Amanhã tenho inventário, quarenta e cinco mil livros é o que me separa de uma boa noite de sono, enfim saberemos quantos saíram pela porta em más mãos, sem passar pela casa de partida e muito menos ir parar à prisão, amanhã esperam-me horas que se riscam como dias na parede.
5 de outubro de 2013
3 de outubro de 2013
One for the road
Chateias muito uma pessoa para mandar todos os mails com cc para ti. Ela passa a mandar todos os mails com cc para ti. Inclusive os mails que são só para ti: não só vão destinados a ti, como vão com cc para ti. Eu fico sem perceber se isto é a mais fina ironia ou se há coisas ali que não funcionam correctamente.
30 de setembro de 2013
Heresia, ou o que tu queres sei eu
Sempre que levo a criatura pequena à arrecadação e ela vê os mil trezentos e cinquenta e dois os dois ou três bonecos de Star Wars que estão por lá, ela quer trazer um para cima. Pior, estava a dar o Empire Strikes Back, o preferido cá de casa, coisa que agudiza o sentimento da criança. Então lá viu a Leia no seu fato de escrava, numa caixinha selada, com o R2-D2, e tratou logo de pedir autorização para abrir a caixa. Eu, no meu perfeito juízo, declinei o pedido, mas a criança decidiu ligar à legítima dona do item em questão e esta cedeu. Resultado: temos o Louis, dos One Direction, a bater couro na Princesa Leia. A heresia. Mas também, quem é que o pode censurar? Aproveitei mais uma vez a oportunidade para lembrar a Catarina de que ela era para se ter chamado Leia, não fosse o medo de ela ouvir constantemente "Leia, leia esta página" nas aulas ter demovido os defensores do nome.
29 de setembro de 2013
70/30
A hipótese da Catarina escolher o Jack White quando é ela a escolher o disco que vamos ouvir a seguir.
Viva as novas tecnologias
- Catarina, vai tomar banho.
- Eu tomei banho ontem!
- Catarina, vai já tomar banho ou eu tiro-te uma foto para o teu instagram e escrevo lá "eu e o meu cabelo sujo que não vê água há dois dias!" e as tuas BFF vão ver.
*água do banho a correr*
27 de setembro de 2013
25 de setembro de 2013
Quase duas horas numa fila
E para quê?, perguntam vocês. Pois.
Quase duas horas para comprar um bilhete para a criança ir ver estes rapazolas ao Estádio do Dragão (ainda por cima...), entalado primeiro entre uma universitária que ia comprar o bilhete para a irmã mais nova e desistiu a meio e foi substituída por uma mãe de duas jovens que não se encontravam por estarem na escola, mãe essa que travou rapidamente amizade com umas jovens tremendamente excitadas com tudo isto, e uma mãe que deveria estar no escritório e estava constantemente a receber mails e a receber telefonemas sobre o aicep e merdas do género. Eu só queria que ninguém interagisse comigo. Sem sucesso. Primeiro passa por mim um gajo de uma loja amiga, companheiro da bola e concertos de Linda Martini, olha para mim, olha para a fila, olha para mim, novamente para a fila, pergunta "o que é isto?!" e eu "er... *tosse* one direction *tosse*, para a minha filha", e ele "ah, para a tua filha, pois..." e vai-se embora. Depois foi uma mulher provavelmente da minha idade que, do meio daquela fila que ocupava quatro andares da escadaria que liga a FNAC à rua cá de baixo, tinha logo de perguntar a mim o que é que se estava a passar e, perante a minha resposta, fez um sorriso de escárnio e disse "estou a ver" e foi-se embora, ao que a senhora que estava atrás de mim acrescentou "vê-se que ela percebe o nosso sofrimento" e eu "pois", embora duvide que percebesse, era tudo tão surreal e a decorrer em câmara lenta, não percebo, juro que não percebo, eu cheguei ao balcão e disse "dois bilhetes, bancada inferior", "muitos euros", respondeu a senhora, pus o cartão e o pin, sai um talão, adeus e obrigado, juro que não percebo a demora desta gente em comprar a merda de um bilhete. E depois as jovens que afagavam a imagem dos rapazitos e coisas do género, o que é que se há de fazer à juventude?
O mais engraçado de tudo foi eu ter perdido a hora de almoço e uma hora de trabalho para isto, tudo para poder ligar à Catarina e dar-lhe a novidade e ouvi-la explodir de excitação e ela ter o telefone desligado. Melhor ainda foi saber, depois, que a avó também tinha comprado os bilhetes e que tinha sido a heroína que salvou o dia.
Só naquela, ninguém quer uns bilhetes para os One Direction não?
23 de setembro de 2013
É impossível escrever
Quando a única coisa que te sai dos dedos é precisamente a coisa sobra a qual tu não queres falar.
18 de setembro de 2013
Sentido de humor cá dos meus II
- Vês? O jogo diz que a minha idade mental é vinte e quatro anos.
- Isso está errado, devia ter dado cinco.
- ...
Sentido de humor cá dos meus
- Vê lá se me ofereces uns ténis para correr.
- Nem pensar...
- Mas à outra ofereceste.
- Mas ela ia mesmo correr e eu já sei que tu não vais.
- Pois, lá que ela correu, correu...
- ...
- Nem pensar...
- Mas à outra ofereceste.
- Mas ela ia mesmo correr e eu já sei que tu não vais.
- Pois, lá que ela correu, correu...
- ...
17 de setembro de 2013
É bom que aproveites
O cão dorme no chão, o AM volta a rodar, ela lê Joyce e eu olho para o infinito e consigo não pensar em mais nada e isto, Mastercard, isto sim é priceless.
Torçam por mim
Planos para as próximas três semanas: acabar de ler o Suttree, ir buscar o Turbo Lento à Fnac, ir ao concerto de Linda Martini, e tentar, no fundo, contra as expectativas patronais, ter uma vida. Ou então, ganho o euromilhões e compro a Sá da Costa.
15 de setembro de 2013
Canal 2, poesia
Mil nove seis um
Coluna, numa jogada individual
José Augusto cruza para José Águas cabecear
Não havia Eusébio,
Não era preciso.
Coluna, numa jogada individual
José Augusto cruza para José Águas cabecear
Não havia Eusébio,
Não era preciso.
Isto é que é um record do Guinness de valor
100m em 14.531 segundos, de saltos altos. A maior parte dos gajos que eu conheço não faria quinze segundos, de ténis. A senhora que me atura anda para comprar uns ténis para correr, pelo tempo que está a demorar já percebi a dica, mas, depois de ver isto, acho que leva é uns sapatos de salto.
14 de setembro de 2013
Devia fazer um programa de apanhados com o meu cão
A reacção das pessoas quando dão de caras connosco ao virar de uma esquina é impagável.
13 de setembro de 2013
"e depois vieram uns rapazes do nono ano" ...
- A M***** estava a mostrar-me o instagram, não sei como é que ela põe as imagens dos One Direction que tira da internet.
- Eu depois em casa explico-te.
- E depois vieram uns rapazes do nono ano...
(tiro o som do rádio e conduzo mais devagar, não quero perder a vida na A5 numa sexta-feira treze, era coisa para ir parar ao correio da manhã e isso não é coisa que alguém queira)
- ... Sim...
- E perguntaram: "como é que se chamam?" e a M***** disse "para que querem saber?" e eu disse "Catarina"...
(suores frios)
- E depois...
- Depois a M***** disse que se chamava M*****, eles perguntaram a nossa idade e nós respondemos "dez anos" e eles disseram "ah, respeitinho aos meus velhos!"
- ...
- E eu só me apetecia dar-lhes um chuto e dizer "take it easy!"
- ....
Vai ser um ano longo, está visto.
Detached
Por outro lado, recebi uma chamada da minha filha às dez horas, pensei logo que tinha começado a faltar no primeiro dia a sério de aulas, mas não: agora como é do quinto ano já pode levar o telemóvel para a escola, feliz da vida. E ligou-me: ela que para ligar à família, pais incluídos, é quase preciso recorrer a ameaças nucleares. Ligou-me. Agora que penso nisso fico preocupado. Imagino como eu não estaria se ela tivesse efectivamente mudado para o público.
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