11 de maio de 2013

Na busca do real visceralismo


Level up

Fui jogar futebol passado um ano e estou vivo e estou inteiro, está tudo na mesma, a cadela do S. passa por mim várias vezes no Chiado, a Bia, filha do C., está feliz, nas palavras dele, que vença a doença é o que toda a gente deseja, e o seu mais novo é um espectáculo, jogámos benfiquistas contra o resto do mundo, uma espécie de antevisão para logo à noite, fizeram as habituais piadas do Fifa e da PS3, isto para quem já há um ano que não tem uma é cruel, eu gostava de repetir em breve mas a feira do livro não quer e não deixa.

10 de maio de 2013

Pena não ajudar a escrever em português


O pior do futebol


Daqui Ides sofrer como cães? Gente idiota, que não tem clube nem cor nas camisolas, dar-vos-ei de seguida uma pequena lição: os mouros, que vós tanto odiais, é que viam no cão um animal impio. Sem mais comentários.

9 de maio de 2013

8 de maio de 2013

Progressos

Progresso é ela estar às compras comigo, no supermercado, e eu dar por ela toda contente a olhar para uma prateleira e a cantarolar "twooo minutes, toooo midniiiiiight". 

Um gajo quer não gostar dele

Mas depois o homem fala assim desta incrível personagem, e uma pessoa é fraca nestas coisas.

5 de maio de 2013

Não sou capaz

Estive a arrumar o quarto da Catarina, uma experiência de quase morte, devia ser vendida naquelas caixas de experiências nos supermercados, recomendo vivamente, a criança acumula tralha como se não houvesse amanhã, tem uma cena por sacos de plástico cheios dos mais variados items, o conceito de "caixote de lixo" é uma coisa muito vasta para ela, e havia bastante roupa ainda com etiquetas no armário, roupa essa que eu jurei a pés juntos à mãe da criança que nunca tinha ido lá para casa e que nunca tinha visto, consegui ainda tirar um saco gigante de roupa para dar mas há coisas que, por muito que não lhe sirvam, por muitos anos que tenham, não vou conseguir dar a ninguém.


Dead flowers

Fui comprar flores para a  minha mãe num estabelecimento comercial onde, dado o volume de pessoas que decidiu fazer o mesmo à última da hora, colocaram a senhora do peixe ou do talho a fazer caixa só para registar as flores, ideia maravilhosa e compreensível, não fosse a senhora estar completamente em pânico com as novas funções e estar tão à vontade com a caixa como eu num cockpit de um avião, se a coisa já estava complicada apenas para mudar o rolo dos talões ficou pior quando viu o meu cartão-refeição-maravilha-que-permite-fazer-compras-abaixo-dos-vinte-euros-no-tal-estabelecimento:
- Ai Constantina, agora é que 'tás tramada! 

Hoje deixei-a conduzir

Não só sobrevivi como fiquei bastante convencido.

Em estágio para as duas semanas decisivas


A ver se aprende de uma vez

Talvez ela aprenda, um dia, que lá por ela lhe foder mais o juízo não quer dizer que se preocupe mais do que os outros que gostam dela.

Bilheteira da FNAC

- Bom dia, é aqui que se demora meia hora para comprar a merda de um bilhete?
- Sim, sim, é aqui esteja à vontade, diga-me o que quer que eu demoro meia hora para processar isso, pense na vida, veja os livros ao longe, veja as pessoas felizes a irem comprar cenas que tu não podes, veja o desespero dos que estão mais atrás na fila e a felicidade dos que, finalmente, conseguiram comprar bilhete.

4 de maio de 2013

Hoje é o nosso dia




See you in hell

Jeff Hanneman (1964 - 2013)



Depois do Chi, dos deftones, agora o Jeff de Slayer, ano mau para duas das bandas que mais gosto. O Jeff Hanneman mostrou que era possível adicionar toneladas de qualidade técnica e precisão à velocidade das bandas de speed e thrash, era a alma dos Slayer, criou dos melhores riffs de sempre, tive a sorte de o ver ao vivo no Ozzfest, no Restelo, na tour do God Hates Us All. O vinil do Reign in Blood é para ouvir, sempre, perto do máximo. 


Deus me dê força

... Para eu não pedir à próxima pita que, quando vier comprar livros, tiver uma t-shirt de Ramones para me dizer cinco músicas deles.

3 de maio de 2013

Converge

Gostei muito do Fogo, do Gastão Cruz, o Escarpas é mais fraquinho mas ainda assim bom, vou ler mais dele, li ao mesmo tempo que a Maria Gabriela Llansol, interessante mas não me maravilhou, agora ando com o Don DeLillo atrás, um livreiro não me parava de chatear para ler o Ponto Ómega, e, cabrãozinho, tinha razão, é mesmo bom, mas isto de ler americanos deixa-me sempre com saudades do McCarthy e depois olho para a estante e vejo o Suttree e o Nas Trevas Exteriores e fico mais descansado, ainda queria ler o segundo volume dos contos do Tchekhov ou o Cossacos do Tolstoi mas depois lembro-me que estou a gostar de ler Saramago e não há fome que não dê em fartura.

Dillinger escape plan

Não vou a XX, exagerados no preço e cartaz fraquinho, mas vou comprar o bilhete para Arctic Monkeys porque eu e o Alex Turner temos assim uma espécie de secret arrangement em que indo um de nós ao pais do outro o outro vai lá vê-lo, não tenho ido a Inglaterra nos últimos tempos portanto não sei se ele cumprirá a parte dele mas vamos acreditar que sim.

Bring me the horizon

Acho que me estou a tornar perito em fixar o olhar no infinito e deixar a vida passar ao meu lado, a música toca na divisão ao lado, eu vejo o mundo na terceira pessoa, a música como banda sonora, como se eu não fizesse parte disto, o olhar preso no nada, por vezes penso em coisas insignificantes, por vezes penso no significado da vida, mas o olhar, teimoso, mantém-se à procura de um qualquer horizonte que temo bem que nunca virá.

27 de abril de 2013

Espera, espera

Também estava lá aquele gajo que andava nos jornais e revistas porque se tinha atirado feito louco dum prédio queixava de que a mãe do filho não o deixava vê-lo e tal e agora enfiou-se numa casa sem contacto com o exterior durante três meses, faz sentido.