Necrophiliac, pois, diz que sim. Embora haja negações e acusações de ser mentiroso por sugerir tal coisa à pessoa que não admite mais do que um toque de ombro no seu sono.
30 de abril de 2012
As saudades do bicho
O ar extasiado do animal a olhar para a pequena dona... Não se viam há duas semanas. Foi um reencontro emocionante. Houve correrias e saltos para cima um do outro, e felicidade, muita felicidade.
That awkward moment #5
... Em que tu por mais que tentes decorar algo denominado "orientação vocacional" acabas sempre por dizer coisas do calibre de "vocação operacional", "ocupação profissional", "profissão vocacional" ou "vocação orientacional".
That awkward moment #4
... Em que te dizem que tu davas um bom escritor tipo Nicholas Sparks Pedro Paixão e coisas que tais.
E, vindo de quem vem, até aceitas isso como um elogio.
29 de abril de 2012
Proud
Foi um dia complicado. Falhou a electricidade duas vezes. As músicas do espaço começam a tornar-se insuportáveis. O aquece / arrefece / chove / não chove começa a cansar.
Há pessoas que, claramente, e não querendo ofender ninguém, não merecem o ar que respiram. Há pessoas cuja simpatia transborda em olhares, sorrisos e agradecimentos quando fazemos apenas e só o nosso trabalho. Sem grandes adornos ou toques de classe.
Hoje, apesar da tentação, eu prometi e cumpri a difícil tarefa de sair da feira do livro sem um único livro comprado.
28 de abril de 2012
Nomes pronunciados em vão
Aquele abraço silencioso e amigo às dezenas de pessoas que compraram o 2666 hoje.
27 de abril de 2012
Slide to unlock
Chego a casa depois de passear o cão, ontem à noite, e recebo uma mensagem no telefone. Quando penso que sei perfeitamente quem é o remetente e olho para o telefone com a naturalidade de quem sabe o que aí vem, qual não é o meu espanto quando vejo que a mensagem vem do director de operações da minha empresa. Assustado, abro imediatamente a mensagem. E o que é que estava escrito? "Não estou doente, a sms veio enganada ;)".
Vou à caixa de saída do telefone, e vejo, maravilhado, que consegui reencaminhar a última sms que tinha recebido (com o telefone no bolso, atenção) para doze dos meus contactos, entre eles o tal director de operações, uma responsável de comunicação de uma conhecida editora, o director regional da empresa de segurança e um antigo gerente meu.
Ricardo, a conseguir embaraçar-se através de todo e qualquer meio de comunicação desde 1980.
Vou à caixa de saída do telefone, e vejo, maravilhado, que consegui reencaminhar a última sms que tinha recebido (com o telefone no bolso, atenção) para doze dos meus contactos, entre eles o tal director de operações, uma responsável de comunicação de uma conhecida editora, o director regional da empresa de segurança e um antigo gerente meu.
Ricardo, a conseguir embaraçar-se através de todo e qualquer meio de comunicação desde 1980.
26 de abril de 2012
Ctrl + Alt + Del
Sabes que ainda és imaturo quando, ao estares presente num evento com uma escritora italiana, no instituto italiano de cultura, esperas que ela responda "Ho fatto l'amore con Control" a pelo menos uma das perguntas que são feitas.
A crise no mercado livreiro
Primeira frase que ouço ao entrar na livraria hoje:
"Chefe, a minha mãe viu-te a falar na RTP. Diz que gostou do que tu disseste e que falaste bem, mas o mais preocupante é que teceu considerações quanto ao teu aspecto pá, e isso é no mínimo estranho".
Escrito no ar
É ainda congelado pelo primeiro dia de feira que aqui escrevo. Demasiada chuva, pouca gente, uma noite desoladora. Espero que quando voltar o tempo esteja mais agradável.
O resto estava como sempre está: umas pessoas mais chatas que outras, livros bons em (quase) tudo o que é sítio e gente conhecida ao virar de cada esquina. Ah, esqueci-me propositadamente da música. "Ai se eu te pego"? A sério? "Sex on the beach"? Oi? "não sou mecânico mas quero ver o teu capot, tira o vestido"? Apropriadíssimo.
Para a próxima vamos é tentar trabalhar mais e comprar menos, faz favor. O saldo da conta agradece.
24 de abril de 2012
A corda do elefante sem corda
O momento da noite chega quando, depois de jantar com a filha, ficamos a ver a segunda parte do Barça - Chelsea, e ela consegue comentar uma jogada de ataque do Barça, dizendo o nome de TODOS os jogadores por quem a bola passa (Tello e Cuenca inclusive, e nem eu sei quem eles são), antes do comentador da Sporttv.
Os detectives selvagens
Amanhã começa mais um périplo aqui do vosso caro na Feira do Livro de Lisboa, nos seus tempos livres. Um gajo trabalha com livros a semana toda e o que é que faz nas folgas e nos feriados? Vai para a Feira do Livro, pois claro. Livros, ar livre, autores, amigos, velhos conhecidos, editores, vendedores, entrevistas, mais livros, descontos, algum cansaço, mas sempre, sempre um enorme prazer em lá estar.
E poder trabalhar sem ser o responsável da coisa, parecendo que não, parece quase que estou de férias. Isso e ir de t-shirt e de All-star.
Já amanhã, algures por lá.
23 de abril de 2012
Dia Mundial do Livro
Hoje é o nosso dia. Leiam. Muito, e sempre. Leiam livros, não leiam aqueles pedaços de papel com tinta que alguém decidiu chamar de livro por uma questão de formato. Vão a livrarias. Não a lojas que vendam livros. Falem com os livreiros. Eles gostam. Mesmo que por vezes estejam cansados, chateados e sem paciência. Têm sempre, sempre, tempo para um leitor. Para "clientes" é que às vezes não.
É uma questão de amor, isto dos livros.
22 de abril de 2012
Respectiva
Sendo que não é possível prolongar determinados momentos, gostava muito de os repetir. Uma, e outra, e outra vez. E estes últimos cinco dias são um desses momentos, que conteve nele tudo de mim. Afinal existe vida, em mim. Todos os passeios. Os jantares em nenhum dos sítios em que tinha planeado. As viagens de carro nocturnas, rumo a lugares inesperados. Os sítios que fizeram de mim quem sou. Lojas com grades a meia altura. Manchas de vinho nos lençóis. Livros oferecidos. Coisas que não são preciso dizer, sentem-se. Coisas que não são preciso prometer, fazem-se. Sotaques soprados no vento, até ao coração. Fora do mercado, fora de tudo. Sono, o que é isso? Quebra de hábitos nocturnos. Pequenos-almoços na cama. Podia dizer que ficam as saudades, mas isso seria ridículo, fica mais, muito mais, ficam momentos e sentimentos muito mais importantes do que as saudades.
Por ti, risquei de vez a palavra "adeus". De vez.
Agora sim, até já.
Até já.
21 de abril de 2012
Sábado, no Chiado
Sol, bom tempo, o indiano dos cães a cuspir num turista alemão enquanto lhe chama nazi, por este lhe ter tirado uma foto sem autorização ("fucking nazi comes to Portugal thinking he's a big shot, fuck you nazi), uma mulher que desce a rua a fugir de outra, a jurar por tudo que não conhece ("não te conheço, deslarga-me!") para depois subirem a rua de mão dada, uma delas a cantar ("you've got a frieeeeend"), Santini, vinis na Louie Louie, livreiros atrasados que não faziam ideia que o chefe ia trabalhar este sábado, é isto, um dia normal, por estas bandas.
E eu, aqui, com metade de mim noutro lado.
17 de abril de 2012
Estações de comboio semi-vazias
Parece que é assim, o estranho ofício de sentir: amanhã perco a noção de tempo e perco-me na vã certeza de que ganhei um sentido.
E um sentimento.
Até já.
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