27 de novembro de 2013
25 de novembro de 2013
Mixtape 2013
| 20. | Sonic Youth | - | Purr |
23 de novembro de 2013
Livreiro
livreiro | s. m. | adj.
li·vrei·ro
(latim librarius, -ii, escriba, copista, secretário, livreiro, professor elementar)
adjectivo
(latim librarius, -ii, escriba, copista, secretário, livreiro, professor elementar)
substantivo masculino
1. Pessoa que comercializa livros. = BIBLIOPOLA
2. Pessoa que trabalha numa livraria e tem que subir a escadotes apoiados em soalhos cobertos com alguns centímetros de água, correndo alguns riscos de eletrocução, queda mortal ou banho com água nojenta, pessoa que tem de ir verificar a condição de tubos manhosos em terrenos abandonados entre prédios devolutos, podendo ou não incorrer em crime de invasão de propriedade.
2. Relativo à produção ou comercialização de livros (ex.: cadeia livreira, mercado livreiro).
"livreiro", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/livreiro [consultado em 23-11-2013].
22 de novembro de 2013
We exist
Assisti a um lançamento de um livro de contos de uma senhora de cento e dois anos, cento e dois longos anos, tanta lucidez, força, cita autores, conta histórias de há dezenas de anos atrás, o Aquilino prefaciou o seu primeiro livro há mais de setenta anos, fala de ir daqui para melhor satisfeita, tem um sentido de dever cumprido, todos aqui na plateia se sentem muito pequenos, aplaudiram de pé, a autora agradece de lágrima no olho, hoje vender livros é a menor das minhas preocupações.
Eu sou dos maus, deal with it
Tenho de confessar: um dos meus sonhos é abrir uma livraria: uma ideia idiota, eu sei, ainda para mais para alguém que conhece o negócio em primeira mão, que vive diariamente as suas agruras. E, talvez, se um dia conseguir realizar o meu sonho, venha a choramingar, como os livreiros independentes, contra os bicho-papões que são as grandes cadeias, esses devoradores de cultura que destroem o livro, os autores, as pequenas editoras, os marsupiais e uma ou duas vacas. Há questões em que, sem dúvida, as grandes cadeias têm comportamentos passíveis de serem criticados quanto à sua moralidade. Já quanto à legalidade há pouco por onde pegar. Eu disse pouco. Leiam com atenção, por favor. Já agora: não coloquem as "grandes cadeias" todas no mesmo saco: certamente que a FNAC, Bertrand e Continente pouco têm em comum. As campanhas não são iguais, a postura perante o livro não é igual. Numa das campanhas, a título de exemplo e sem mencionar nomes, os clientes pagam o preço fixado pelo editor (lá se vai a teoria da violação do preço fixo...) e ficam com saldo em cartão para gastar numa compra seguinte. E o que é que estas pessoas vão fazer com esse saldo? Comprar mais livros. Parece ficção científica mas é real. Ora, se as pessoas compram mais livros estão a benificiar autores, editores, distribuidores: o argumento de que prejudicamos estes agentes também cai por água. Mas nós estamos habituados a isto: existe toda uma conotação negativa relativamente a estas grandes cadeias. O que as pessoas às vezes se esquecem é que estas cadeias são compostas, é incrível, eu sei, por pessoas, por livreiros que gostam tanto ou mais de livros do que quem vem comprar ou quem tem uma pequena livraria. Só alguém que lida diariamente com um grupo de pessoas que faz disto a vida delas, quando poderiam estar a ganhar mais duzentos euros a dobrar roupa, por exemplo é que sabe o amor que alguns deles têm aos livros e à livraria onde trabalham. Existem excepções, existem maus profissionais, etc. Uma livraria não é um oásis neste país em que vivemos, nem por sombras. Mas há uma boa parte destas pessoas que sente os livros como poucos. E pouco importa se lhes chamam grande cadeia, se são olhados de lado, se são considerados os maus da fita. Eles estão cá pelos livros. Como eu disse uma vez ao gajo que toca música no largo do Chiado, quando me queria vender o seu cd autografado, nós é mais livros.
19 de novembro de 2013
18 de novembro de 2013
The queen is dead
Estou capaz de ler os restantes quatro livros de crónicas do Lobo Antunes de seguida. O que vale é que isto dá forte mas passa depressa.
17 de novembro de 2013
Tell me I'm your national anthem
Sabes que o hino é arrepiante quanto até o Miguel Veloso canta com feeling e tudo.
16 de novembro de 2013
Depois digam que o karma não existe
Depois disto, foi a minha vez de ser um bom vizinho e encontrar umas chaves caídas na rua e devolvê-las à respectiva dona. Quis o destino que a primeira porta onde toquei era a porta da dona do carro, que, depois do choque inicial, ficou felicíssima de eu ter encontrado as chaves do chão. "Estava a passear o cão?" perguntou ela, claro, eu sou conhecido na vizinhança como "o maluco do cão" ou algo do género, já se está a ver, enfim, a boa acção está feita. A sorte dela foi eu ter tido um Megane como carro de substituição do seguro (não lhes custava nada ter me dado um Alfa 159, por exemplo, coisa que ficava muito mais a combinar com a minha pessoa em estado de choque depois de ter o seu querido carro abalroado por uma camioneta do lixo) e ter reconhecido o cartão do carro.
Esta gente que faz as notícias...
É, é isso, setecentas e oitenta e uma mil pessoas (não percebo como falharam em apresentar o número às unidades) sacaram o jogo em Portugal, o que comparando com os mais de cinco milhões que usam internet em Portugal dá uma bonita percentagem que ronda os dezasseis por cento, se reduzirmos os cinco milhões para um número mais razoável, eliminando as pessoas que nem sequer fazem ideia que a internet serve para mais do que o facebook e o youtube e o e-mail, as que não têm um gosto minimamente detectável por futebol e eu, que me fartei do jogo há uns valentes anos (isto, verdade seja dita, depois de perder horas incontáveis a jogar, quis o destino e a direcção da escola que no décimo segundo ano eu saísse sexta-feira às onze da manhã e não tivesse aulas à tarde, pois bem, adivinhem o que eu e os meus colegas fazíamos desde as onze e trinta até às tantas da madrugada, pois, jogar CM) temos um número de utilizadores passíveis de sacar o jogo bastante menor do que o número de downloads que os gajos da empresa que fez o jogo atira para o ar, alguém explique ao senhor que isto não pode ser bem assim, que os portugueses, apesar de piratas, ainda são muito poucos para ocupar o pódio nestas coisas.
15 de novembro de 2013
Se com os Ramones já me fazia confusão...
Eu bem que estranhei quando atendi uma miúda com uma t-shirt destas, tive o habitual pensamento do género vá lá o mundo não está totalmente perdido, mas, depois, ao ser arrastado violentamente para um fim de noite às compras antes de montar uma feira do livro num centro comercial até há uma da manhã, e a coitada da senhora que me acompanhava teve de lá ficar à seca portanto ficámos basicamente quites convidado simpaticamente para um agradável passeio nocturno, deparo-me com isto e só espero que isto não vire moda, da próxima vez que vir uma miúda com isto mando o Axl gordo atrás dela:
Isto sim, é assustador. Os Guns, que foram "a" minha banda (momento vamos-fazer-uma-revelação-daquelas-embaraçosas: eu tinha um lenço igual ao do Axl), agora como símbolo de moda em t-shirts de adolescentes, o abismo é já ali e nós a acenarmos alegremente e o carro sem travões.
10 de novembro de 2013
«O Benfica conseguiu os quatro golos sem atacar mais nenhuma vez» - Adrien "memória curta" Silva
Gosto particularmente da amnésia selectiva do Adrien, foi devido ao choque de ter perdido, certamente, que ele não se recorda que o Benfica, ao contrário do que ele afirma, enviou duas bolas aos ferros e teve no mal amado pé direito do Cardozo o golo que sentenciaria o jogo, e nem vamos contabilizar os falhanços de variada dimensão do Ivan Cavaleiro.
9 de novembro de 2013
A lenda de Artur e dos monstruosos cruzamentos largos malditos do inferno do terror do abismo da morte
Alguém explique ao homem que a bola descreve uma trajectória e que, a determinado ponto, o esférico fica acessível apenas e só para ele, homem alto e espadaúdo, que pode, meu Deus, usar as mãos, isto é tipo um plot twist para ele, para chegar à bola antes dos avançados e recolhê-la para junto do seu peito quente, onde a redondinha deseja muito estar, onde ela se sente segura e feliz, ao contrário de nós, benfiquistas, sempre que há um cruzamento para a nossa área.
Margarida Rebelo Pinto ou como ter a vossa atenção ou vai tudo de uma vez para maçar menos
A senhora já nem sequer vende assim tanto, no lançamento contei três leitores, o resto eram amigos, já ninguém liga grande coisa, literáriamente falando, deixai-a tomar o seu curso através do longo e florido caminho para o vale do esquecimento universal.
Em que ponto da vida de um gajo é que um gajo tem a epifania de misturar black metal com shoegaze?, há por ali momentos de pura esquizofrenia musical: temos uma banda toda a tocar black metal e um dos guitarristas, numa espécie de atitude talk to the hand, não quero saber, eu queria era estar nos My Bloody Valentine, a tocar melodias de guitarra que podiam ter saído de Manchester nos anos oitenta.
A Catarina encontrou umas fotos dela de uma festa da escola, tinha talvez uns seis anos, então decidiu autografá-las e oferecer uma à Xana, a cultura Bravo-one-direction-katy-perry-whatever está a tomar conta dela e isto assusta-me.
O Ulisses ainda não saiu, o Guerra e Paz também não, estou a acabar o Cossacos e a gostar muito das crónicas do ALA e a deixar para trás o DFW, não sei bem para onde me vou virar a seguir, talvez o Fumo do Turguenev, a abundância de escolha é contraproducente.
A LER no Chiado teve como convidados o Dacosta e o Pinto do Amaral, tudo por causa da Natália Correia, e eu à espera de uma enchente, nada, nem vinte pessoas, nem uma manifestação espírita, nem nada.
Vai sair uma nova edição do Admirável Mundo Novo, pela Antígona, clássicos reeditados são sempre boas notícias.
Recebi uma prenda de uma editora, uma caixinha preta com dois livros iguais lá dentro, os dois juntos não fazem um, alguém quer um policial best-seller pelo natal?
Em repeat, por estes lados, a conquistar lentamente todos os elementos da casa, acho que já só falta o cão.
5 de novembro de 2013
Trinta e três
Continua a parecer que tão pouco se passou, no entanto olho para trás e vejo tanta coisa no caminho, tanto que se perdeu, fora tudo o que se esqueceu, estes trinta e três foram bons, saldo positivo, sem sermos campeões vamos todos os anos à champions, perdão pela metáfora mas o futebol dá-me sempre saída para estas coisas, li numa revista qualquer ou vi no facebook, hoje é tudo a mesma coisa afinal de contas, que os homens só entram na idade adulta aos cinquenta e quatro, acho que a minha pequena obsessão pela ps4 acaba por comprovar isso, portanto ainda tenho muito que correr até ser um adulto a sério, embora, para a minha filha, eu já esteja a caminho da campa, trinta e três para ela está a um mundo de distância, ela que, hoje ao almoço, me perguntou se eu, caso ganhasse o euro milhões, trocaria a minha namorada por uma modelo, a minha reacção foi a óbvia: foi ela que te mandou perguntar isso?, ao que ela respondeu que não e então eu dei-lhe um enorme sermão e perguntei se ela gostaria de ser trocada por uma filha modelo (eu já sou modelo, respondeu ela, e faço ballet e mais não sei quê) e boa aluna (aqui calou-se muito bem caladinha porque a menina este ano deu para oscilar entre os oitenta e o oito e os quarenta e oito por cento, fora as faltas de material...), e ela aí amuou mas nada que um Santini não curasse, seguido de uma visita aos meus amigos companheiros camaradas colegas dos livros que tiveram a tresloucada ideia de abrir uma livraria no centro de Cascais, passe a publicidade, vão visitá-los, e assim, entre visitas e almoços e idas ao ballett, se passa mais um dia de anos onde vou, mais uma vez, festejar o aniversário juntamente com a senhora que me colocou neste mundo, cinco de novembro de mil novecentos e oitenta, a senhora achou por bem ir trabalhar no dia de anos, grávida de nove meses, então vamos lá voltar para trás, o comboio tem uma vista bonita e é como se nada fosse, passa num instante, próxima paragem, maternidade, e, trinta e três anos depois, trinta e três anos de parabéns cantados para a teresaericardo uma salva de palmas, das coisas que mais me assusta é um dia fazer anos sem ela embora eu saiba que, quando um de nós fizer anos, seremos sempre dois.
À quadragésima segunda chamada perde a piada, a sério
"Trinta e três? A idade de Cristo! ahaha, a idade de Cristo!". Hilariante.
4 de novembro de 2013
Quase rendido, quase
Já tinha o disco desde sexta, tanta tesão do mijo,a choramingar desde segunda que o disco não estava à venda, e só o ouvi hoje como deve ser. Estou quase rendido. Quase.
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