito baixo. É caso para duvidar. Depois parece que meia equipa saiu ou está para sair. Os emprestados regressam, uma boa notícia. Se fizesse o onze com os jogadores que estão actualmente no plantel seria  qualquer coisa assim:

30 de junho de 2014

Por falar em objectivos

O primeiro número da revista está quase, quase aí. Foi uma ideia, talvez parva, de querer provocar nos outros o que o DN Jovem, por exemplo, provocou em mim. Foi arrastar algumas pessoas que gostam mim e de quem eu gosto para isto. Foi o desafiar pessoas que aceitaram quase cegamente, algumas sem quererem saber pormenores nenhums. Agora é o ver a data limite e aguardar pelos últimos textos. Dê por onde der, termine esta viagem onde terminar, tem sido muito bom. A reacção de algumas pessoas, o voto de confiança que me deram, só por isto tem valido a pena. Agora gostava, muito, mais do que possam imaginar, de ter gente nova a escrever. Nesta primeira edição vamos ter alguns livreiros, alguns bloggers (não me descoso), eu participo só como editor (não há cá misturas), tudo pessoas de bem, algumas das quais eu sou admirador confesso das suas qualidades ao nível da escrita. Ainda não vamos ter nenhum ensaio fotográfico ou ilustrações (com pena minha) mas já houve demonstrações de interesse. Quando sair a revista vou chatear toda a gente para partilhar, participar, divulgar. Ficam avisados.

A verbalização

Foi após verbalizar perante uma, duas, três pessoas que algo que era um sonho se tornou num objectivo. Uma pessoa pensa muito. Demasiado, até. Devia estar a trabalhar, está a sonhar. Está a trabalhar, mesmo assim continua a sonhar. Agora estou na fase em que o sonho se tornou num objectivo: resta saber se irá metamorfosear-se em realidade. 

27 de junho de 2014

O vazio como inimigo do ser humano

Hoje não há jogos do mundial.

Boas notícias

A Sá da Costa renasce. Não o faria dessa forma, não seguiria este formato, mas é, de qualquer maneira, uma excelente notícia. Acredito que o mundo precisa de mais livrarias.

26 de junho de 2014

Aí está a prova da Criatura

Primeira fila e inumeráveis afirmações de "ELE OLHOU PARA MIM!!!", não levou uma palheta mas ficou com a setlist.




25 de junho de 2014

Dentro de momentos

Excursão para Diabo na Cruz. A Catarina vai delirar. Entretanto já recebemos as notas, directamente da directora de turma, três 3 (um deles a educação física, isto para uma miúda escanzelada que não pára quieta pode parecer, à primeira vista, estranho, mas o facto de haver testes explica tudo) e 4 a tudo o resto (baixou o 5 a Ed. Visual e a Ed. Tecnológica do primeiro período, enfim). A grande mancha foi o insuficiente no comportamento. Curiosamente a professora não fez grande alarido disto, embora para mim seja motivo de preocupação. Até porque sou eu que vou ter que aturar a adolescência dela. De qualquer forma, já mereceu o regresso aos concertos. 

22 de junho de 2014

21 de junho de 2014

Messi, aos 90'

Aquela sensação que flutua entre o contentamento e o desgosto, não jogaram nada, mas mal o Messi recebe a bola e dá o primeiro passo já estava a vê-la a entrar, talvez um pouco mais acima (coisas do romântico que há em mim). E pronto, ele desvia para o lado e mete-a lá dentro. Messi, a fazer-me engolir ofensas desde dois mil e seis.


Pelo amor de Diez

Até o Irão está a comportar-se melhor contra a Argentina do que nós contra a Alemanha. O Sabella parece um velhote de reportagem da TVI, sentado num qualquer centro de saúde de província, de braços cruzados sem perceber bem o que se passa ali. Como é que é possível que o Gago jogue em vez do Enzo? A equipa não têm a mínima dinâmica. O Messi não parece conseguir fazer uma jogada mediana, não consegue ser uma peça de uma engrenagem maior. O Higuaín e o Aguero deviam ser obrigados a treinar à parte só a passarem a bola um para o outro. Todos os dias. 

The truth is that...

A monument to human misery

A Securitas conseguiu a proeza de enviar duas pessoas a minha casa, na mesma manhã, para saber se eu queria brinquedos para o smartphone e coisas do género. O que eu acho mais piada é o passo atrás que eles dão quando o Link mete a cabeça de fora por cima da cancela da cozinha. 

Burn the black book page by page

Diziam que ia chover e trovejar hoje, afinal está sol. Isto estraga-me um bocado os planos.

20 de junho de 2014

Breves considerações sobre a primeira parte

O Campbell podia jogar no Sporting: um gajo que sofre um penalty daqueles e o mesmo não é sancionado tem todo o perfil para jogar de verde e branco.
A tecnologia de linha de golo é muito boa. Especialmente porque ainda não serviu para nada.
A Costa Rica jogou mais em quarenta e cinco minutos do que, provavelmente, nós vamos jogar em duzentos e setenta.
Podemos comprar um italiano para suceder ao Enzo. Era de valor.

Costa Rica

Já jogou mais contra a Itália em sete minutos do que nós em noventa contra a Alemanha.

Eu ♥ comentadores online

"Sr.Miguel Esteves cardoso gostaria de saber onde a palavra "Verga"e "Côna" se encontra no dicionario do novo Acordo Ortografico....que eu saiba não existe,mas agora ccom esta manianova mania das modernices nunca se sabe..... É uma falta de respeito pelos olhos de uma senhora quando esta lê o artigo. Imagine um pai ou mãe chegar a casa e os filhos perguntarem mae/pai o que é "verga" ou "cona" porque tinham acabado de ir buscar o jornal da manha deixado em cima da mesa para brincarem e ao lerem tais palavras estranhas que nunca ouviram falar,desperta naturalmente a curiosidade natural de saberem o seu significado pois na escola a professora nao ensinou essas palavras....Haja bom senso e evitar deste tipo de palavras que não sao boas par ninguem...."

18 de junho de 2014

No espaço de duas semanas


Boa altura para se ouvir música, agrada a todos os quadrantes musicais cá de casa. Pronto, Every Time I Die e Mastodon é só para mim, mas elas têm de ouvir às vezes. Viver comigo não é só coisas boas. 

Thirst


Temporary ground

Começa a dar o Fever de Black Keys e a Catarina assobia a música, afinadinha, no banco de trás. Passados cerca de dois minutos solta um estridente "PAAAAAI!" e eu, meio assustado, volto-me para trás e ela diz "SEI ASSOBIAR!!" e eu tentei-lhe explicar que, além dela estar a fazê-lo há dois minutos nesta música, já o fez por outras vezes durante a viagem matinal de hoje. Achou perfeitamente normal e continuou a assobiar.

16 de junho de 2014

Maneira simples de perceber quem não tem lugar no nosso facebook


Paulo Bento, ou o dilema das selecções

Quando és seleccionador tens duas hipóteses: ou escolhes uma formação e uma táctica e convocas e escalas os jogadores que melhor a interpretam; ou escolhes os que consideras os melhores jogadores, metes os onze melhores a jogar e o resto logo se vê. Assim de repente não estou a ver uma selecção que tenha ganho usando a segunda hipótese. Todas as melhores selecções têm patinhos feios no onze inicial. Porque não sacrificar uma das três vacas sagradas do meio-campo em detrimento de mais um avançado? Ou um outro ala e deixar o Ronaldo jogar solto? Ainda vamos a tempo de passar, mas acho que nem a Espanha jogou tão mal. 

Para equilibrar as coisas

Hugo Almeida a titular.

Moving without motion


Sabella, aprende que não duro sempre

É em Jorge Jesus, na época de 2009/2010, e no seu rolo compressor de nome Benfica, que encontramos a chave do sucesso para a Argentina.


Sendo que, numa explicação muito rápida, Mascherano faz de Javi, Enzo de Ramires, Messi de Aimar (o seu grande ídolo, atenção), Di Maria de Di Maria (talvez a adaptação mais complicada, por vários motivos), Aguero de Saviola e Higuaín de Cardozo. Rojo pode fazer de bandeirola de canto, em havendo necessidade, porque de Coentrão não é possível. 


15 de junho de 2014

Mundial de futebol

Ou aquela altura de quatro em quatro anos em que eu torço por uma equipa onde joga o Messi. Até a Catarina está espantada.

Felicidade dominical

Pirlo

Livre. Bola para um lado. Guarda-redes para o outro. Um penalty com barreira, a alguns vinte e cinco metros da baliza. Termina na barra, não foi golo mas foi espectáculo, como disse Gabriel Alves um dia num lance de Pelé, numa cassete que eu via com os resumos dos mundiais. Este mundial podia ser só Pirlo. Está perdoado das merdas que disse do Benfica. E isso é dizer tudo.

13 de junho de 2014

Já ganhou, senhor comentador da RTP

"A única me imagem que me ocorre é uma velhota a ser atropelada por um carro em excesso de velocidade."

Clockwork orange

So far, so good. Uma Holanda que pouco joga a dar 4-1 à Espanha. Nada mal. E aquele penalty? Qual? Pois.

Ao contrário da crença popular

Ontem foi um óptimo dia para ir à Hora H na Feira do Livro. A maior parte dos stands tinha poucas ou nenhumas pessoas, deu para passear, conversar e até, veja-se bem, para a Catarina comprar dois livros. É a loucura. Ouvi coisas como "estás gordinho" e "estás com bom aspecto" e "estás com um óptimo ar", o que me deixou algo confuso, e ouvi muitas vezes coisas como "deixa-me só ver ali a Relógio / Cotovia / Tinta-da-China prometo que é a última" e, quando dei por isso, todo eu era sacos, em duas visitas e meia a senhora comprou dezassete livros. Não sei para que é que as pessoas levam carrinhos para a feira quando podem levar os namorados. Talvez os carrinhos se queixem menos. 

12 de junho de 2014

Boa Alive, boa, Libertines, a sério?

Quem é que são os cabeças de cartaz do terceiro dia? Libertines. Eu até gosto do primeiro álbum, gostava de vê-los no Alive mas nunca como cabeças de cartaz. Não tinham mais bandas e foram ao centro de desintoxicação ver quem estava disponível? Bem sei que o Alive é um bocado a bitch da NME e uma pessoa sabe como é que estes ingleses são com as bandas deles, os Libertines eram a coisa mais espantosa desde os Beatles, quando apareceram, e os Arctic Monkeys eram a coisa mais espantosa desde os Libertines, e os Palma Violets eram a coisa mais espantosa desde os Arctic Monkeys, e por aí fora. Resta saber se o Pete Doherty aparece em condições. Ou se aparece. 

11 de junho de 2014

A não perder, durante o Mundial

Tradição familiar

O Little Big Planet 1 e 2 foram os primeiros jogos que eu e a Catarina jogámos do princípio ao fim, em modo cooperativo. Rimos, discutimos, trabalhámos em conjunto para atingir as metas, resolvemos puzzles com a ajuda um do outro. Agora, em Novembro, sai o Little Big Planet 3 e vai ser a loucura. Isto se ela não ficar proibida de tocar na PS4 até ao fim da vida, depois de ver as notas dela.