21 de maio de 2014

Este jornalista do Disco Digital é um amor

Depois de ter dado uma estrela ao disco de PAUS (aqui até se compreendia uma pontuação baixa, mas o tom da crítica...), dá duas estrelas ao disco de Black Keys. Mais uma vez, o tom da crítica é bastante negativo. Se formos ver a Metacritic do disco, está numa aceitável média de setenta e quatro por cento, baseada em trinta e três críticas (a pontuação dos leitores é de setenta e nove por cento). O Allmusic dá quatro estrelas. Talvez o senhor jornalista devesse ler outras publicações para perceber que se pode dar más pontuações a discos que não se goste, sem ser necessário usar termos como "rodapé de carreira decepcionante" ou "gesto precoce de meia idade". Gestos sobranceiros de tenra idade. 

20 de maio de 2014

A nova época promete

Quero ouvir o Jesus a dizer Davidowicz.

Esta selecção

É mais fraquinha das últimas competições a que fomos, sem dúvida a mais desequilibrada em termos de valores dentro do plantel, tanto jogador a roçar o mediano e depois o melhor do mundo. E os avançados? Quais avançados? Pois. 

Detectives selvagens

Jovens autores, preparem-se. Em breve falaremos.

19 de maio de 2014

Hey goo what's new?

Depois de Guns, Ramones, Misfits e Iron Maiden, agora é Sonic Youth nas t-shirts para miúdas. Temo o que possa vir a seguir. Os designers das marcas estão a ficar sem ideias de frases fofinhas?
- então Toni, que achas desta: Keep calm and sê um unicórnio?
- epá, muito batida...
- não tenho mais nada..
- já sei, abre o spotify ao calhas e mete a primeira capa de disco que te aparecer.

18 de maio de 2014

16 de maio de 2014

If you have ghosts

Então a Granta cancelou o concurso para os jovens escritores, uma pena. Antigamente ainda havia o DN Jovem, tantos escritores hoje conceituados que por lá passaram. Ainda houve uma coisa parecida na LER, mas era mensal (agora trimestral...). O DN era semanal, era um incentivo bastante forte para escrever. Cortem na formação e depois temos que andar a escolher pontas de lança entre Hugo Almeida, Postiga e Éder. Fica a analogia para reflectirem durante o dia de hoje.

15 de maio de 2014

Os portugueses devem ter sido portugueses nas vidas passadas para merecerem isto

"As memórias de vidas passadas podem interferir na saúde e a limpeza dessas memórias pode ajudar". Alexandra Solnado na Assembleia da República? Não me espanta assim tanto, às tantas passa por deputada, esta trata de vidas passadas, os outros lixam as vidas futuras, é quase a mesma coisa.

"quanto mais experientes a gente estejamos, mais conhecimento tamos, melhor também estamos"

Experiência, Jesus? O que te diz a experiência em relação ao binómio Cardozo - pontapés da marca de grande penalidade? Sim, o Beto avançou muito e houve penalty sobre o Lima. Mas sabes o que se chama a estes acontecimentos? Adversidades. E tu, que tens co-nhe-ci-mento derivado da experiência, deverias saber que os vencedores vencem as adversidades. Junta lá esta ao saco da experiência e não me ponhas a merda do Cardozo a marcar penalties outra vez, por favor. Obrigado.

Nunca voltes a um sítio onde foste infeliz

Não existem superstições, diz a senhora das ciências biomédicas, devota do Santo Técnico e suas divinas matemáticas, eu mantinha a minha dúvida em voltar a ver uma final europeia no mesmo local onde, vinte e seis anos antes, um inocente Ricardo, de sete anos, via o seu Benfica perder uma final europeia em penalties (obrigado Veloso) e ia para casa a arrastar um coração destroçado, agarrado ao pai. Pois bem, vinte e seis anos depois, lá fui, não querendo fugir à maldição, com a minha filha e o meu pai ver uma final europeia exactamente no mesmo sítio. Cento e vinte minutos depois lá ia eu a caminho de casa, com a criança agarrada a mim com os dois braços, a apertar-me mais a cada passo, como se a cada metro que nos afastássemos o sonho fosse morrendo mais um bocadinho, e eu que pensava que perder uma final europeia custava: ver a Catarina com os olhos cheios de lágrimas depois do Cardozo e Rodrigo falharem, as duas mãos agarradas ao cachecol, sem arredar pé quando já muita gente tinha saído, acho que ela ainda acreditava, isso custou muito mais. Portanto, não só foi tão mau como da outra vez como foi muito pior. Lição a retirar: não voltaremos a ver finais europeias no Piper's (embora eu agora tenha sérias dúvidas que lá voltemos tão cedo...) e não dar ouvidos à namorada que diz que as minhas acções não têm influência no resultado. Até parece que ela não sabe que o mundo gira à minha volta. 

14 de maio de 2014

As marcas estão a ficar demasiado agressivas


A receber mensagens assinadas como Vanessa Oliveira a falar de uma conversa que eu devo recordar? É coisa para ir dormir para o sofá com o Link durante um mês. Devo confessar que quando atendi o telefone e ouço "olá, fala a apresentadora de televisão Vanessa Oliveira" pensei logo "foda-se, das duas uma: a minha irmã já me inscreveu num daqueles programas da manhã como eu tendo um problema qualquer ou então inscreveu-me numa daquelas chamadas para ganhar um prémio". Mas, não, afinal era só uma gravação a dizer que podia fazer um check-up ao carro. Agora não quero menos que isto: não pago o IMI enquanto não receber um telefonema da Maria Luís Albuquerque. 

O martelar continua

Novas hipóteses:
- tem um anão preso em casa a bater nas paredes
- é a Joana Vasconcelos e está a esculpir uma águia para oferecer ao Benfica
- viu o filme Noé e ficou inspirada e está a construir um navio

13 de maio de 2014

Música fria

Há um personagem com quem me cruzo todos os dias quando vou passear o cão, quando saio de carro, muitas vezes quando chego ao fim da tarde, por vezes quando passeio o Link à hora de almoço, às sete da manhã lá anda ele pela rua, parece espantado com alguma coisa, tem aquele andar de quem não espera nada de bom, cigarro meio fumado, chaves ao pescoço presos numa fita vermelha, sapatos de vela de quem anda mais do que a sua conta, rebentados em todos os lados. Apanho o por vezes quando está a sair de uma moradia perto de minha casa, fecha o portão enquanto se despede do cão, outras vezes está a sair de uma quinta ao fundo da rua, perto do parque, diversas vezes está na paragem do autocarro a conversar com quem lá está, claro que depois o autocarro passa mas ele fica, também já o vi a sair de uma moradia perto dessa paragem. O cigarro, sempre meio fumado: vejo o todos os dias e nunca o vi acender um cigarro ou apagar um cigarro, dá uma passa, puxa o cabelo branco para trás, segura o cigarro nos dedos, volta a dar uma passa mas o cigarro parece ficar sempre na mesma. 
Moro num sítio tranquilo, consigo imaginar facilmente o que seria esta zona há vinte anos atrás, antes da construção destas urbanizações: mesmo ao lado do meu prédio há uma pequena praça ladeada por ruas empedradas, estreitas, com um chafariz, há uma sociedade recreativa, o planeamento urbanístico era inexistente e as vivendas e ruas mal planeadas multiplicam-se por aí fora, tão típico do concelho de Cascais. Seria um sítio ainda mais silencioso (ainda hoje, por vezes, se ouvem os sinos das ovelhas), com apenas uma estrada, o mar ao fundo a servir de moldura, a serra nas costas a servir de encosto. Nota-se perfeitamente quem são os habitantes desse tempo: conhecem-se, cumprimentam-se, frequentam a sociedade recreativa, parecem amigos, afinal de contas passam a electricidade das casas de uns para os outros e partilham paredes enviesadas para anexos seguramente clandestinos. Como este gajo do cigarro há outros: há o gajo que está sempre a pintar as grades da casa, há o que trata da sociedade recreativa, há a mulher que lava as escadas e que sabe tudo de toda a gente (já a ouvi discutir com um vizinho os prós e contras de um homem hoje em dia ter namorada), há os reformados das moradias com piscina e cães de grande porte, tudo gente com perfil para ir falar à TVI em caso de desgraça. 
É uma fauna curiosa que por aqui anda. Não posso falar muito: aposto que para eles sou o gajo maluco que passeia o cão, diversas vezes ao dia, faça chuva ou sol, vento ou muito vento (aqui não há outra hipótese). Podia ser pior. 

Ninfa inconstante

A culpa. Quanto tempo dura o sentimento de um castigo sem crime?

Como é que sabes que tens uma filha de onze anos

Isto. Por todo o lado.


12 de maio de 2014

O contorcionista dorme descansado


Hipóteses plausíveis

Para a minha vizinha estar há horas a martelar qualquer coisa:
- está a rachar lenha, sei que vem aí o verão mas isto com o tempo nunca se sabe.
- está a fazer aeróbica de saltos, a dançar zumba ou a correr a maratona na sala, há que manter a forma.
- está a fazer um biscate como ferreira, winter is coming, umas espadas dão sempre jeito.
- está a abrir uma janela nova para ver melhor a serra, ter a casa virada para este / oeste é uma chatice em termos de vista.
- está a construir uma cama de faquir, diz que é bom para as costas.
- A minha vizinha é, na verdade, o Vhils e está a fazer um retrato do Jorge Jesus na parede do quarto.

Devia pô-la a escrever sinopses

"A Violeta é uma rapariga estrábica que gosta de três rapazes e não se decide por nenhum deles."

10 de maio de 2014

Eu sei lá o que é o snapchat

"Pai! Não sabes o que é o snapchat?! Não tens snapchat?!" como se fosse o maior dos pecados, eu que pensei que nunca ia ser aquele pai que já não percebe nada dos miúdos de hoje em dia, e eu juro que às vezes tento, outras vezes acho que é melhor nem sequer tentar.

Gosto muito de Nine Inch Nails mas isto está muito bom