16 de agosto de 2014

Filha no Minho, namorada no Algarve

E isso é igual a quê? Man Utd - Swansea, depois West Ham - Tottenham e por fim Arsenal - Crystal Palace. Até deitas futebol inglês pelos olhos (prometo que no intervalo aproveito para continuar a ler o Retrato do Artista Enquanto Jovem, para desenjoar).

Record a day - 9 - Uma recomendação


A ligação entre o produtor Rick Rubin (Slayer, System of a Down, Beastie Boys, etc, etc) e o lendário Johnny Cash produziu uma série de (até agora...) seis discos onde podemos acompanhar uma espécie de ressurreição de um dos maiores artistas americanos de todos os tempos. Nesta série de discos, num ambiente intimista e de produção bastante simples (muitas músicas contém apenas a voz de Cash e mais um instrumento), Cash revisita alguns momentos da sua carreira, mostra músicas novas e faz covers de artistas tão díspares como Beck, Danzig ou U2. Neste volume IV: The Man Comes Around, temos covers de Nine Inch Nails (Hurt), Soundgarden (Rusty Cage), Beatles (In My Life), Simon & Garfunkel (Bridge Over Troubled Water, em dueto com a Fiona Apple) ou Personal Jesus (Depeche Mode). Dos seis discos é talvez o meu preferido (no cinco e especialmente no seis já se nota a falta de voz e de vida no Cash e é ao mesmo tempo assustador e inspirador ouvi-lo dessa maneira).  Imperdível.






15 de agosto de 2014

Record a day - 8 - Melhor edição especial


Moonspell é das bandas que mais gosto. O Peixoto era dos meus escritores favoritos quando comecei a trabalhar numa livraria. Este cd combina os dois. Temos o CD, edição especial do Antídoto que inclui o livro do mesmo nome escrito pelo Peixoto. Foi aqui que tive o primeiro contacto com a obra dele e até ler os dois romances que tinha editado foi um instante. A edição tem uma qualidade excelente, do melhor que se fez em Portugal. Menção honrosa para o triplo vinil de Dead Combo que contém os três primeiros álbums da banda.

14 de agosto de 2014

Record a day - 7 - Letras


Podia entrar perfeitamente como meu disco preferido. A escolha de um disco preferido está sempre sujeita a grandes discussões: o de hoje pode não ser o de amanhã e certamente não era o de há dez anos atrás. Até porque ainda não tinha sido lançado. Nunca pensei, na minha juventude (e apesar de gostar mesmo muito de Moonspell, por exemplo) que uma banda portuguesa, de Queluz, me iria encher as medidas desta maneira e tornar-se na minha banda de eleição. E este disco surgiu na altura certa, com as letras certas, e tornou-se parte indelével de mim. E, curiosamente, é um disco que tem duas músicas instrumentais, que tem músicas onde a letra é apenas uma linha, onde a estrutura da maior parte das músicas não se centra num refrão (quando os há).

13 de agosto de 2014

Luto

Voltei hoje à igreja das Fontainhas. Da última vez que lá tinha estado tive o meu tio e padrinho a desfazer-se nos meus braços. Tinha morrido a minha avó e, um pouco por toda a minha volta, havia uma cruel inversão de papéis entre quem é abraçado e quem conforta quem. Hoje voltei lá. Pela segunda vez a vida leva um filho a um dos meus amigos de adolescência. Lá estive, com ele a desfazer-se nos meus braços enquanto me garantia que tinha feito tudo. E eu sei que fizeram, toda a gente sabe. Não há palavras, dizia-me ele. E não há. Não há, foda-se.

As notícias estão cada vez mais dramáticas


Os meus pesadelos

Eu até já estava acostumado à frequência mas, ultimamente, o detalhe e a duração dos mesmos atinge níveis insuportáveis. O facto de serem bastante surreais acaba por tornar as coisas mais leves, ao acordar. No entanto, como eu gostava de dormir uma noite inteira sem este tormento. O que me safa é o facto de aparentemente não perturbar a senhora que partilha o leito comigo. 

Record a day - 6 - EP favorito


Este lindíssimo 10", com a banda sonora do filme Submarine, da autoria do Alex Turner (Arctic Monkeys, Last Shadow Puppets) é uma maravilha. Há EP's muito bons por aí mas este totalmente acústico e a solo do Alex Turner está acima da concorrência. A música é adequada ao filme e o EP mostra um lado um pouco diferente do Alex. O gajo da Louie Louie disse-me ah e tal não isso ui isso já não se arranja e mais não sei quê, e eu ai é?, então fui à net e mandei vir da Suiça. E valeu todos (os pouquíssimos) euros que eu gastei com ele.

12 de agosto de 2014

Record a day - 5 - Banda com mais de cinco membros


Uma banda cheia de gente talentosa que tocam vários instrumentos enquanto saltam pelo palco fora. É obra. E este Funeral é  uma obra de arte que, em 2004, veio tornar o mundo um bocado melhor. Comecei a ouvir Arcade Fire na altura do Suburbs, exactamente no dia em que eles iam tocar no Meco, há dois anos (concerto para o qual foi me oferecido o bilhete e eu amavelmente, devido ao trauma da viagem de cinco horas do dia anterior para ver o concerto de Arctic Monkeys, declinei, imaginam o quanto me arrependo disso hoje dia). É daquelas coisas que não percebo como deixei passar ao lado durante tanto tempo.

11 de agosto de 2014

Record a day - 4 - Banda que gostas há mais de vinte anos


Existe um número razoável de bandas que ouço há mais de vinte anos. A questão aqui é que, se poucas se mantém activas, ainda menos continuam a manter a mesma qualidade. Este Around The Fur, o segundo dos Deftones, consegue, por muito pouco, ser o meu disco preferido deles. Os dois últimos, só para terem uma noção de como continuam com muita qualidade, completariam o pódio. Vi os no Coliseu, na tour do White Pony, e foi daqueles momentos irrepetíveis. Também fui ao Ermal vê-los, mas, numa longa e parva história, acabei por não ver nada e voltar para trás. Enfim, o do Coliseu compensou isso tudo e muito mais. E haverão de certeza mais oportunidades para os ver.

10 de agosto de 2014

Record a day - 3 - Álbum de um artista a solo


Apesar da concorrência forte, o álbum de estreia de Jack White é o primeiro que me vem à cabeça quando penso num artista a solo. Não era o maior fã de White Stripes mas fiquei fã incondicional da carreira do homem a solo (e acabei por ficar a gostar mais de White Stripes e tudo). Dizem-se coisas muito exageradas e outras muito acertadas sobre o génio do homem, a verdade é que a maneira como ele mistura vários estilos do cancioneiro tradicional americano com o rock de garagem dos White Stripes o torna especial.

9 de agosto de 2014

Uma das bandeiras desta direcção do Benfica

É a nova formação e como a formação é boa e tem potencial e como a formação utiliza os mesmos modelos da equipa principal para facilitar a transição e etc. Tudo muito giro não fosse o facto da equipa B estar neste momento a jogar em 4-3-3, apenas com um avançado e a equipa A jogar com dois avançados. Isto este ano é sempre a melhorar. Outra coisa que não percebo é a ausência do Kevin Friesenbiechler dos convocados.

Record a day - 2 - disco usado


Não tenho problemas em comprar (tal como nos livros) discos usados, especialmente clássicos como este. Claro que a capa está totalmente envelhecida por dentro e o vinil deve pesar oitenta gramas (as reedições são todas a cento e oitenta gramas) mas tem um toque especial. Quando comprar os três álbums de Iron Maiden que quero não me vou importar se forem usados. Este disco em especial fará trinta anos no próximo ano. E continua a ser o melhor disco ao vivo que eu já ouvi (menções honrosas para o Live Aus Berlin de Rammstein e o Live Shit de Metallica). Esta tour passou por Portugal, pelo inevitável e saudoso Dramático de Cascais, onde alguns milhares tiveram a sorte de ver a banda após a santíssima trindade de discos que foram Number of The Beast, Piece of Mind e Powerslave. Gente com sorte.

8 de agosto de 2014

Record a day - 1 - primeira banda que viste ao vivo



Foi a dois de junho de mil novecentos e noventa e dois, então com onze anos, que fui com o meu pai e o meu primo de dezasseis anos ver Guns n' Roses no estádio de Alvalade. Tinha a idade que a minha filha tem agora. Foi um concerto histórico, por tudo o que o rodeou (e, também, infelizmente) pelo mal que acabou por correr. Continuam a ser das minhas bandas de eleição, e aquele momento em casa do meu primo em que ele, pela primeira vez, tira o disco dois do Use You Illusion, mete no gira-discos e baixa a agulha, cirurgicamente, no You Could Be Mine continua a ser um dos momentos marcantes da minha vida. Eu, com a capa do disco na mão, soube que era aquilo que eu tinha que ouvir. Sugiro o Appetite For Destruction, por ser o primeiro e apanhar a banda numa forma excelente, embora para mim sejam todos igualmente brilhantes.

7 de agosto de 2014

4 de agosto de 2014

Orchestra of wolves

Quando o Frank Carter saiu de Gallows, após dois álbums (e um badalado contrato de um milhão de euros por quatro álbums), perdi o interesse na banda. Aparentemente fiz mal e demorei dois anos a perceber isso.

Com Frank Carter:




Sem Frank Carter:


Continuo a preferir o sotaque inglês do Frank, mas não está nada mau.

BESteira

Eu que gosto de literatura onde são desafiadas as convenções não conseguia imaginar uma coisa destas. Agora digo-vos que pagava bom dinheiro para poder assistir à reunião onde esta decisão foi tomada. Nunca assisiti a um espectáculo de comédia ao vivo, tenho curiosidade. 

3 de agosto de 2014

Paz

Domingo de manhã, ela dorme descansada no quarto, a Catarina está algures por Caminha, o cão está deitado no seu canto da sala, a única coisa que mexe são os olhos: alterna entre mim e a janela, por vezes fecha-os. O gira-discos, curiosamente, mantém-se silencioso, não tenho coragem de perturbar esta estranha paz que reina na casa. E sou feliz. Isto, claro, até serem catorze horas e o Benfica levar uma pazada do Valência, mas o que raio foi aquela merda ontem? Meti novamente a BTV, a pensar que coiso sim senhor, vamos lá mais um ano, e levo logo dois do Bilbao e cinco do Arsenal? São jogos de preparação, eu sei, mas para mim isso não existe: o Benfica joga? É para ganhar. Joga para quê? Não interessa, é para ganhar. Ou, pelo menos, fazer boa figura. O Jesus, às vezes, parece perdido. E não estou a falar das conferências de imprensa. O homem já devia saber que sempre que inventa e joga em 4-5-1 aquilo corre mal. O ano passado, antes da lesão do Amorim, o gajo ainda esboçou uma espécie de 4-3-3 (meio-campo com Matic, Amorim e Enzo, ataque com Markovic, Gaitán e Lima ou Cardozo) e a coisa correu bem. Mas o 4-5-1? Esqueçam. E a defesa, perguntam vocês. Qual defesa, pergunto eu. Pois. Vai ser uma longa época.