Nada melhor do que mais um McCarthy para contrabalançar a leitura anterior.
20 de fevereiro de 2013
"Talvez esta seja uma história de monstros"
"Talvez seja possível amar uma mulher por causa de um livro, de um poema sublinhado, de um filme a preto e branco", durante a leitura deste livro senti-me sempre assaltado por uma sensação difícil de explicar: há uma sensibilidade na escrita dela que eu tenho dificuldade em compreender, por ser algo tão feminino, mas é algo que me fascina, e a morte, a morte é mais bela na mão de uma mulher, mais digna, até, tal como todas as traições que passam quase despercebidas nesta Londres a cair pelo outono dentro, "if we do meet again, we'll smile indeed", se nos encontrarmos de novo, parece que vai ter que ser.
19 de fevereiro de 2013
Era mesmo isto
Chego a casa, e, ao abrir a porta, tenho um cão louco a tentar sair ao mesmo tempo que estou a entrar. Passam-se um ou dois segundos em que fico estupefacto, de chave na mão, a olhar para a cancela caída no chão, basicamente em negação com o que estava a ver enquanto o cão corria contra as minhas permas a tentar sair. Quando fechei a porta encontrei o caos: pá e vassoura em cima do sofá (lá estão as "indirectas" do cão), boxers pela sala, lençóis do quarto revirados, meias no corredor, um resto de Milka Oreo comido, cortina da sala toda levantada, e, o momento mais bizarro, o Link levou apenas um sapato de cada par, cinco sapatos no total, espalhados pela sala, corredor e em cima da minha cama. Aguardo ansiosamente pelo dia em que chego a casa e o cão está com uma garrafa de whisky ao lado, inconsciente no sofá, com a televisão na Benficatv.
18 de fevereiro de 2013
Astro zombies
A minha irmã diz que eu tenho que apresentar a namorada à família, a outra irmã diz que devia ser uma coisa formal, a primeira irmã sugere que vamos a um club de strip que ela sempre quis ir (??), a Catarina diz que já a viu muitas vezes e a minha mãe ficou num silêncio aterrador, eu acho que ela anda há algum tempo em negação, ainda não percebi se pensa que eu tenho uma namorada imaginária ou se tem algum receio que eu não percebo.
17 de fevereiro de 2013
“It is tragic and sad and chaotic and lovely"
Terminado. Falar desta experiência de leitura é muito complicado, há momentos de puro génio, há passagens em que a leitura é quase dolorosa, há períodos em que não percebemos bem o que se está a passar. Nem nunca iremos perceber. Centenas de personagens, de vidas, múltiplos enredos que eventualmente (ou não) se tocam em algum ponto, e, no entanto, fecho o livro pela última vez com a desoladora sensação de que ficou tudo por dizer. Isto deriva da nossa obsessão pelo fim das coisas. Foster Wallace abre uma janela para um mundo, fascinante, complexo, aterrador, violento, e depois fecha-a na nossa cara e manda-nos à nossa vida. E nós, ainda assim, agradecemos.
Eu não consegui derivado a motivos
Ela consegue abrir a bracelete do relógio novo e diz "sou tão engenheira". É para isto que servem cinco anos do Técnico.
Kinda I want to
Até que ponto devemos separar o homem do cargo que exerce? Ou até que ponto nós passamos a ser aquilo que fazemos? E deveria haver uma só medida ou deveria ser algo visto caso a caso? Por exemplo: o FJV disse aquilo e ficou tudo muito chocado porque ele foi secretário de estado (e, no campo profissional, porque é editor da Quetzal). A questão é que ele não disse aquilo nem como uma coisa nem como outra. Escreveu no seu blog. Pessoal. Acredito que nas nove ou dez horas que estou na livraria sou Ricardo, o gerente, e tudo o que faço poderá ser usado contra mim em termos profissionais. Fora disso? É da minha conta. Apenas e só. Quando falo aqui, falo como Ricardo. O gerente de uma livraria não pode dizer certas merdas. Eu posso. O mesmo se aplica a outras pessoas e profissões. Mas e em cargos políticos relevantes? Aplica-se a mesma coisa? Seja como for, deixem o Viegas em paz, leave Britney alone, e amem-se uns aos outros, ah, e tomem no cu, se isso for o que mais vos aprouver.
As pessoas um dia vão perceber
Estão a ver aqueles papelinhos que saem dos POS dos estabelecimentos comerciais, daquelas máquinas novas e bonitas certificadas pelo pai, filho e espírito santo das finanças?, pronto, esses papelinhos são, quer queiram ou não, facturas, e podem ou não, conforme assim o desejem, ter os vossos dados, por isso é que sim, eu quero factura, e não, não vou dar o meu nome nem contribuinte, e sim, eu dou sempre aos meus clientes uma factura, nunca pergunto se querem uma, levam e mais nada, apenas pergunto se querem lá colocar os dados deles.
16 de fevereiro de 2013
Medo
- Esta boneca sou eu.
- Ah...
- E tem um namorado.
- Hm...
- Chama-se Gonçalo. (nome do rapaz por quem ela tinha uma paixoneta o ano passado, filho da catequista dela, o tal que tocava guitarra e bebia coca-cola...)
- Hm...
- E tem abdominais!
- ...
15 de fevereiro de 2013
Pedido maravilha do dia dos namorados
"Tem o segundo e o terceiro volume das Cinquenta Sombras de Grey? A minha mulher teve dois dias sem me falar agarrada ao livro. Assim são mais quatro!"
É tipo raio na basílica mas em versão financeira
Andava a gozar com as finanças, hoje fui alvo de uma inspecção das finanças, comprovando que, lá está, Deus e o Vítor Gaspar não dormem.
13 de fevereiro de 2013
Posso adicionar ao meu CV "inspector das finanças?"
Pimba.
Já me estou a ver a denunciar comerciantes por não me passarem fatura e a denunciar consumidores que não me pedirem fatura, podem começar doravante a tratar-me por shôr inspector, obrigado.
12 de fevereiro de 2013
Já tinha saudades
De ficar fechado sem chaves fora de casa quando vou passear o Link, desta vez foi sem o telemóvel pessoal, apenas com o do trabalho, e com a chave do carro, a minha primeira ideia, e concordam comigo que será a mais normal, foi levar o carro para a entrada das garagens, subir para o tejadilho e entrar pela janela aberta da cozinha, a parte do tejadilho foi fácil, a grade da janela, é uma janela que vai do tecto ao chão, com uma grade verde, é que não parecia muito sólida, portanto não me pareceu que fosse boa ideia apoiar todo o meu peso na grade, então o que é que eu fiz?, tentei, mas devagarinho, não resultou, desci airosamente, que é como quem diz ficando todo molhado porque o carro estava molhado da chuva que caía, e tive de engolir o orgulho e ligar à minha mãe para ligar à Catarina para pedir à Catarina que pedisse à mãe as chaves suplentes que ainda tinha para eu ir lá buscá-las, realmente já tinha saudades de ficar trancado na rua, já me aconteceu diversas vezes, sempre com items diferentes: uma vez fiquei sem chaves do carro e telemóveis, apenas eu e o cão, consegui que a Catarina entrasse pela janela da sala, da outra vez tinha apenas as chaves do carro, tinha deixado a janela do quarto só com os estores para baixo, também foi relativamente fácil, para a próxima vou tentar ficar fechado fora de casa sem chaves, telemóveis, vendado, com um fósforo e uma lata de laca para o cabelo, para tornar as coisas mais difíceis.
The one ring
Depois de ter feito a milésima piada sobre Mordor / Senhor dos Anéis:
- Pai, podias por essas piadas no teu blog, tem muito mais piada do que as coisas de seca que tu lá pões.
- É? E se eu pusesse esta conversa?
- Ainda assim tinha mais piada do que o resto.
- ...
11 de fevereiro de 2013
Tatooine
Acho piada ao facto de ela fazer-nos ficar como Leia e Darth Vader, pai e filha, para dar um toque de realismo à coisa, o raio da miúda é esperta a jogar isto, e não vai cá em subornos do tipo "Mos Eisley por um gelado", não que eu tenha tentado, é uma coisa que eu sei por ser pai dela.
Subscrever:
Mensagens (Atom)




