31 de maio de 2013

O senhor que se segue



Depois do Gastão Cruz e da Golgon Anghel, o Hélder Moura Pereira. Os três últimos livros editados nesta colecção da Assírio são muito interessantes.

Livreiro nas horas vagas, amanhã faço consultoria literária em pessoa e mediante marcação, honorários a discutir

Todos os Poemas Ruy Belo
ASSIRIO & ALVIM (GRUPO PORTO EDITORA) | Localização na Feira: A29 A31
PVP: 48,00€ | PVP Feira: 38,40€ | PVP Dia: 24,00€

Livro do Desassossego Fernando Pessoa
ASSIRIO & ALVIM (GRUPO PORTO EDITORA) | Localização na Feira: A29 A31 PVP: 36,00€ |
PVP Feira: 28,80€ | PVP Dia: 18,00€

ARGUMENTOS PARA FILMES FERNANDO PESSOA
BABEL | Localização na Feira: A01 A03 A05 A07 A04 A06
PVP: 19,95€ | PVP Feira: 11,97€ | PVP Dia: 11,97€

O LIVRO DA ARTE PARA CRIANÇAS Rosie Dickins
EDICARE EDITORA | Localização na Feira: B28 B30
PVP: 14,60€ | PVP Feira: 11,70€ | PVP Dia: 8,80€

Metamorfose Franz Kafka
EDITORA LIVROS DO BRASIL | Localização na Feira: D37 D39
PVP: 9,08€ | PVP Feira: 7,20€ | PVP Dia: 0,00€

Contos de Tchékhov - vol. III Tchékhov, Anton
EDITORA RELÓGIO D' ÁGUA | Localização na Feira: A75 A77 A79 A81 A83 A85 A87 A89
PVP: 18,17€ | PVP Feira: 14,54€ | PVP Dia: 10,90€

Moby Dick Melville, Herman
EDITORA RELÓGIO D' ÁGUA | Localização na Feira: A75 A77 A79 A81 A83 A85 A87 A89
PVP: 24,23€ | PVP Feira: 19,38€ | PVP Dia: 14,54€

Perto do Coração Selvagem Lispector, Clarice
EDITORA RELÓGIO D' ÁGUA | Localização na Feira: A75 A77 A79 A81 A83 A85 A87 A89
PVP: 11,58€ | PVP Feira: 9,26€ | PVP Dia: 6,95€

Livro Audacioso para Raparigas Andrea j. Bughanan
GUERRA E PAZ EDITORES | Localização na Feira: A60
PVP: 12,50€ | PVP Feira: 10,00€ | PVP Dia: 7,50€ J

ESUSALÉM COUTO, MIA
LEYA | Localização na Feira:
PVP: 15,90€ | PVP Feira: 12,70€ | PVP Dia: 9,50€

LISBOA: O QUE O TURISTA DEVE VER Fernando Pessoa
LIVROS HORIZONTE | Localização na Feira: A69 A71 A73 PVP: 14,50€ |
PVP Feira: 10,20€ | PVP Dia: 8,70€

O Seminarista Rubem Fonseca
SEXTANTE EDITORA (GRUPO PORTO EDITORA) | Localização na Feira: A43
PVP: 13,30€ | PVP Feira: 10,64€ | PVP Dia: 6,65€

Ruído branco Don DeLillo
SEXTANTE EDITORA (GRUPO PORTO EDITORA) | Localização na Feira: A43
PVP: 22,20€ | PVP Feira: 17,76€ | PVP Dia: 11,10€

CÂNDIDO OU O OPTIMISMO - BOLSO Voltaire
TINTA-DA-CHINA | Localização na Feira: C23 C25
PVP: 9,90€ | PVP Feira: 8,90€ | PVP Dia: 6,90€

Não há por aí uma alma caridosa que me queira ofertar o Todos os Poemas do Ruy Belo, não? Eu bem que já o pedi, assim como quem não quer a coisa, a quem de direito, mas não tive muita sorte.

30 de maio de 2013

Para quem quer e ainda não tem...

... Amanhã há mais Servidões à venda. Numa livraria meio antiga perto de si.

Serviço de altifalante


Phil Anselmo dos Pantera? Sim. Pepper Keenan dos Corrosion of Conformity? O gordo dos Crowbar que não sei o nome? Também. Acho que é a minha superbanda preferida (desculpem A Perfect Circle), e este cd é do caraças, sempre que vejo o vinil na Carbono tenho de respirar fundo para não o levar a passear a ver as vistas por estes lados. 1995 foi um ano tão bom para a música.






Livreiro nas horas vagas e nas ocupadas também

Horto de Incêndio Al Berto
ASSIRIO & ALVIM (GRUPO PORTO EDITORA) | Localização na Feira: A29 A31
PVP: 8,50€ | PVP Feira: 6,80€ | PVP Dia: 4,25€

O Medo Al Berto
ASSIRIO & ALVIM (GRUPO PORTO EDITORA) | Localização na Feira: A29 A31
PVP: 40,00€ | PVP Feira: 32,00€ | PVP Dia: 20,00€

Pena Capital Mário Cesariny
ASSIRIO & ALVIM (GRUPO PORTO EDITORA) | Localização na Feira: A29 A31
PVP: 15,00€ | PVP Feira: 12,00€ | PVP Dia: 7,50€

Prosa Íntima e de Autoconhecimento Fernando Pessoa
ASSIRIO & ALVIM (GRUPO PORTO EDITORA) | Localização na Feira: A29 A31 PVP: 22,50€ |
PVP Feira: 18,00€ | PVP Dia: 11,25€

A ORIGEM DAS ESPECIES CHARLES DARWIN
BABEL | Localização na Feira: A01 A03 A05 A07 A04 A06 PVP: 24,95€ |
PVP Feira: 14,97€ | PVP Dia: 14,97€

AS ASSOCIAÇÕES SECRETAS FERNANDO PESSOA
BABEL | Localização na Feira: A01 A03 A05 A07 A04 A06
PVP: 19,50€ | PVP Feira: 11,70€ | PVP Dia: 11,70€

O Estrangeiro Albert Camus
EDITORA LIVROS DO BRASIL | Localização na Feira: D37 D39
PVP: 11,10€ | PVP Feira: 8,90€ | PVP Dia: 0,00€

Pulp Charles Bukowski
EDITORA OBJECTIVA | Localização na Feira: B41 B43
PVP: 16,90€ | PVP Feira: 0,00€ | PVP Dia: 10,15€

O Diabo e Outros Contos Tolstói, Lev
EDITORA RELÓGIO D' ÁGUA | Localização na Feira: A75 A77 A79 A81 A83 A85 A87 A89
PVP: 15,15€ | PVP Feira: 12,12€ | PVP Dia: 9,09€

O Nascimento da Tragédia Nietzsche, Friedrich
EDITORA RELÓGIO D' ÁGUA | Localização na Feira: A75 A77 A79 A81 A83 A85 A87 A89
PVP: 14,13€ | PVP Feira: 11,30€ | PVP Dia: 8,48€

O Vermelho e o Negro Stendhal EDITORA
RELÓGIO D' ÁGUA | Localização na Feira: A75 A77 A79 A81 A83 A85 A87 A89
PVP: 24,23€ | PVP Feira: 19,38€ | PVP Dia: 14,54€

Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres Lispector, Clarice
EDITORA RELÓGIO D? ÁGUA | Localização na Feira: A75 A77 A79 A81 A83 A85 A87 A89
PVP: 12,12€ | PVP Feira: 9,70€ | PVP Dia: 7,27€

JERUSALÉM GONÇALO M. TAVARES
LEYA | Localização na Feira:
PVP: 12,90€ | PVP Feira: 10,30€ | PVP Dia: 7,70€

Submundo Don DeLillo
SEXTANTE EDITORA (GRUPO PORTO EDITORA) | Localização na Feira: A43
PVP: 24,00€ | PVP Feira: 19,20€ | PVP Dia: 12,00€

Se vos der para a poesia, o Medo e o Pena Capital chegam e sobram, gosto muito, muito, recomendo também o Jerusalém, do M. Tavares (embora prefira o Aprender a Rezar na Era da Técnica), estou morto para ler o Submundo, mas, de todos estes livros o meu livro, lido já três vezes, é o Estrangeiro do Camus.

29 de maio de 2013

Não há dia em que não me arrependa

Não há dia em que não me arrependa de ter ganho esta defesa, de me ter fechado e isolado, de fingir que não existia uma ausência que me matava a cada segundo que estamos distantes, de manter a porta do quarto fechada como se de uma porta para o sofrimento se tratasse, como se, abrindo aquela porta, nada existisse atrás dela, a não ser no fim-de-semana, quando tudo era feito de alegria e risos e brincadeiras e amuos e chatices e castigos e abraços que esmagam e beijos que enternecem e uma respiração de sono que embala, acho que fechei essa porta durante demasiado tempo e criei uma separação que parecia ser a minha salvação mas que agora, com o tempo sobre os ombros, percebo que é uma perdição, uma espécie de maldição, não vejo a minha filha já há algum tempo, demasiado trabalho, trabalho nas folgas, horários impróprios, e, até hoje, pouco pensei nisso, mas, minutos antes de sair do emprego, disse em voz alta que ia vê-la, e aí desenrola-se toda uma semana debaixo dos meus olhos, uma semana em que não a ouço rir, em que não ouço as inacreditáveis conversas dela, em que até, imagine-se, sinto a falta das pedinchisses constantes dela, e percebo tudo o que perdi e como o perdi conscientemente, e aí perco toda a força, perco a força para a olhar nos olhos, como é que se pede perdão a alguém que não te pode nem deve perdoar, só tenho forças para deitar a cabeça na secretária e esperar que estes cortantes minutos passem e possa correr para Cascais e apanhá-la em casa da mãe, vamos ao Pipers e eu vou ficar a vê-la comer, a ouvi-la falar com a tia, a deixá-la ser e estar, porque a feira ainda agora começou e ainda há muito tempo até estarmos os dois de férias, juntos, todos os minutos, como devia ser, como é que se pede perdão a alguém que é a maior parte de ti?

Sou tipo o Zandinga mas da moda

Numa óptica do Chiado, a novidade a nível de óculos:


Lindíssimo. Isto vai evoluir, seguramente, para:




O belo do óculo de soldar estilizado, protege do sol e das fagulhas, um mimo, sendo que a evolução final será:


Um must na Paris pós-apocalíptica.

Livreiro nas horas vagas, aproveitem que depois sábado e domingo estou a trabalhar na feira e não há sugestões para ninguém via blog

Iluminações - Uma Cerveja no Inferno Jean-Arthur Rimbaud
ASSIRIO & ALVIM (GRUPO PORTO EDITORA) | Localização na Feira: A29 A31
PVP: 13,00€ | PVP Feira: 10,40€ | PVP Dia: 6,50€

Poemas José de Almada Negreiros
ASSIRIO & ALVIM (GRUPO PORTO EDITORA) | Localização na Feira: A29 A31
PVP: 21,00€ | PVP Feira: 16,80€ | PVP Dia: 10,50€

Obra reunida RULFO, Juan
CAVALO DE FERRO | Localização na Feira: B39 PVP: 19,00€ |
PVP Feira: 15,00€ | PVP Dia: 11,40€

A Queda Albert Camus
EDITORA LIVROS DO BRASIL | Localização na Feira: D37 D39 PVP: 9,08€ |
PVP Feira: 7,20€ | PVP Dia: 0,00€

Depois de morrer aconteceram-me muitas coisas Ricardo Adolfo
EDITORA OBJECTIVA | Localização na Feira: B41 B43
PVP: 14,50€ | PVP Feira: 0,00€ | PVP Dia: 8,70€

Contos de Tchékhov - vol. IV Tchékhov, Anton
EDITORA RELÓGIO D? ÁGUA | Localização na Feira: A75 A77 A79 A81 A83 A85 A87 A89
PVP: 18,17€ | PVP Feira: 14,54€ | PVP Dia: 10,90€

Este País Não É Para Velhos McCarthy, Cormac
EDITORA RELÓGIO D? ÁGUA | Localização na Feira: A75 A77 A79 A81 A83 A85 A87 A89
PVP: 15,15€ | PVP Feira: 12,12€ | PVP Dia: 9,09€

Viver no Fim dos Tempos Zizek, Slavoj
EDITORA RELÓGIO D? ÁGUA | Localização na Feira: A75 A77 A79 A81 A83 A85 A87 A89
PVP: 27,00€ | PVP Feira: 21,60€ | PVP Dia: 16,20€

A METAMORFOSE Franz Kafka
EDITORIAL PRESENÇA | Localização na Feira: A55 A57 A59 A61 B42 B44 B46 B48 B50
PVP: 10,00€ | PVP Feira: 7,00€ | PVP Dia: 5,95€

KAFKA À BEIRA MAR MURAKAMI, HARUKI
LEYA | Localização na Feira: PVP: 22,20€ |
PVP Feira: 17,80€ | PVP Dia: 13,30€

LIVRO DA SELVA (O) RUDYARD KIPLING
TINTA-DA-CHINA | Localização na Feira: C23 C25
PVP: 17,80€ | PVP Feira: 12,45€ | PVP Dia: 10,50€

Coração de Cão Mikhail Bulgakov
NOVA VEGA | Localização na Feira: B26 PVP: 12,72€ |
PVP Feira: 9,00€ | PVP Dia: 6,00€

Podem-me oferecer o do Rulfo, já há muito que olho para ele, já o do Tchekhov é o IV volume dos contos, só li o primeiro, mas não faz mal se saltar o II e o III para já, depois ando com alguma curiosidade para ler o Ricardo Adolfo, gosto de ler gajos novos assim da minha idade, nem que seja para pensar eu era capaz de escrever isto ou foda-se não admira que eu nunca vá editar um livro, e, o óbvio do McCarthy, livro dos óscares, um vilão maravilhoso, um livro brutal mas que ainda assim se encontra nos últimos níveis da minha preferência dentro das obras do McCarthy.

28 de maio de 2013

Livreiro nas horas vagas

A Sociedade do Espectáculo Guy Debord
ANTÍGONA | Localização na Feira: A44
PVP: 14,00€ | PVP Feira: 11,20€ | PVP Dia: 7,00€

Prosa Publicada em Vida Fernando Pessoa
ASSIRIO & ALVIM (GRUPO PORTO EDITORA) | Localização na Feira: A29 A31
PVP: 22,50€ | PVP Feira: 18,00€ | PVP Dia: 11,25€

Lunário Al Berto
ASSIRIO & ALVIM (GRUPO PORTO EDITORA) | Localização na Feira: A29 A31
PVP: 11,50€ | PVP Feira: 9,20€ | PVP Dia: 5,75€

Mizé - Antes galdéria do que normal e remediada Ricardo Adolfo
EDITORA OBJECTIVA | Localização na Feira: B41 B43 PVP: 15,00€ |
PVP Feira: 0,00€ | PVP Dia: 9,00€

A Espuma dos Dias Vian, Boris
EDITORA RELÓGIO D? ÁGUA | Localização na Feira: A75 A77 A79 A81 A83 A85 A87 A89
PVP: 14,13€ | PVP Feira: 11,30€ | PVP Dia: 8,48€

Livro do Desassossego Pessoa, Fernando
EDITORA RELÓGIO D? ÁGUA | Localização na Feira: A75 A77 A79 A81 A83 A85 A87 A89
PVP: 30,28€ | PVP Feira: 24,22€ | PVP Dia: 18,17€

Metamorfose Kafka, Franz
EDITORA RELÓGIO D? ÁGUA | Localização na Feira: A75 A77 A79 A81 A83 A85 A87 A89
PVP: 11,11€ | PVP Feira: 8,90€ | PVP Dia: 6,70€

DUBLINESCA VILA-MATAS, ENRIQUE
LEYA | Localização na Feira: PVP: 15,90€ |
PVP Feira: 12,70€ | PVP Dia: 9,50€

27 de maio de 2013

Pim!

Hoje cometi a proeza completamente louca de realizar três eventos à mesma hora, num raio de um quilómetro quadrado, enquanto uns recordavam o Aquilino pelos cinquenta anos da sua morte, a Ana Zanatti apresentava um novo romance a caras conhecidas do teatro e da televisão, mas, o melhor de tudo é poder ter um evento num belíssimo teatro e, cereja no topo do bolo, ter o Manuel João Vieira a ler o Manifesto Anti-Dantas.





Prancer

Quando tens uns colegas que têm a mania que são engraçados ficas sempre a pensar que foram eles quando recebes isto:


Uma carta do Continente para o "Diretor Comercial", eu, pensei logo que eram eles a gozar e a oferecerem-me um lugar na frutaria ou algo do género, mas afinal era o tio Belmiro a avisar que iam fazer um mega-picnic lá pelos nossos lados e que pediam desculpa por qualquer coisinha, em caso de incómodo e etc, já em relação ao Tony Carreira não dizem nada, não se pode ter tudo.

Detectives selvagens, uni-vos

Eventualmente as coisas acabam por fazer algum sentido, parece estamos condenados a encontrarmo-nos, aqueles que pensam e sentem para o mesmo lado:

"FUI CONVIDADA PARA FAZER PARTE DE UM GANGUE,
algo entre irrealismo carnívoro e banditismo sentimental.
Aceitei com orgulho as flores de plástico
e as velas em formas de sapatos com salto alto,
um cheque em branco,
uma viagem a Honolulu,
duas porções de pizza,
uma cabeça de porco
e um vale de refeição
para almoçar no Pingo Doce.
Ofereceram-me também uma antologia
dos melhores poetas bandidos mortos,
os meus futuros companheiros.
Não houve cerimónia oficial
de iniciação.
Melhor assim."

Golgona Anghel

"Fui cordialmente convidado para fazer parte do realismo visceral. Evidentemente, aceitei. Não houve cerimónia de iniciação. Antes assim."

Roberto Bolaño

Fez-me lembrar a sensação que tive quando li na folha das letras do último disco dos Everytime I Die (quase quase o melhor disco do ano passado) que havia numa das músicas uma citação dos Irmãos Karamazov (sem dúvida o melhor livro que li o ano passado).

Menino boy


Surpresa das boas.

Livreiro nas horas vagas

Sugestões do vosso caro, para hoje:

Horto de Incêndio Al Berto
ASSIRIO & ALVIM (GRUPO PORTO EDITORA) | Localização na Feira: A29 A31
PVP: 8,50€ | PVP Feira: 6,80€ | PVP Dia: 4,25€

Myra Maria Velho da Costa
ASSIRIO & ALVIM (GRUPO PORTO EDITORA) | Localização na Feira: A29 A31
PVP: 16,00€ | PVP Feira: 12,80€ | PVP Dia: 8,00€

Pan HAMSUN, Knut
CAVALO DE FERRO | Localização na Feira: B39
PVP: 18,00€ | PVP Feira: 14,50€ | PVP Dia: 10,80€

O Mito de Sísifo Albert Camus
EDITORA LIVROS DO BRASIL | Localização na Feira: D37 D39
PVP: 9,08€ | PVP Feira: 7,30€ | PVP Dia: 0,00€

A Paixão segundo GH Lispector, Clarice
EDITORA RELÓGIO D' ÁGUA | Localização na Feira: A75 A77 A79 A81 A83 A85 A87 A89
PVP: 14,00€ | PVP Feira: 11,20€ | PVP Dia: 8,40€

O Retrato de Dorian Gray Wilde, Oscar
EDITORA RELÓGIO D' ÁGUA | Localização na Feira: A75 A77 A79 A81 A83 A85 A87 A89
PVP: 14,13€ | PVP Feira: 11,30€ | PVP Dia: 8,48€

26 de maio de 2013

António Costa, o Marquês é para demolir por favor que aquilo não está lá a fazer nada

Segundo dia de feira, mais pessoas conhecidas, uma visita especial desta vez, a senhora que me atura ainda levou para casa o 2666 a 11,94€, eu que paguei quase 30 nos idos de 2009, deu para passearmos e comprarmos livros e vermos as vistas, descansados, antes do apocalipse desportivo da tarde, o que é isto, meu deus?, o que é isto?, de que inferno mais profundo saiu este fim de época biblico-trágico?, ou não fôssemos nós treinados por Jesus, até eu, acérrimo defensor da juba pintada que masca pastilha de boca aberta, já começo a pensar que talvez seja melhor ele ir agourar lá para a terra dele, que o povo que traja de encarnado na alma precisa de mais, isto é demasiado para nós, perder tudo assim, no fim, perder tudo nos momentos decisivos, falhar quando não mais se podia, quando se tinha, apesar de tudo, uma massa enorme a apoiá-los, mesmo depois da humilhação nas Antas, seguem-se mais três meses a ler a The Economist e a Time porque, meus caros, desporto, só para o ano e logo se vê.

Mais uma vez comprovado o extremo bom gosto da senhora.

Esta sombra que se vê na relva é o meu melão...

O Marquês quedou-se silencioso, curiosamente.

E o que eu gostava que o meu cão ficasse assim deitadinho sem trela?

25 de maio de 2013

Venham mais destes

Ah, a feira do livro, que saudades que eu tinha, ainda vou no primeiro dia de feira, perguntem lá mais para a frente e o discurso vai mudar, obviamente que já fui comer um hamburguer gorduroso, revi velhos conhecidos, editores, livreiros, autores, relações públicas, estou totalmente em casa no meio desta gente toda, vendem-se livros bons, compram-se ainda melhores, o Submundo e o Ponto Ómega, do DeLillo, e o Passos em Volta, do Herberto Helder, já cá cantam, para a semana vamos aos do Lobo Antunes, segunda sai o Herberto Helder, vejam lá isso e comprem senão depois esgota e choram poeticamente, foi um bom dia, este, ainda tive o prazer de vender uns livros a um futuro escritor / pai babado, ainda fui comprar um livro para uma colega, fui visitar a concorrência, vou tentar aproveitar cada segundo porque a feira, ao contrário do natal e da grandeza do Benfica, não é quando um homem quiser.

Aqui está um bocado cheio, talvez do outro lado esteja melhor...

... Ou talvez não.

É sempre bom atender pessoas com bom gosto.

Feira do livro, ou o sítio onde se pode ver o M. Tavares a rir.

Já a MRP parecia desistir perante a ausência de fãs.

24 de maio de 2013

Eu é que sou o presidente da junta

Eu devo ser o Dan Brown português, só pode, mestre dos enigmas de cordel de tabacaria antiga, escrevo um mail com indicações claras e precisas de trabalho, num texto por tópicos, com as descrições num mínimo histórico, tio Eça, desculpa, mas os Ramalhetes do trabalho livreiro são pouco mobilados e perderam o encanto de outros tempos, e os meus caros colegas de trabalho conseguem vislumbrar, naquele texto de dificuldade de prova de aferição do quarto ano da reforma da educação, as maiores e mais complexas teorias de conspiração, com intenções e fins maliciosos de causar inveja aos imperadores Mings deste recôndito mundo, porquê a mim?, questiono-me frequentemente, era apenas um e-mail, as frases são conjuntos de palavras que são aglomerações de letras, não é um tratado de alquimia do século XIII, curiosamente, ou talvez isto seja a minha indecorosa ingenuidade a falar, ninguém viu no texto a salvação do mundo e redenção das almas envolvidas, claramente estarei a fazer algo errado.

23 de maio de 2013

Esperar é caminhar na berma de um abismo

Vinha no carro, depois da sessão diária de leitura sobre carris, e, enquanto ia mudando de música mais uma vez para aproveitar e ouvir Converge num volume adequado sem provocar reações de choque a ninguém, já que ia sozinho no carro, olhei para o banco vazio do lado e pensei em diversas coisas naquela fracção de segundo e o que me ficou mais cá dentro foi uma saudade de a ler, os pensamentos começaram a recuar no tempo e facilmente me lembrei do que ela escrevia, de como ela escrevia, acho que invariavelmente vamos sempre dar aí, ela sabe, embora eu tente não referir muitas vezes, quais as minhas três bloggers preferidas porque, enfim, ela tem acesso aos meus livros e discos e cds e eu gosto muito muito deles, mas, que raio, que bem que ela escreve, e como ela escrevia bem quando se alongava mais, estes cansados olhos verdes de garrafa vazia esquecida num canto de uma mesa desarrumada precisavam de a ler mais vezes, penso se não terei influência no facto de ela escrever menos, bem, ela tem influência em mim: português como sou encontro nas agruras da vida a inspiração e a motivação para lançar os meus lamentos ao vento como os uivos de solidão do meu cão quando saio de casa, acredito que ele pense que nunca mais me vê, eu parece que acreditava que não seria mais feliz, o fato de vidente fica-nos tão bem, que formosos nos sentimos enquanto traçamos às escuras os nossos destinos, por estes dias encontro-me demasiado ocupado a sorrir para escrever, e ninguém tem paciência para lamechices, fofinho?, não sei o que é isso, eu queria ter a rouquidão do Cash e o desconforto do McCarthy nas minhas letras, isto cada um almeja ao que lhe apetece, podia agora chateá-la para escrever mais e mais vezes, mas eu, melhor que ninguém, sei que, meus amigos, escusam de vir com conversas que isto não é o write-on-demand, mas, espero que ela, em nome do senhor que ela não acredita que existe, volte a derramar-se sobre o papel naquele estilo de escrita isto-sou-eu-preparem-se-que-vai-tudo-à-frente-é-assim-a-minha-voz que eu tanto, mas tanto gosto, espero, é isso que eu faço, espero.

Experiências semi-infalíveis para noites a sós

Bad news

Os Arctic Monkeys deixaram de tocar o Still Take You Home.

Good news

Os Arctic Monkeys voltaram a tocar o Dancing Shoes.

"dos trabalhos do mundo corrompida / que servidões carrega a minha vida"

Quem é que já tem o novo livro do Herberto Helder na secretária, quem é?

22 de maio de 2013

Casa ocupada

A Feira do Livro começa já amanhã e isso significou dois dias árduos de montagem, debaixo de um sol a atirar para o quentinho, com muitas caixas cheias, caixas vazias, livros e mais livros e amigos e colegas e saudades e esperanças, que tudo corra pelo melhor, é o que se quer, agora, giro, giro, é ires montar a feira com uma t-shirt de Linda Martini, e, a meio da tarde, dizerem-te que precisas de falar para uma televisão, apropriadíssimo que eu estava, mas, ainda melhor, é a tua primeira imagem que passa ser algo assim:

"sim, sim, livros e cenas e coiso, não olhes agora que te estão a filmar"
Estava a peça a terminar e já estava o telemóvel do trabalho a tocar, o meu chefe a perguntar-me, na brincadeira, se tinha sido para estar parado a conversar que fui ajudar na montagem da feira, eu ainda disse que apareci a carregar umas caixas e ele contrapôs logo que as caixas estavam vazias, engraçadinho, de qualquer forma, correu tudo bem, o espaço está giro e funcional e a feira, no seu geral, está convidativa como sempre.

Neste sítio decorrem eventos estranhos, a várias horas do dia, a evitar.

Como é sempre a subir podem subir só até aqui e depois voltam para trás,  o resto é paisagem.

Enquanto não organizar um jogo de futebol entre grandes grupos editoriais, neste local,  não descanso.

Tinha ficado de ir ali festejar uma coisa mas parece que foi adiado para o ano, não me lembro bem do quê, perder faz-me cenas à memória.

Ninguém me veio pedir um autógrafo, aparentemente tem de se escrever um livro primeiro.

Parece que aqui é onde se gasta o dinheiro que se ganha na feira.

E aqui também podia ser, não tivesse já eu isto tudo.

O único momento de descanso do dia, juro.

E, para que conste, eu não falei só do Peixoto como dizem por aí, também falei do Pina, do Herberto Helder e do Pessoa, não há é tempo para tudo como bem sabem, de qualquer forma, aproveitem a feira, vemo-nos por lá.

20 de maio de 2013

Touché

"Estás à frente do Anão Gigante, como é que é possível?!?!".
Bem jogado, Anão, bem jogado... Até a minha senhora torce por ti.

Amigas bloggers fofinhas e boas escritoras

Eu não tenciono ganhar a cena do BILF mas... Ficar atrás do Pacheco Pereira é que não, pelo amor de Deus, já me bastou ficar atrás do Porto no campeonato, vejam lá isso, a minha senhora só tem quinze computadores onde votar, já não dá mais, as minhas irmãs não lêem blogs e a minha mãe acho que curte mais o Pacheco Pereira.

19 de maio de 2013

Estas situações deviam ser treinadas nas aulas de condução para evitar futuros acidentes

- .Então como foi a viagem a Fátima? Muito chata?
- Não, fui sempre ao lado da Leonor. E, sempre que passávamos por alguma coisa interessante, o rapaz que ia nos bancos ao lado tirava uma foto da janela, mas apanhava-me sempre a mim.
- ... Oi?
- Ele gosta de mim, é normal.
- Ah, ok, é normal... E tu?
- Eu acho que gosto dele, é normal.
- ... 

Strangeways, here we come

E mais uma semana sem facebook nem contacto com o mundo em geral, se vejo um segundo que seja da festa do Porto tenho convulsões.

Somos a raça, o querer e ambição

Para o ano há mais, ou talvez não.

18 de maio de 2013

BILF 2013

Estar nomeado deve ser uma maneira retorcida que o karma achou para me compensar da semana benfiquista. A não ser que eu fique a lutar pelo título e depois perca o mesmo na segunda-feira, às 00h02.

16 de maio de 2013

Feira do livro 2013

Ou, em linguagem de livreiro: só folgas daqui a um mês.

Poeta pintor

Está a tornar-se o louco da Rua Garrett preferido de toda a gente, seja a chamar fascista ao indiano dos cães, a entrar na loja e a dizer que as mulheres feias não podem entrar numa livraria, a dizer que odeia ódio mas por acaso odeia paneleiros ou a andar pela rua abaixo atrás de turcos enquanto grita three nil!, three nil!

Clarícia

Pior que a italiana do sotaque, só a brasileira que folheia alguns cinco livros da Clarice, lè um pouco, e vem ao balcão perguntar se está em português de Portugal ou do Brasil, é, nós aqui traduzimos do brasileiro: riscamos o gerúndio , abolimos o tratamento por vocè e  pomos "pá" no meio das frases, resulta muito bem.

It's-a me, Mario

Uma italiana aborda-me na loja e pergunta-me, em inglês, com o sotaque italiano mais estereotipado do mundo, "do you have-a children book? do you speak-a english?" ao que eu respondi yes, e ela acrescenta "hmmm, a little bit...", acho piada ao facto de ela inferir que eu falo um pouco de inglês apenas com um yes, especialmente ouvindo a qualidade do inglês dela.

Ainda do glorioso

Já que Jesus e os seus apóstolos perderam tanta coisa este ano podiam também perder o medo de perder, o medo de falhar, provaram na pele a maior derrota das suas vidas, uma derrota em dois actos, um bicho medonho que escalou impávido e sereno a montanha da sobranceria com que festejámos fora de tempo, que esta derrota sirva para eles perceberem que, apesar de tudo, continuamos aqui, para o ano será, seguramente, melhor.

Aí vamos nós

Mais uma semana sem notícias, jornais e sites desportivos, facebook e redes sociais no geral, como já li a Time, ontem li a The Economist e hoje foi a NME, amanhã será uma decisão difícil entre a Playboy e a Monocle, eu já estou por tudo desde que não haja qualquer vestígio de futebol.

13 de maio de 2013

South of the wall

Na senda de não ler jornais desportivos hoje fui ler a Time, não tem o Miguel Sousa Tavares mas tem o John McCain, o que é basicamente a mesma coisa, só muda o lado do Atlântico e o jeito para escrever ficção, tinha uma crónica deveras interessante sobre a geração do milénio, na qual, aparentemente, eu me incluo, açambarca tudo desde 1980 a 2000 (mais um bocado apanhava a minha filha, medo, filha essa que foi passear com a sua antiga empregada e voltou para casa com dois furos no mesmo lado da orelha, e eis que ela se torna uma mestre no "o pai deixou" como desculpa para tudo), geração portanto que partilho com a senhora aqui ao lado, senhora essa que enviei carinhosamente para o Algarve para poder estar em reclusão durante o fim-de-semana decisivo (que todos viram como bem correu...) e que volta com roupa nova e de franja, os ares do sul fizeram-lhe muito bem, mas aqui eu tenho que discordar dos senhores da Time, porque eu e a doce criatura não somos da mesma geração, a geração de 1980 é melhor do que todas as que vieram nos anos seguintes, ah, mas tu não tens factos que corroborem isso, mas, respondo eu, só duvidam porque não conhecem gente suficiente da geração de 1980, então a geração do milénio aparentemente é narcisista e preguiçosa, e mora até muito tarde na casa dos pais, naturalmente que não é tão boa quanto a geração anterior que realmente é fantástica em muitas coisas: especialmente a generalizar.

Ao segundo dia

Ainda não fui ler um único jornal, ver um único espaço de notícias na televisão, não fui às notícias do google nem, imagine-se, ao site da Bola. É para manter, pelo menos até quinta-feira, com possível extensão até ao início da época 2013/14.

12 de maio de 2013

Esquecer é deixar uma série de vidas para trás

Queria conseguir fechar os olhos e deixar de ver aquele momento: todos nós, girassóis de tecido gasto virados para um sol que se adivinhava a enegrecer, concentrados num momento singular, num ponto alpha da existência, quando de repente se dá o clarão e nós nos resignamos perante o facto de que não somos mais do que uma pontinha de infinito, ou como diria o outro, vai mas é para o caralhinho, oh Kelvin, foda-se.

Viver é uma série de esquecimentos, uns atrás dos outros


11 de maio de 2013

Red right hand

A assessora de imprensa de uma editora convidou-me pelo facebook para um evento no qual, imagine-se, estarei a vender livros, vou recusar o convite e depois quando a vir lá vou dizer "desculpa, eu gostava muito de ter vindo mas estou a trabalhar".

Na busca do real visceralismo


Level up

Fui jogar futebol passado um ano e estou vivo e estou inteiro, está tudo na mesma, a cadela do S. passa por mim várias vezes no Chiado, a Bia, filha do C., está feliz, nas palavras dele, que vença a doença é o que toda a gente deseja, e o seu mais novo é um espectáculo, jogámos benfiquistas contra o resto do mundo, uma espécie de antevisão para logo à noite, fizeram as habituais piadas do Fifa e da PS3, isto para quem já há um ano que não tem uma é cruel, eu gostava de repetir em breve mas a feira do livro não quer e não deixa.

10 de maio de 2013

Pena não ajudar a escrever em português


O pior do futebol


Daqui Ides sofrer como cães? Gente idiota, que não tem clube nem cor nas camisolas, dar-vos-ei de seguida uma pequena lição: os mouros, que vós tanto odiais, é que viam no cão um animal impio. Sem mais comentários.

9 de maio de 2013

8 de maio de 2013

Progressos

Progresso é ela estar às compras comigo, no supermercado, e eu dar por ela toda contente a olhar para uma prateleira e a cantarolar "twooo minutes, toooo midniiiiiight". 

Um gajo quer não gostar dele

Mas depois o homem fala assim desta incrível personagem, e uma pessoa é fraca nestas coisas.

5 de maio de 2013

Não sou capaz

Estive a arrumar o quarto da Catarina, uma experiência de quase morte, devia ser vendida naquelas caixas de experiências nos supermercados, recomendo vivamente, a criança acumula tralha como se não houvesse amanhã, tem uma cena por sacos de plástico cheios dos mais variados items, o conceito de "caixote de lixo" é uma coisa muito vasta para ela, e havia bastante roupa ainda com etiquetas no armário, roupa essa que eu jurei a pés juntos à mãe da criança que nunca tinha ido lá para casa e que nunca tinha visto, consegui ainda tirar um saco gigante de roupa para dar mas há coisas que, por muito que não lhe sirvam, por muitos anos que tenham, não vou conseguir dar a ninguém.


Dead flowers

Fui comprar flores para a  minha mãe num estabelecimento comercial onde, dado o volume de pessoas que decidiu fazer o mesmo à última da hora, colocaram a senhora do peixe ou do talho a fazer caixa só para registar as flores, ideia maravilhosa e compreensível, não fosse a senhora estar completamente em pânico com as novas funções e estar tão à vontade com a caixa como eu num cockpit de um avião, se a coisa já estava complicada apenas para mudar o rolo dos talões ficou pior quando viu o meu cartão-refeição-maravilha-que-permite-fazer-compras-abaixo-dos-vinte-euros-no-tal-estabelecimento:
- Ai Constantina, agora é que 'tás tramada! 

Hoje deixei-a conduzir

Não só sobrevivi como fiquei bastante convencido.

Em estágio para as duas semanas decisivas


A ver se aprende de uma vez

Talvez ela aprenda, um dia, que lá por ela lhe foder mais o juízo não quer dizer que se preocupe mais do que os outros que gostam dela.

Bilheteira da FNAC

- Bom dia, é aqui que se demora meia hora para comprar a merda de um bilhete?
- Sim, sim, é aqui esteja à vontade, diga-me o que quer que eu demoro meia hora para processar isso, pense na vida, veja os livros ao longe, veja as pessoas felizes a irem comprar cenas que tu não podes, veja o desespero dos que estão mais atrás na fila e a felicidade dos que, finalmente, conseguiram comprar bilhete.

4 de maio de 2013

Hoje é o nosso dia




See you in hell

Jeff Hanneman (1964 - 2013)



Depois do Chi, dos deftones, agora o Jeff de Slayer, ano mau para duas das bandas que mais gosto. O Jeff Hanneman mostrou que era possível adicionar toneladas de qualidade técnica e precisão à velocidade das bandas de speed e thrash, era a alma dos Slayer, criou dos melhores riffs de sempre, tive a sorte de o ver ao vivo no Ozzfest, no Restelo, na tour do God Hates Us All. O vinil do Reign in Blood é para ouvir, sempre, perto do máximo. 


Deus me dê força

... Para eu não pedir à próxima pita que, quando vier comprar livros, tiver uma t-shirt de Ramones para me dizer cinco músicas deles.

3 de maio de 2013

Converge

Gostei muito do Fogo, do Gastão Cruz, o Escarpas é mais fraquinho mas ainda assim bom, vou ler mais dele, li ao mesmo tempo que a Maria Gabriela Llansol, interessante mas não me maravilhou, agora ando com o Don DeLillo atrás, um livreiro não me parava de chatear para ler o Ponto Ómega, e, cabrãozinho, tinha razão, é mesmo bom, mas isto de ler americanos deixa-me sempre com saudades do McCarthy e depois olho para a estante e vejo o Suttree e o Nas Trevas Exteriores e fico mais descansado, ainda queria ler o segundo volume dos contos do Tchekhov ou o Cossacos do Tolstoi mas depois lembro-me que estou a gostar de ler Saramago e não há fome que não dê em fartura.

Dillinger escape plan

Não vou a XX, exagerados no preço e cartaz fraquinho, mas vou comprar o bilhete para Arctic Monkeys porque eu e o Alex Turner temos assim uma espécie de secret arrangement em que indo um de nós ao pais do outro o outro vai lá vê-lo, não tenho ido a Inglaterra nos últimos tempos portanto não sei se ele cumprirá a parte dele mas vamos acreditar que sim.

Bring me the horizon

Acho que me estou a tornar perito em fixar o olhar no infinito e deixar a vida passar ao meu lado, a música toca na divisão ao lado, eu vejo o mundo na terceira pessoa, a música como banda sonora, como se eu não fizesse parte disto, o olhar preso no nada, por vezes penso em coisas insignificantes, por vezes penso no significado da vida, mas o olhar, teimoso, mantém-se à procura de um qualquer horizonte que temo bem que nunca virá.

27 de abril de 2013

Espera, espera

Também estava lá aquele gajo que andava nos jornais e revistas porque se tinha atirado feito louco dum prédio queixava de que a mãe do filho não o deixava vê-lo e tal e agora enfiou-se numa casa sem contacto com o exterior durante três meses, faz sentido.

Ou sou eu ou é o país que está certamente errado

Ligo a tv no big brother VIP e a única pessoa que conheço, à primeira vista, é o Zezé Camarinha.

Polima sul

Sonhei que ia num autocarro, assim naqueles primeiros lugares logo a seguir a uma das portas do meio, ou de trás, já não sei bem, naqueles lugares que geralmente levam velhotas com hortaliças no colo e que gritam oooooh senhoooor quando o motorista não pára nas paragens, uma vez no quinto ou sexto ano apanhei um psicopata que saltou umas três paragens, daquelas todas muito próximas, deixando as velhotas de hortaliças no ar, foi a loucura, tipo tardes da Júlia mas em movimento, e eu sentado nesse lugar olhei em frente e vi o Roberto Bolaño e pensei o que qualquer pessoa normal pensaria: olha o Bolaño, isto num autocarro da carris com destino incenrto, e de seguida pensei: espera lá, mas o Bolaño está morto, algo que, segundo parece, não me incomodou sobremaneira pois, quando dei por mim, já caminhava rumo ao lugar dele para o interpelar, reparei, mal tive uma visão mais próxima dele, que ele trazia debaixo do braço todos os livros dele que existem editados em português, então abordei-o e disse Bolaño, e ele ficou a olhar para mim pensativo, tens que me assinar esses livros para mim, eu venero-te, por favor, e ele reforçou o olhar pensativo e disse gostava muito mas não posso, vou para uma conferência na casa da América Latina, preciso deles, e eu foda-se, mas tu estás morto e eu nunca mais vou conseguir um autógrafo teu, e ele tira um dos livros do monte e diz olha, dos meus não te posso dar, mas tenho aqui o O que o turista deve ver, do Fernando Pessoa, posso assinar-te esse?, e eu respondi é melhor que nada, e ele lá assinou e eu saí na paragem seguinte, agora giro, giro, era arranjar uma interpretação para isto, e, pelo sim, pelo não, quando andar de autocarro vou andar com o 2666 debaixo do braço.

Aces high

Hoje está um mau dia para ser feirante na rua Anchieta, com a companhia do vento frio que são mil e uma agulhas que se espetam nos olhos, eu era bom era para feirante na praia, está visto, e a feira do livro que é já daqui a um mês e upa upa vamos comprar livros e apanhar sol e comer hamburguers oleosos e vender livros, vá, se tiver que ser.

26 de abril de 2013

Jornalistas desportivos, andam a dormir

Ainda não acredito que o título de nenhum dos jornais desportivos é "Banho Turco".

24 de abril de 2013

Record store day é quando um homem quiser


O dele e o dela. No fundo são os dois meus, eu é que gosto de partilhar.

Sonic Youth

Só naquela, está o Thurston Moore aqui na loja. Só naquela.



O fogo e o ruído surdo

Esqueci-me de escolher um livro para a viagem de comboio nocturna, depois de um dia esgotante a última coisa que eu precisava era de fazer a viagem para casa, que a estas horas ainda demora trinta minutos, na companhia dos meus pensamentos, então decidi escrever no caderno que uso para as minhas reuniões, nos phones, mais no coração do que nos ouvidos, toca o concerto do sábado passado, soube-me tão bem, até o Lição de Voo nº1, opus maldita, outrora espalhada nas paredes do meu quarto, é sempre bom espetarmos o nosso sofrimento na parede para outros o verem, é fofinho e resulta melhor do que gritá-lo aos ouvidos de alguém, até o Lição de Voo me tocou da maneira certa, quase todo ouvidos e nada coração, a senhora acalorada ao meu lado não suspeitava de nada do que ia em mim e do quanto contribuiu para que, no fundo, já nada fosse, ainda assim há coisas que gritadas nos fazem sentir vivos, na pressa de viver o corpo quente, eu queria tanto parar aqui, ainda só vou em Belém e há muito para escrever, não tivesse eu a caligrafia assustadoramente ilegível e isto daria um post fac-similado à maneira, as pessoas estão a ver-me escrever e parecem desconfiadas, é compreensível, há um senhor que olha para mim como se eu fosse o gajo do seven que está a escrever umas cenas psycho no seu caderninho e que, mais dia, menos dia, vai cortar alguém às postas e guardar na arca frigorífica, eles olham e eu escrevo e chego à triste conclusão que eu estou mais fadado para ler do que escrever, escrever é uma tortura, um dia, em dois mil e oito, obriguei-me a escrever um livro de contos em duas semanas, consegui, já não escrevia há muito, algumas pessoas chateavam-me por causa disso, faz lá os truques com as letras, maravilha-nos, isto pessoas pouco ou nada entendedoras das letras em geral, sentia-me como se pedissem ao Busquets para impressionar umas crianças dando uns toques na bola, isto quando há Messis por aí é pouco razoável, eu tinha pensado numa analogia com o Messi e pessoas com problemas de locomoção, mas é tarde para coisas de mau tom, voltando aos contos, não escrevi desde então, pelo menos nada que se lesse, umas das coisas que mais me incomodava a escrever era que as pessoas que me liam tentavam tirar conclusões ou vislumbrar sinais, o que, para quem tinha uma obsessão com cenários de fim de relação, era maravilhoso, que obsessão apropriada, pensam vocês, a ironia e eu somos assim, aqui façam o gesto de esfregar os indicadores um no outro, eu no fundo até gostava de escrever mas não consigo, ah, mas tens um blog, pois, pois tenho, e só eu sei as vezes em que eu penso que isto já deu o que tinha a dar, que já serviu o seu propósito, mas, tão certo como o Benfica ser o maior clube do mundo, se eu apagasse isto ia surgir em mim uma irreprimível e inocultável vontade de fazer postzinhos que ninguém vai ler, portanto, para já, continua, apesar de tudo,  eu no fundo, no fundo, até gostava de escrever, mas eu a escrever sou como aquele tipo de barulho que se ouve quando estamos sozinhos em casa e, vai-se a ver, não era nada, sou cada vez menos fogo, apenas ruído surdo.

22 de abril de 2013

Record store day


Estive a trabalhar o dia inteiro no record store day, com o meu novo chefe e, como se não bastasse isso, ainda tive que montar e desmontar uma feira e fazer um evento com um autor estrangeiro. Tempo para discos, zero. Solução: enviar a senhora que me atura à Carbono, durante uma hora, enquanto eu vou andando para trás e para a frente na escolha de que discos ela tem que comprar, isto tudo por sms às escondidas durante o evento. A senhora merece o céu. O problema é que ela não acredita em céu. A parte preferida dela foi quando eu disse que não queria o All We Love We Leave Behind, dos Converge, e ela largou-o por lá, e, passado uns minutos, trinta minutos, vá, eu lá achei que sim, que esse era um dos que eu queria e ela quando foi buscá-lo já não estava lá. 

21 de abril de 2013

Hoje é um dia de felicidade para a raça masculina

Tottenham - City
Liverpool - Chelsea
Juve - Milan
Benfica - Sporting

Dos títulos que começam por "dos"

No outro dia partilhei no meu mui selecto e refinado facebook aquela votação para eleger a livraria preferida  dos lisboetas, na ânsia, claro, de que a minha ganhe (acho difícil, mas...). Recebi uns comentários na brincadeira, tudo bem, tudo normal, até que uma ex-funcionária da livraria (trabalhei com ela mas numa livraria em Cascais, não nesta em particular) diz que nunca votaria na minha por causa da falta de condições e limpeza dos locais destinados aos funcionários e do mal que pagam a estes... Faz-me confusão este tipo de pessoas que confunde as coisas: esta votação dirige-se ao público em geral, leitores, consumidores. As coisas mudaram bastante desde que a senhora em questão saiu de lá. Ela tinha alguma razão na questão da limpeza. Agora, quanto ao vencimento? Mas em que sítios é que ela faz as suas compras? A maior parte dos sítios paga o ordenado mínimo. Ou paga abaixo do que seria expectável. Depois, a realidade já nem é essa: penso que a maior parte (ganha mal, muito mal...) ainda assim ganha acima do ordenado mínimo. E a verdade é esta: quantos consumidores se preocupam com quanto ganham os funcionários das superfícies comerciais que visitam? Para quem é que esse é um factor determinante na escolha da loja onde compram os seus bens? Obviamente que eu nunca pactuaria com situações de ilegalidade, abuso, escravatura moderna. Mas estamos a falar de situações completamente diferentes: ganham pouco, é verdade, não vou ser hipócrita e negá-lo, mas não é cometida nenhuma ilegalidade nem lhes é pedido nem exigido nada do outro mundo enquanto livreiros. Claro que muito podia ser mudado, tudo podia ser melhorado e tenha eu oportunidade um dia de o fazer assim será feito. Mas não se pode confundir uma votação para consumidores com uma carta aberta para ressabiamentos ou reclamações sem sentido.

Hoje o estuque caiu e ninguém varreu o chão


Ficas na dúvida se o teu pequeno-almoço continha substâncias ilícitas quando...



... Vais a descer a Garrett e vês o Nuno do Câmara Pereira (ou era outro qualquer?) vestido de homem-aranha a entrevistar pessoas para a TVI.

Uptown

Foi entregue em casa da avó com a indicação de que esta lhe cortasse as unhas. Aparentemente é mais fácil meter a criança num cabeleireiro para lhe arranjarem as unhas...


Assim não custa nada.

19 de abril de 2013

Escarpas

Eu percebo que as pessoas queiram editar livros: várias vezes pude testemunhar quando autores, de forma incógnita ou declaradamente aberta, visitam a livraria para ver os seus livros expostos, o ar de contentamento, os gestos de sonho realizado, os mais aventurosos sorriem perante um destino que julgam cumprido. Também temos outros, proto-visitantes à procura de livros que ainda não o são, sonhar não faz mal, imaginar merdas deste género também não.
Depois, temos os que editam a todo o custo. Que pagam para ser editados. Que alimentam editoras sem escrúpulos, mestres de esquemas de piramides que fariam a D. Branca empalidecer. Estes autores, sob falsas promessas de representação digna no mercado editorial, despejam largas quantias de dinheiro para verem o seu livro nas principais livrarias. O resultado não foge, muitas vezes disto: ou o editor não chega sequer a editar o livro, ficando com o dinheiro e aproveitando o nosso célere e eficaz sistema judicial para ser ir aguentando às custas destes autores, ou então o livro é editado, agora com o print-on-demand então é uma maravilha, às mijas e sabe-se lá com que controlo, não há apoio da editora em absolutamente nada.
Tenho lidado, infelizmente, em primeira mão com estes casos. Editoras que marcam lançamentos para autores completamente desconhecidos, com edições print-on-demand, que nem sequer arranjam uma merda de um apresentador, que não têm a coragem de aparecer e apoiar o autor quando este, invariavelmente, tem de reduzir o ego a um grão de pó e abandonar a mais uma vez sala vazia, deixar o silêncio para quem fica a arrumar o espaço que não chegou sequer a ser utilizado.
E quem é que tem que ficar a ouvir os lamuriosos queixumes dos autores? Aqui o vosso amigo. Eu compreendo-os quase sempre, quando não consigo compreender finjo que o faço, estão numa situação melindrosa, por vezes incrivelmente envergonhados. Apetece-me dizer-lhes, por vezes, que deviam ter tido juízo. Um gajo que edite um livro por uma editora destas e ache que vai encher uma livraria no lançamento é equivalente a eu achar que se gravar um vídeo a cantar e metê-lo no youtube vou encher o coliseu.

18 de abril de 2013

16 de abril de 2013

Partir para ficar

A não ser que queiram gastar só 8€, nesse caso é ir ao Ritz ver Linda Martini a tocar o primeiro álbum na íntegra, e já só faltam três dias.

Fogo

Fui ler um pouco do novo livro do Gastão Cruz, Fogo, da Assírio, durante o almoço, são os melhores 10€ que podem gastar por estes dias. 

Mindless self indulgence

Estas mudanças estão a custar-me muito: ando a alternar entre momentos de oh-isto-é-maravilhoso com oh-que-caralho-onde-é-que-me-foram-meter.

I am the razor in the hands of god

Hoje em digo acho que já consigo imaginar o quão irritante devo ser para as pessoas que só conseguem ver o lado negativo das coisas, para a senhora mãe da Catarina nunca estava nada bem, nunca íamos chegar a horas, o Benfica ia sempre perder, percebo agora o chato que eu devia ser, sempre a achar que ia ficar tudo bem, no trabalho acaba por ser a mesma coisa, por vezes, não consigo não acreditar.

O drama, o horror, a tragédia

Ando com umas ideias esquisitas para escrever um livro.