A Catarina faz anos amanhã. O que é que se dá a uma criança que tem tudo e que não precisa de nada? Felizmente já me passou aquela vontade irreprimível de dar a melhor prenda, desisti, uma pessoa sabe lá se acerta, as crianças são imprevisíveis, e quando existem avós que são competitivos entre eles e têm outra capacidade financeira é para esquecer.
4 de março de 2014
21 de fevereiro de 2014
O seu a seu dono
Os itálicos do post anterior daqui:
Havia uma versão com a Gisela João na voz, filmada no concerto da semana passada, mas não encontro isso em lado nenhum.
20 de fevereiro de 2014
Noite
Enquanto enrolava o cachecol à volta das mãos a dor nas articulações não me deixava esquecer as mesas
a boca entre o corpo, soberbo sufoco
que acartámos e as gôndolas que arredámos, tento em vão encontrar uma posição melhor, sentado desconfortavelmente num comboio frio com as vinte e uma horas já atrás das costas e
prenúncio de tudo no ar
sem um livro para ler, isto para quem acabou de sair de um sítio com setenta mil livros é, poeticamente falando, estúpido, assim
a forma é o gesto, contido e modesto
tenho tempo para pensar em como tenho tempo para pensar, e o pensamento é um bicho estranho e fugidio com vontades insondáveis, metamorfoseia-se em sonho ou pesadelo sem darmos conta, e eu,
seguro o intento, prolongo o altar
que até sou gajo para me preocupar com merdas existencialistas e coisas de intrínseco valor, não deixei de lamentar a falta do livro, tinha lá o Infância, Adolescência, Juventude,
depois vai-se o jeito, despido a preceito
aninhado na minha secretária à espera de ir dar passeios à beira mar sobre carris enferrujados, a vista fica para outra altura,
vertigem em ombros de andor
as costas lembram-me que já não vou para novo mas o lançamento correu bem e não me resta, apesar de tudo, outro remédio senão sorrir,
cabeça em saturno, se acordo ou se durmo
vendeu-se pouco mas foi bonita a festa, porreiro pá, o ex-primeiro a falar da Arendt e do Eichmann, ele há coisas do diabo,
seguro o intento, prolongo o altar
sinto alguma falta do espaço antigo de lançamentos, penso nas pessoas que conheci por trabalhar onde trabalho, actores, políticos, jornalistas e até, às vezes, escritores, estas doses de realidade ajudam a dar ânimo quando tudo parece enrolar num manto cada vez mais funesto, mas, a verdade, livraria que me amparas,
só eu te sei dizer
só eu te sei dizer.
19 de fevereiro de 2014
17 de fevereiro de 2014
Separados à nascença
Por separados à nascença estou a referir-me, claro está, aos "criativos" que criaram isto e à originalidade.
15 de fevereiro de 2014
Venda acrescentada
Cada vez mais me convenço que a Rua do Alecrim é um ser vivo, mutável, com vontade própria, tem o comprimento de um fechar de olhos ou de uma vida, conforme os dias, há dias em que, por muito que ande, por muito que pense, fico com a sensação de que poderia ficar a vida toda a subir a rua, que o Camões, se a Rua do Alecrim assim entendesse, não chegaria nunca.
10 de fevereiro de 2014
9 de fevereiro de 2014
8 de fevereiro de 2014
Reacção ao post anterior
"Que raio de mensagem subliminar é essa, as pessoas ainda acham que vais acabar comigo." Um homem está a treinar a escrita e é isto que acontece. Mas também esta frase vem da pessoa que diz: "escritor? para seres escritor só te falta começar a escrever."
Sempiterno
Não percebes que ao tentares encontrar o princípio de um círculo estás também a marcar o seu fim.
3 de fevereiro de 2014
31 de janeiro de 2014
Tenham paciência
Ele queria participar no concurso para jovens escritores mas disseram-lhe que o texto dele não era granta coisa.
27 de janeiro de 2014
22 de janeiro de 2014
Nada é sagrado
E é isto.
Isto é um daqueles casos em que poucos parecem dignos de o receber. A ver vamos no que isto vai dar.
Isto é um daqueles casos em que poucos parecem dignos de o receber. A ver vamos no que isto vai dar.
20 de janeiro de 2014
Pelo menos no meu tempo era entre betos e chungas
Boas famílias. Adoro. "Boas famílias". Uma magistrada que não quer ser "importunada" devido aos problemas do filho. Repitam mais uma vez: Boas famílias.
18 de janeiro de 2014
Eu, livreiro
Uma manhã descansada, embalada pela leve chuva, passada a arrumar livros bons em estantes antigas, fez me lembrar porque cheguei ali e porque não o trocaria por nada.
15 de janeiro de 2014
8 de janeiro de 2014
Da Noruega, com amor
Música do ano, o ano passado. Desculpem lá Arctic Monkeys, Bring Me The Horizon, For The Glory, QOTSA e Linda Martini.
2 de janeiro de 2014
Devia ser desporto olímpico
Sou um mestre na arte de me fechar fora de casa, com ou sem cão (algo que aumenta sobremaneira a dificuldade da coisa), com ou sem chaves do carro para que me possa deslocar ao local onde tenho chaves suplentes (também aumenta o nível de dificuldade). Hoje foi a maravilhosa combinação sem chaves, sem carro, com cão. Isto depois de dez horas de trabalho. Vá lá que tinha o telemóvel. Por acaso essa nunca me aconteceu. Era coisa assim ao nível de um Houdini.
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