Começa a dar o Fever de Black Keys e a Catarina assobia a música, afinadinha, no banco de trás. Passados cerca de dois minutos solta um estridente "PAAAAAI!" e eu, meio assustado, volto-me para trás e ela diz "SEI ASSOBIAR!!" e eu tentei-lhe explicar que, além dela estar a fazê-lo há dois minutos nesta música, já o fez por outras vezes durante a viagem matinal de hoje. Achou perfeitamente normal e continuou a assobiar.
18 de junho de 2014
17 de junho de 2014
16 de junho de 2014
Paulo Bento, ou o dilema das selecções
Quando és seleccionador tens duas hipóteses: ou escolhes uma formação e uma táctica e convocas e escalas os jogadores que melhor a interpretam; ou escolhes os que consideras os melhores jogadores, metes os onze melhores a jogar e o resto logo se vê. Assim de repente não estou a ver uma selecção que tenha ganho usando a segunda hipótese. Todas as melhores selecções têm patinhos feios no onze inicial. Porque não sacrificar uma das três vacas sagradas do meio-campo em detrimento de mais um avançado? Ou um outro ala e deixar o Ronaldo jogar solto? Ainda vamos a tempo de passar, mas acho que nem a Espanha jogou tão mal.
Sabella, aprende que não duro sempre
É em Jorge Jesus, na época de 2009/2010, e no seu rolo compressor de nome Benfica, que encontramos a chave do sucesso para a Argentina.
Sendo que, numa explicação muito rápida, Mascherano faz de Javi, Enzo de Ramires, Messi de Aimar (o seu grande ídolo, atenção), Di Maria de Di Maria (talvez a adaptação mais complicada, por vários motivos), Aguero de Saviola e Higuaín de Cardozo. Rojo pode fazer de bandeirola de canto, em havendo necessidade, porque de Coentrão não é possível.
15 de junho de 2014
Mundial de futebol
Ou aquela altura de quatro em quatro anos em que eu torço por uma equipa onde joga o Messi. Até a Catarina está espantada.
Pirlo
Livre. Bola para um lado. Guarda-redes para o outro. Um penalty com barreira, a alguns vinte e cinco metros da baliza. Termina na barra, não foi golo mas foi espectáculo, como disse Gabriel Alves um dia num lance de Pelé, numa cassete que eu via com os resumos dos mundiais. Este mundial podia ser só Pirlo. Está perdoado das merdas que disse do Benfica. E isso é dizer tudo.
13 de junho de 2014
Já ganhou, senhor comentador da RTP
"A única me imagem que me ocorre é uma velhota a ser atropelada por um carro em excesso de velocidade."
Clockwork orange
So far, so good. Uma Holanda que pouco joga a dar 4-1 à Espanha. Nada mal. E aquele penalty? Qual? Pois.
Ao contrário da crença popular
Ontem foi um óptimo dia para ir à Hora H na Feira do Livro. A maior parte dos stands tinha poucas ou nenhumas pessoas, deu para passear, conversar e até, veja-se bem, para a Catarina comprar dois livros. É a loucura. Ouvi coisas como "estás gordinho" e "estás com bom aspecto" e "estás com um óptimo ar", o que me deixou algo confuso, e ouvi muitas vezes coisas como "deixa-me só ver ali a Relógio / Cotovia / Tinta-da-China prometo que é a última" e, quando dei por isso, todo eu era sacos, em duas visitas e meia a senhora comprou dezassete livros. Não sei para que é que as pessoas levam carrinhos para a feira quando podem levar os namorados. Talvez os carrinhos se queixem menos.
12 de junho de 2014
Boa Alive, boa, Libertines, a sério?
Quem é que são os cabeças de cartaz do terceiro dia? Libertines. Eu até gosto do primeiro álbum, gostava de vê-los no Alive mas nunca como cabeças de cartaz. Não tinham mais bandas e foram ao centro de desintoxicação ver quem estava disponível? Bem sei que o Alive é um bocado a bitch da NME e uma pessoa sabe como é que estes ingleses são com as bandas deles, os Libertines eram a coisa mais espantosa desde os Beatles, quando apareceram, e os Arctic Monkeys eram a coisa mais espantosa desde os Libertines, e os Palma Violets eram a coisa mais espantosa desde os Arctic Monkeys, e por aí fora. Resta saber se o Pete Doherty aparece em condições. Ou se aparece.
11 de junho de 2014
A não perder, durante o Mundial
As crónicas brilhantes de alguém com quem partilho, entre outras coisas, uma costela argentina e uma aversão quase visceral à canarinha. E nem preciso de dizer que é benfiquista, claro. Dos bons.
Tradição familiar
O Little Big Planet 1 e 2 foram os primeiros jogos que eu e a Catarina jogámos do princípio ao fim, em modo cooperativo. Rimos, discutimos, trabalhámos em conjunto para atingir as metas, resolvemos puzzles com a ajuda um do outro. Agora, em Novembro, sai o Little Big Planet 3 e vai ser a loucura. Isto se ela não ficar proibida de tocar na PS4 até ao fim da vida, depois de ver as notas dela.
9 de junho de 2014
Money is the reason we exist, everybody knows it, It's a fact (kiss, kiss)
O Herberto Hélder é o nosso salvador, está visto, o homem faz mais pela economia que todos os ministros juntos, ponham o homem a escrever livros todos os dias subsidiado pela união europeia e, com o mercado paralelo, vamos erguer Portugal graças a livros que pouca gente irá, na realidade, ler.
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| Não te vou vender, amiguinho. |
"Não costumo por norma dizer o que sinto / mas aproveitar o que sinto para dizer qualquer coisa"
Passei a noite a adormecer profundamente para acordar poucos minutos depois, uma e outra e outra e outra vez, com a sensação de sono e de estar, na verdade, sempre a dormir, mesmo estando acordado: o meu corpo dizia tenho sono e a cabeça dizia VAMOS FAZER CENAS E PENSAR E ESCREVER A MADRUGADA É PARA MENINOS SIGA PARA BINGO HEI JÁ PENSASTE COMO SERÁ O INFINITO MESMO FIXE MEU PENSA LÁ, e assim uma pessoa não dorme mas também não faz nada de jeito, depois levanta-se e lê coisas como o que está ali em cima, do Ruy Belo, e chega a muitas conclusões que me fazem sentir muita coisa, mas, ironia, não me dão vontade de escrever nada.
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