7 de fevereiro de 2013

You fail me

Hoje entrou uma livreira pelo meu escritório dentro a dizer que estavam lá fora uns senhores que pediam encarecidamente que fosse lá porque queriam muito sensibilizar-me, medo.

6 de fevereiro de 2013

A Catarina

Teve satisfaz bem às três disciplinas principais e excelente a expressão plástica, parece que está a recuperar o juízo.

Nunca me canso

Dos autores que vão anonimamente à procura dos seus livros, há os que o fazem por curiosidade, outros por vaidade, outros para tentar perceber porque os livros não vendem, mas os mais curiosos são os que até são relativamente conhecidos (jornalistas, por exemplo) que o fazem anonimamente, esta gente nunca ouviu falar do google, estão eles a perguntar-me pelo livro já estou eu a ver a cara deles no ecrã.

Eat your heart out


5 de fevereiro de 2013

Os meus livreiros têm demasiado tempo e imaginação



Presencialmente ainda foi pior

Eu sei que as pessoas têm dias maus, acontece com todos, afinal de contas, eu próprio, na avaliação do cliente mistério, fui considerado demasiado fechado, mas o atendimento na loja dos discos ainda consegue ser pior do que por mail, acho piada as pessoas queixarem-se de que o negócio vai mal e depois deixam os clientes com pouca ou nenhuma vontade de lá voltar, ainda por cima com clientes que querem lá deixar dinheiro.

É assim que se lida com clientes




3 de fevereiro de 2013

O Link

Anda obcecado em pegar na pá e na vassoura e vir deixá-las aos meus pés, é claramente uma mensagem pouco subliminar.

I'm so intelectual

Segundo o goodreads estou a ler as duas versões do Piada Infinita, a inglesa vai a ganhar, pelos vistos.

Exacto

Catarina

Parece-me que já teve a sua fase pirosa entre os seis e os sete, hoje a vestir-se apenas queria saber das túnicas novas que a mãe comprou e se as "jeggings" (?) ficavam bem com os all-star. 

1 de fevereiro de 2013

Qual papel?

Já sabem que adoro a CP e as suas intermináveis greves e os seus exageradamente caros passes, agora fiquei a adorá-los ainda mais: o meu passe, fruto da sua boa qualidade de fabrico, estava meio partido, que é como quem diz com o chip praticamente a saltar (Pipoca, estou contigo) e eu, fruto disso, era aquele gajo que faz sempre com que as filas para passar nas cancelas se prolonguem até ao fim da paciência das pessoas, provocando ataques de tosse e crises de pigarreação pontuadas por bufos ocasionais, eu era esse gajo por estes dias, até que me fartei e comecei a deixar toda a gente passar, fingindo-me distraído, lendo até ao fim do capítulo ou trocando a playlist no ipod, estive até para criar uma playlist chamada "enquanto esperas que as cancelas fiquem vazias", podia ter o Please Please Please dos Smiths, banda sonora mais que apropriada para a situação, a situação tornou-se de tal forma insustentável, aquilo já nem com um jeitinho lá ia, que me vi obrigado a pedir uma segunda via do passe, ora, tendo eu pago o mesmo até dia seis de fevereiro, tinha direito a que me dessem um título de transporte para esse período, e aqui começa algo que seria, num cenário ideal, ou num país normal vá, um pedido de resolução fácil e rápida, mas é, na realidade, uma proto-aventura da vida moderna: na primeira estação a que me dirijo, dizem-me que no Cais-do-Sodré fazem isso, no Cais-do-Sodre dizem que sim, mas só com o talão de pedido da segunda via, eu peço na minha estação de origem o papel, e, chegado ao Cais-do-Sodré vou lá com o papel para mostrar que ok, tudo bem, vou prencher os papéis e pedir a segunda via mas a senhora é irredutível: tenho que pagar primeiro a emissão da segunda via, e as minhas promessas de que iria entregar a mesma no dia seguinte, visto não poder perder mais tempo nesse dia e da merda do passe não funcionar e eu ter que ir para casa e ir trabalhar, não serviram de nada, então, passando por acaso em Belém, e vendo que o senhor da bilheteira estava lá abandonado e a precisar de companhia, decidi entregar logo ali o papel, quão enganado estava eu, que terna ingenuidade, "ah, não, isso é melhor ser no Cais-do-Sodré, isto aqui demora muito tempo, são dez dias, no mínimo, vá por mim, Cais-do-Sodré", sem comentários, segui o seu conselho e fui entregar no Cais-do-Sodré, mas claro que não posso entregar o papel e receber o bilhete temporário no mesmo sítio, que imaginação fértil que eu tenho para pensar que podia fazer tudo no mesmo sítio, não, claro que não, tenho de ir a um sítio entregar o papel e voltar à senhora mal encarada para pedir o tal bilhete, senhora essa que se gabava do filho ser excepcionalmente educado: não pedia um copo de água num café sem dizer por favor e obrigado, ena pá, pensei eu, esse miúdo é extraordinário, que educação, por favor alguém o torne um diplomata porque, com tamanha cordialidade, consigará certamente terminar com o conflito israelo-palestino, enfim, o importante agora é que já tenho o bilhete que me permitirá ser mais um a fazer com que a vida dos utentes flua, que é para isso que a gente cá anda.

O trabalho que de trabalho tem, às vezes, muito pouco

Disseram que havia uma pessoa para falar comigo, lá fui até à entrada, eu até tenho medo quando me chamam à sala um, desta vez não era nada dramático: uma senhora em quem eu já tinha reparado, o cabelo roxo e preto a combinar com as roupas e os piercings facilmente a distinguiam dos restantes clientes, dirigiu-se a mim num inglês com um indisfarçável sotaque nórdico: era autora de um livro, bastante premiado por sinal, e estava muito feliz de o ver na livraria, pediu-me então que a deixasse autografrar o livro para  que o cliente que o comprasse tivesse uma surpresa, "greetings and love, Lisbon 2013" escreveu ela, toda sorrisos, e fiquei a pensar que são momentos como este que dão sentido a certos dias, já ao sair, novamente em inglês, um colega a indicar que eu seria a pessoa ideal a quem dirigir tão amarga queixa, um russo, com ar endinheirado, de guia russo de viagens na mão, a dizer-me que estava lá escrito que nós éramos efectivamente aquilo que somos e nos distingue dos demais mas que, para seu espanto, não tínhamos um postal, uma brochura, um livro ou seja o que for que mencione esse facto, não temos nada que conte a nossa história, eu apenas pude concordar, explicar-lhe que é uma batalha há muito travada, sem qualquer sucesso, "you break my heart", disse ele, assim mesmo "you break my heart", isto dos livros é uma doença do coração.

Obviamente que não o cumprimentei

O Poeta-pintor entra pela livraria dentro, estica a mão para me cumprimentar e exclama, para espanto de todos, "está um briol do caraças, tenho os mamilos todos doridos!", enquanto recua a mão com que me ia cumprimentar e mete a mão dentro da camisa, tocando no peito.

29 de janeiro de 2013

Don't sit down 'cause I've moved your chair

Pois. Agora vão chorar para o facebook, entre dois filmes vistos no wareztuga, a queixarem-se de que estão a enterrar a cultura ou que esta está a desabar.

Porque é que anda tudo a pôr links para textos do Peixoto hoje no FB?

Parece que o homem morreu ou qualquer coisa, parece que descobriram o fogo.

28 de janeiro de 2013

Não sei se isto é ou não preocupante


Medo.

Vou ser um sogro bonito

- Pai, há um rapaz que gosta de mim..
(tentando controlar o carro para não ter um acidente, tentando falar numa voz calma) - Ai sim?
- Sim...
- Então e... Quem é este... "rapaz"?
- É o João.
- Muito vago. João quê? Ele tem facebook?
- Facebook? Não, acho eu, porquê?
- Por nada, por nada...
- Ele é do outro quarto ano.
- Hm... E tu gostas dele?
- Não sei... Sim, acho eu.
- Não sei se podes gostar dele.
- Porquê pai?! A **** também gosta de ti! 
- E só Deus sabe as chatices que lhe dou.

Não deve ter sido bem isso que ele disse

- Catarina, eu já não te pedi mil vezes para avisares quando chegares ao Porto, ou chegares do Porto?
- Sim...
- Então? Eu pedi a ti e à tua mãe...
- A mãe teve um acidente.
- Acidente?! De carro?
- Não.
- Então?!
- O namorado da mãe pegou-a ao colo e deixou a cair e ela foi para o hospital.
- !! Então e ela está bem?!
- Sim, está óptima, o médico diz que ela está bem mas se tiver uns sintomas morre.
- ...

Gente de Cascais, meus conterrâneos...


Ouça, c'órror!