5 de março de 2012

Underwater bimbos from outerspace

Este vai ser o primeiro fim-de-semana do ano sem a Catarina. Sugestões?
(convites "daqueles" só por e-mail, que isto é um blog familiar, se faz favor).

Ex Lives

Os melhores 32 minutos dos meus últimos tempos.


4 de março de 2012

Está quase!

É já amanhã que a pequena criatura faz nove anos. Foi deitar-se para o dia de amanhã chegar mais cedo. Assim, quando acordar, tem isto à espera dela no sofá:


Um peluche do Angry Birds, o vinil de PAUS e a coqueluche, uma Nintendo 3DS. É uma sortuda, mas merece. 

Uma bonita experiência

15:19 - Chego à escola da Catarina, para a reunião de pais para a preparação da primeira comunhão. A Catarina vai brincar com as amigas. Sortuda.
15:20 - Estou ansioso que me perguntem pela mãe da Catarina. Adoro o ar de embaraço das pessoas quando eu digo que ela está grávida e não vem, elas dão-me os parabéns e eu digo "não, não é meu". Impagável.
15:22 - Sou o único homem na reunião, até agora. Algumas mulheres olham de lado para mim e cochicham. 
15:23 - Sou abordado por uma irmã, para assinar uma folha de presença. Escapo a um sermão, pode ser que me safe.
15:24 - Lembro-me bem dos meus tempos de catequese nesta escola. Aliás, nesta mesma sala, naquele palco, apresentei, com microfone e tudo, uma festa de fim de ano da catequese. Não me lembro de nada da festa. A minha mente é capaz de a ter apagado por ser uma recordação demasiado dolorosa.
15:26 - Chegam homens à reunião, devidamente acompanhados das esposas. Sou o único homem sozinho naquele sítio.
15:27 - Algumas mães de colegas da Catarina, que conheço há seis anos, sorriem para mim. Eu estou mais preocupado com a mãe da Carminho, que, no meio da santíssima trindade das mães jeitosas, vai olhando de vez em quando. São quarenta e dois anos (não pode...) de puro deleite. E tem um carro igual ao meu carro antigo. Só pontos a favor.
15:30 - Algumas mães sorriem para mim. Nunca as vi na minha vida. O pullover verde faz mesmo efeito.
15:32 - Vai começar: uma irmã vai mudar o CD que está a tocar como música ambiente. Pode ser que seja Black Keys. Ah, não é.
15:33 - Reparo que uma das irmãs está toda de verde: consigo perceber o encanto da coisa.
15:35 - O Padre começa a falar. 
15:37 - Uma mãe, completamente sozinha, ainda não percebeu que o gesto de estar constantemente a puxar a saia para tapar a perna cruzada chama muito mais a atenção do que deixar o joelho e um pouco da coxa à mostra. Ou talvez tenha percebido. 
16:01 - O Padre termina de falar. A saída está iminente, não doeu nada.
16:02 - Vai falar a irmã de verde. Estou tramado.
16:04 - A irmã insiste em dizer a frase "mas eu não tenho ninguém que me venha tocar", por causa de não ter hipótese de trocar o dia da missa de preparação para um dia de semana, por não ter ninguém que toque órgão. Medo.
16:15 - Ok, estamos na parte das perguntas: não pode demorar muito.
16:17 - Facilmente percebo que há diversas facções entre as mães: as tradicionais, as modernas, as libertinas e as que se tiverem que ficar mais cinco minutos ali dão em doidas.
16:28 - Primeiro momento de histerismo: uma mãe, revoltadíssima, implora à irmã que não deixe os pais confessar-se no dia das confissões de crianças, "senão depois os pais ficam lá uma hora e meia, como já aconteceu o ano passado, e é uma vergonha!". A reacção da plateia divide-se em risos e em exclamações de horror. 
16:29 - O pai que está ao meu lado está no facebook, no iPhone. Esperto.
16:40 - Surge o grande debate sobre as fotografias e o preço das mesmas. No meio do histerismo, ouve-se coisas como "estas mesquinhas" e "já se calavam, porra".
16:46 - A pergunta "as crianças têm mesmo que ir de branco?" lança o auditório num novo momento de histerismo, com, mais uma vez, as mães que se querem a ir embora a liderarem o coro de protestos. São as minhas preferidas.
17:00 - Termina a reunião, mais de uma hora e meia depois.
17:01 - Somos apanhados pela directora pedagógica. Levo um sermão por causa do telemóvel dela e por causa da mãe não ter vindo.
17:02 -  A Catarina vem ter comigo com a mão esfolada, a dizer que mais valia ter ficado comigo do que esfolar as mãos. Eu sugiro que da próxima vez eu esfolo as mãos, os joelhos e a cara, e ela fica na reunião. Ela não percebe. 



Hoje deu-me para isto

Admitam lá, apanhei-vos.

3 de março de 2012

Primeira comunhão

Devido a ter ido hoje à reunião de preparação da primeira comunhão da minha filha (mais sobre isso noutro post...), e ter deixado o carro a dez metros da casa onde vivi treze anos, no centro de Cascais, voltei a sentir aquela nostalgia esmagadora de voltar ao local de origem, ao sítio onde passei a infância. 
No dia antes da minha primeira comunhão, estava nas típicas brincadeiras de puto da altura. Neste caso, a brincadeira consistia no seguinte: saltar de uma poltrona abandonada, cheia de pulgas, para um pneu preso numa corda pendurada numa árvore que iria cair a qualquer momento. Estava tudo a correr bem até um amigo meu desviar o pneu na precisa altura em que eu me lançava heroicamente na direcção deste. Conclusão: falhei o pneu e aterrei de cara numa pedra enorme o que resultou na linda figura que podem ver abaixo:

A mão no bolso denuncia logo que sou eu

Reparem nas feridas no queixo, lábio inchado, dificuldade em sorrir. Foi a desgraça para a família. Fiz a primeira comunhão, mas não levei uma vida seguindo o exemplo de nosso senhor Jesus, o Cristo. Acho que se nota.

Pronto, eu admito...


... É um grande álbum sim. Obrigado pela insistência.

Esta miúda não existe

Estava eu a terminar de almoçar, em casa da minha mãe, enquanto a minha filha brincava sozinha, no quarto. E, de vez em quando, lá gritava coisas para eu lhe responder. Coisas do tipo "a tua equipa está a perder!" ou "o Nolito foi expulso!", até que ela diz:
Ela - Pai! Agradece ao Jorge! A tua equipa está a perder por causa dele!
Eu - Obrigado Jorge!
Ela - (longo silêncio) PAI!! IRONICAMENTE!!
Eu - (longo silêncio) Obrigado... Jorge!
Ela - Obrigado pai! 
E continua a brincar

Plano de festas para o fim-de-semana

Hoje temos uma reunião para pais e crianças na escola da cria, por causa da primeira comunhão. Vou só eu e a cria, a mãe não está obviamente em condições. Aguarda-me um sermão.
Amanhã, temos missa (que entusiasmo, temo levar com umas gotas de água de benta e começar a derreter numa nuvem de fumo) e depois reunião de pais e padrinhos também por causa do baptismo. Vou só eu, a cria e a madrinha. O padrinho não está em Portugal, e a mãe vocês já sabem. Aguarda-me o segundo sermão. 
Ah, as maravilhas da paternidade!

Hoje é dia de escrever e apagar posts

Vou ter de arranjar outro blog para escrever e dizer coisas inenarráveis, uma espécie de saco sem fundo para onde verter aquela parte mais negra da alma, aquela que escondemos de nós próprios. Sinto-me traído. Sem razão, claro, mas, ainda assim... A amizade tem destas merdas.

2 de março de 2012

Ah! Mama!

"mimimimimimimi a menina não estuda com o pai"


Bom a Português, Bom - a Matemática e Muito Bom a Estudo do Meio. Só para saberem quem é que manda aqui.




1 de março de 2012

This is an anthem

Hoje foi um daqueles em que posso dizer que estive vivo. Não que tenha feito ou presenciado nada de miraculoso, mas, todos os sentimentos que senti, da forma que os senti (da única que forma que eu sei, acho eu), fizeram-me crer que hoje, especialmente hoje, não andei apenas por aí: hoje estive vivo. No bom, no mau, estive vivo.
Desde o temor irracional e avassalador relacionado com a Catarina, à conversa despreocupada com a mãe dela da parte da manhã, a afogar-me num mar de risos, a conhecer pessoas novas, a deixar a vergonha impedir que pudesse conhecer mais pessoas novas, ao Baudelaire abençoado pelo (ainda resistente) sol no largo do S. Carlos,  a alegrar-me com a chuva, a desiludir-me com a chuva, a perdoar (mesmo alguém que não mereça...), a ter a Catarina nos meus braços e a dormir em minha casa em cinco dos últimos sete dias, tudo isto contribuiu para que este dia soubesse a muitos. Mas, ainda assim, é sempre, sempre pouco.
Estar com a Catarina... Devia ser sempre assim, como já foi: todos os dias. Dar-lhe um sermão porque tirou o cinto no meio da A5, festejar com ela a conquista de uma fita nas artes marciais, desligar a música e ela dizer "SO FUCKING SING" no silêncio do estacionamento do Pingo Doce (e eu a ter de lhe explicar que isso não se diz), a ela tentar explicar-me o que são "créditos" e "mão de espada" no Tenchi (para depois dizer-me que não estou preparado para aprender, a pirralha). e ela terminar o dia com a frase, numa das nossas habituais conversas em que tenho de me concentrar para não me rir com as coisas que ela diz. "cada um sabe de si e Deus sabe de todos". 

Tu e as tuas piadinhas

Um conselho de amigo: não dizer à ex-mulher que, com a quantidade de pragas que lhe roguei, te admiras que as coisas estejam a correr tão bem para ela. Especialmente quando ela é internada umas horas mais tarde no hospital.
O que vale é que ela conhece o meu sentido de humor.

29 de fevereiro de 2012

D is for dangerous

Acabei de ler o Anna Karenina. E é nestes momentos que eu dou graças a Deus de não ter privado com os grandes russos, no século XIX: fosse eu amigo do Tolstoi, e garanto-vos que não descansava enquanto a frase final do romance não fosse "E assim, mais uma vez, as mulheres lixaram isto tudo." Vejam o "Águas de Primavera", do Turguénev, ou o "Duelo", do Tchekhov. Lá andavam os rapazitos, bem formados e com futuro, metidos na sua vida, até que chegam as mulheres e é o fim do mundo.
Dito isto, se ainda houver mulheres a ler, eu apaixonava-me mais rapidamente pela Kitti ou pela Dolli, do que pela Anna. Já nenhuma delas se apaixonava por mim. 

Well and the lighthouse

Parece que a mãe da Catarina está no hospital, parece que está perto de desovar. Ainda é cedo, não consigo evitar a preocupação. A Catarina veio cá para casa, já dorme. Naquela idade é tudo mais fácil.

28 de fevereiro de 2012

Era isto


Que viessem mais cinco horas de viagem e três a comer pó, podia ser perfeitamente no SBSR. Mas se for no Alive ninguém se chateia.

27 de fevereiro de 2012

Nem sei que título dar a isto

Hoje foi o dia em que perdi a paciência, e só o facto de estar num lançamento no Instituto Cervantes impediu que eu desligasse a chamada e ligasse imediatamente para a avó da Catarina. E ia ser o fim do mundo.
A Catarina "esqueceu-se" de me avisar que tinha teste hoje. Eu, como confio nela (e aqui aprendemos uma grande lição...), não fui ver o caderno dela. Fiquei a saber do teste através de uma sms da mãe, a meio da tarde de ontem. Estudámos pouco, o possível. 
Claro que eu devia ter visto a mochila dela. E a mãe podia ter-me avisado. Todos cometemos erros aqui. E a Catarina escolheu a semana imediatamente antes dos anos para uma brincadeira destas (ah, e não me avisou que tinha catequese no Sábado, por causa da primeira comunhão...). 
A Catarina, que é menina para ter óptimas notas (Bons e Muito Bons sempre), diz que errou todos os problemas hoje. A avó está escandalizada e então toca de ter conversas daquelas maravilhosas com a mãe da Catarina, do tipo que somos maus pais, que (e aqui é que me dá vontade de partir para agressão) nunca devia deixar que a Catarina passe os fins-de-semana todos comigo (alguém me segure), que está a pensar em vir buscar a Catarina 1 hora ao sábado e ao domingo para estudar com ela (ela que sequer me mencione isso). Mas está tudo louco? Quando ela era minha sogra, enfim, um gajo tinha que aturar. Mas, agora? Tenham paciência, mas na minha vida e da minha filha mando eu e a mãe dela. Não a avó. 
Não fosse a boa relação (e preocupação comum com o bem da Catarina) que tenho com a mãe da Catarina, e hoje tinha sido o fim da lua-de-mel do divórcio. Ainda não foi hoje. E quer me parecer que há pessoas a quem esta boa relação incomoda. Mentes pequenas fruto de vivências frustradas.
Não sou o melhor pai do mundo. Mas ando lá perto. E isso, minhas caras, ninguém me tira. Nunca. 

26 de fevereiro de 2012

That akward moment...

... em que a tua filha mete o Angry Birds no teu Facebook e bate os recordes dos teus amigos.




Solipsista dos cinco costados

A probabilidade de encontrar vizinhas e amigas de vizinhas extremamente interessantes quando vou passear o Link é inversamente proporcional ao nível da indumentária que escolhi para o momento.

25 de fevereiro de 2012

Este é o tipo de igreja que precisamos cá

"Idosas ingerem hóstias alucinogénicas e agridem padre"

Maravilhoso.

(isto não tem nada a ver com o facto de o SLB ter empatado e eu estar em negação)