Então querem colocar uma taxa de direitos de autor em material informático? Expliquem-me lá, como se eu fosse ainda mais parvo do que sou na realidade: Eu compro um portátil, pago a taxa, depois saco um disco de Everytime I Die. A banda recebe esses direitos de autor? (é uma pergunta retórica, caso não percebam, legisladores). Ora bem, segundo a notícia, existirá uma taxa de 0,15€ por cada GB de armazenamento. Uma vez comprei um ipod de 120GB, pagaria 18€ de taxa, sendo que já tinha que pagar cerca de 58€ de iva. E se eu comprar um cartáo de memória para a minha máquina digital para guardar fotos cujos direitos de autor, imagine-se, me pertencem, também pago a taxa? Pago, pois. Depois há a ideia genial de taxar as boxes de televisão. Sim, porque toda a gente sabe que os hackers grandas malucos sacam discos do Marco Paulo através da box e isso não pode ser. O quê? Não dá para sacar nada através da box nem extrair cenas da box? Então mas isso quer dizer que esta proposta não faz sentido. Não pode ser. Hei, sabem o que também é boa ideia? Eu passar a comprar TUDO pela Amazon. Como é que se pode chamar uma taxa de "direitos de autor" se nenhum autor alguma vez verá um cêntimo do dinheiro cobrado? Idiotas.
20 de agosto de 2014
Record a day - 13 - Guilty Pleasure
Não sou apreciador de bossa nova. Nem de música brasileira no geral. Sepultura não conta. No entanto, um dia saiu um filme chamado Lost Highway e eu comprei a banda sonora do mesmo. E lá vinha, no meio de músicas de Nine Inch Nails, Rammstein ou Marilyn Manson vinha a versão instrumental do Insensatez. E eu, durante anos não liguei nenhuma à música. Penso que até a passava à frente. Um dia, quando ainda tinha o meu ipod de 120gb (descansa em paz, amigo) onde eu conseguia colocar toda a minha colecção de música, o shuffle decidiu presentear-me, em mais uma noite em que me deitava sozinho e cansado, com a Insensatez. Tive que ouvir duas vezes seguidas. Fiquei com vontade de me castigar por ter aquela pérola no meu ipod e nunca lhe ter ligado nenhuma. O itunes bem dizia, zero reproduções. Claro que no dia em que eu passeava numa loja de discos e vi esta beleza de mil novecentos e sessenta e três eu não lhe resisti e trouxe para casa comigo. Agora acompanha-me muitas vezes, quando estou cansado, felizmente quase sempre bem acompanhado, traz-me paz à alma como poucos outros discos.
19 de agosto de 2014
Mais uma vez, o tio John Oliver explica (neste caso a situação de Ferguson)
Não confundir com o Jamie Oliver, por favor.
Não é só em Portugal que se cometem alarvidades
Em Espanha foi aprovado um decreto que faz com que as bibliotecas espanholas paguem direitos de autor sobre os livros que têm e emprestam. Quem teve esta ideia, com toda a certeza, vê o quanto isto pode beneficiar a cultura espanhola. E os autores? Ui, a quantidade de dinheiro que vão ganhar agora, porque a SPA lá do sítio terá meios (e muita vontade...) para fazer essa distribuição. E os editores? Com as bibliotecas com menos dinheiro está visto que vão comprar muito mais. Ninguém pensou que a biblioteca, quando adquiriu o livro, já pagou esses direitos de autor? E que a biblioteca presta um serviço público, de valor cultural? Não deveria o estado ser o primeiro interessado e defensor do direito à cultura para todos?
Record a day - 12 - Artwork
O Jacob Bannon, além de vocalista dos lendários Converge, é também um artista a conhecer. Apesar do Jane Doe e do Axe To Fall também brilharem neste aspecto, esta edição de 2012 do All We Love We Leave Behind é sem dúvida o artwork preferido de todos os discos que tenho.
18 de agosto de 2014
Record a day - 11 - Vinil colorido
Mais uma banda portuguesa, este splatter azul é uma pequena jóia. O Lisbon Blues será o melhor álbum de hardcore português, mostrando os For The Glory num nível muito alto, capazes de ombrear com o que de melhor se faz lá fora. Se eu soubesse que em dois mil e catorze iria ter bandas portuguesas com a qualidade das bandas que posso ouvir e ver hoje em dia, o meu eu de quinze anos estaria bem mais descansado quanto ao futuro da música portuguesa. E também é importante o papel da Rastilho nestas edições em viníl. Verdadeiro serviço público.
17 de agosto de 2014
Vão ser uns longos noventa minutos
Daniel Kennedy, na BTV2, Liverpool - Southampton: "O 4-3-3, quando atacam, transforma-se num 4-2-2". É o fenómeno da subtracção de jogadores.
Record a day - 10 - Projecto paralelo
The Last Shadow Puppets são o projecto paralelo de Alex Turner (Arctic Monkeys) e Miles Kane (The Rascals). Claramente influenciados por Bowie (há quem também fale nos Beatles), os dois rapazinhos ingleses (tinham nesta altura vinte e dois anos...) assinam um disco muito bom, tendo como marca as brilhantes orquestrações (com a ajuda de Owen Pallet, que trabalhou com Arcade Fire e Beirut, por exemplo).
16 de agosto de 2014
Tudo na mesma II
O Tottenham, apesar de ter ganho, não joga nada, este 4-5-1 não lembra ao diabo, o Pochettino começa com o Lennon na esquerda e o Eriksen na direita, em três posições o homem coloca os três gajos errados e o Adebayor na frente sozinho vale pouco. Já o Dier, quem diria, a ser o herói da partida e a marcar o golo aos noventa e três minutos, depois de fintar o guarda-redes.
Tudo na mesma
O United perde outra vez em Old Trafford para a Premier League: chega a ser confrangedor ver os jogadores perdidos em campo. Mata, uma nulidade, Fellaini idem. O Hernandez e o Nani são dados como dispensáveis mas jogam na mesma. Ah, e ganharam todos os jogos da pré-época.
Filha no Minho, namorada no Algarve
E isso é igual a quê? Man Utd - Swansea, depois West Ham - Tottenham e por fim Arsenal - Crystal Palace. Até deitas futebol inglês pelos olhos (prometo que no intervalo aproveito para continuar a ler o Retrato do Artista Enquanto Jovem, para desenjoar).
Record a day - 9 - Uma recomendação
A ligação entre o produtor Rick Rubin (Slayer, System of a Down, Beastie Boys, etc, etc) e o lendário Johnny Cash produziu uma série de (até agora...) seis discos onde podemos acompanhar uma espécie de ressurreição de um dos maiores artistas americanos de todos os tempos. Nesta série de discos, num ambiente intimista e de produção bastante simples (muitas músicas contém apenas a voz de Cash e mais um instrumento), Cash revisita alguns momentos da sua carreira, mostra músicas novas e faz covers de artistas tão díspares como Beck, Danzig ou U2. Neste volume IV: The Man Comes Around, temos covers de Nine Inch Nails (Hurt), Soundgarden (Rusty Cage), Beatles (In My Life), Simon & Garfunkel (Bridge Over Troubled Water, em dueto com a Fiona Apple) ou Personal Jesus (Depeche Mode). Dos seis discos é talvez o meu preferido (no cinco e especialmente no seis já se nota a falta de voz e de vida no Cash e é ao mesmo tempo assustador e inspirador ouvi-lo dessa maneira). Imperdível.
15 de agosto de 2014
Record a day - 8 - Melhor edição especial
Moonspell é das bandas que mais gosto. O Peixoto era dos meus escritores favoritos quando comecei a trabalhar numa livraria. Este cd combina os dois. Temos o CD, edição especial do Antídoto que inclui o livro do mesmo nome escrito pelo Peixoto. Foi aqui que tive o primeiro contacto com a obra dele e até ler os dois romances que tinha editado foi um instante. A edição tem uma qualidade excelente, do melhor que se fez em Portugal. Menção honrosa para o triplo vinil de Dead Combo que contém os três primeiros álbums da banda.
14 de agosto de 2014
Record a day - 7 - Letras
Podia entrar perfeitamente como meu disco preferido. A escolha de um disco preferido está sempre sujeita a grandes discussões: o de hoje pode não ser o de amanhã e certamente não era o de há dez anos atrás. Até porque ainda não tinha sido lançado. Nunca pensei, na minha juventude (e apesar de gostar mesmo muito de Moonspell, por exemplo) que uma banda portuguesa, de Queluz, me iria encher as medidas desta maneira e tornar-se na minha banda de eleição. E este disco surgiu na altura certa, com as letras certas, e tornou-se parte indelével de mim. E, curiosamente, é um disco que tem duas músicas instrumentais, que tem músicas onde a letra é apenas uma linha, onde a estrutura da maior parte das músicas não se centra num refrão (quando os há).
13 de agosto de 2014
Luto
Voltei hoje à igreja das Fontainhas. Da última vez que lá tinha estado tive o meu tio e padrinho a desfazer-se nos meus braços. Tinha morrido a minha avó e, um pouco por toda a minha volta, havia uma cruel inversão de papéis entre quem é abraçado e quem conforta quem. Hoje voltei lá. Pela segunda vez a vida leva um filho a um dos meus amigos de adolescência. Lá estive, com ele a desfazer-se nos meus braços enquanto me garantia que tinha feito tudo. E eu sei que fizeram, toda a gente sabe. Não há palavras, dizia-me ele. E não há. Não há, foda-se.
Os meus pesadelos
Eu até já estava acostumado à frequência mas, ultimamente, o detalhe e a duração dos mesmos atinge níveis insuportáveis. O facto de serem bastante surreais acaba por tornar as coisas mais leves, ao acordar. No entanto, como eu gostava de dormir uma noite inteira sem este tormento. O que me safa é o facto de aparentemente não perturbar a senhora que partilha o leito comigo.
Record a day - 6 - EP favorito
Este lindíssimo 10", com a banda sonora do filme Submarine, da autoria do Alex Turner (Arctic Monkeys, Last Shadow Puppets) é uma maravilha. Há EP's muito bons por aí mas este totalmente acústico e a solo do Alex Turner está acima da concorrência. A música é adequada ao filme e o EP mostra um lado um pouco diferente do Alex. O gajo da Louie Louie disse-me ah e tal não isso ui isso já não se arranja e mais não sei quê, e eu ai é?, então fui à net e mandei vir da Suiça. E valeu todos (os pouquíssimos) euros que eu gastei com ele.
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