28 de fevereiro de 2012

Era isto


Que viessem mais cinco horas de viagem e três a comer pó, podia ser perfeitamente no SBSR. Mas se for no Alive ninguém se chateia.

27 de fevereiro de 2012

Nem sei que título dar a isto

Hoje foi o dia em que perdi a paciência, e só o facto de estar num lançamento no Instituto Cervantes impediu que eu desligasse a chamada e ligasse imediatamente para a avó da Catarina. E ia ser o fim do mundo.
A Catarina "esqueceu-se" de me avisar que tinha teste hoje. Eu, como confio nela (e aqui aprendemos uma grande lição...), não fui ver o caderno dela. Fiquei a saber do teste através de uma sms da mãe, a meio da tarde de ontem. Estudámos pouco, o possível. 
Claro que eu devia ter visto a mochila dela. E a mãe podia ter-me avisado. Todos cometemos erros aqui. E a Catarina escolheu a semana imediatamente antes dos anos para uma brincadeira destas (ah, e não me avisou que tinha catequese no Sábado, por causa da primeira comunhão...). 
A Catarina, que é menina para ter óptimas notas (Bons e Muito Bons sempre), diz que errou todos os problemas hoje. A avó está escandalizada e então toca de ter conversas daquelas maravilhosas com a mãe da Catarina, do tipo que somos maus pais, que (e aqui é que me dá vontade de partir para agressão) nunca devia deixar que a Catarina passe os fins-de-semana todos comigo (alguém me segure), que está a pensar em vir buscar a Catarina 1 hora ao sábado e ao domingo para estudar com ela (ela que sequer me mencione isso). Mas está tudo louco? Quando ela era minha sogra, enfim, um gajo tinha que aturar. Mas, agora? Tenham paciência, mas na minha vida e da minha filha mando eu e a mãe dela. Não a avó. 
Não fosse a boa relação (e preocupação comum com o bem da Catarina) que tenho com a mãe da Catarina, e hoje tinha sido o fim da lua-de-mel do divórcio. Ainda não foi hoje. E quer me parecer que há pessoas a quem esta boa relação incomoda. Mentes pequenas fruto de vivências frustradas.
Não sou o melhor pai do mundo. Mas ando lá perto. E isso, minhas caras, ninguém me tira. Nunca. 

26 de fevereiro de 2012

That akward moment...

... em que a tua filha mete o Angry Birds no teu Facebook e bate os recordes dos teus amigos.




Solipsista dos cinco costados

A probabilidade de encontrar vizinhas e amigas de vizinhas extremamente interessantes quando vou passear o Link é inversamente proporcional ao nível da indumentária que escolhi para o momento.

25 de fevereiro de 2012

Este é o tipo de igreja que precisamos cá

"Idosas ingerem hóstias alucinogénicas e agridem padre"

Maravilhoso.

(isto não tem nada a ver com o facto de o SLB ter empatado e eu estar em negação)

In waves

Entre as peças de roupa que a mãe da Catarina enviou para ela usar no fim-de-semana vinha isto:


É caso para temer que ela se torne numa fashion blogger?

24 de fevereiro de 2012

From Autumn To Ashes

Acho que percebi finalmente porque raio (ainda) tenho um blog. 

23 de fevereiro de 2012

22 de fevereiro de 2012

Não disse nada, porque nada havia para dizer

O blogger devia detectar que nós escrevemos e apagámos um post mais do que duas vezes e bloquear o acesso da conta durante vinte e quatro horas para não sair merda. 
Posto isto, sinto que sou uma pergunta que nunca terá resposta. E é tudo, por hoje.

21 de fevereiro de 2012

Quando a nossa cara se gastar

Conversa filosófica com o gajo da portagem:
Ele: Bom dia.
Eu: Bom dia.
Ele (ao receber o cartão multibanco): Ei, Sonic Youth?
Eu: Sim.
Ele: Ya...
Eu: Ya... 
Ele(entrega me o cartão): Obrigado... Sonic Youth, Sonic Youth...
Eu: Pois. Obrigado.
Se me concentrar acho que consigo encontrar o sentido da vida nesta conversa.

Elevador

Considero-me uma pessoa capaz. Em vários campos. Tenho é uma capacidade incrível de ter boas ideias, geralmente nas piores alturas e sítios. 
Hoje saí mais cedo do trabalho e aproveitei para levar o Link ao parque, na vã tentativa de encontrar aquilo vazio o suficiente para o poder soltar. Porque não ir passeá-lo com calças e ténis novos? Para quê mudar para algo mais confortável? Não. Vamos assim.
Quando lá cheguei, para meu espanto, o parque estava praticamente deserto. Soltei o Link e lá corremos um bocadinho. Claro que ele rapidamente ganha vontade própria e mete-se em caminhos (já vi um ouriço-caixeiro num desses caminhos) onde eu não ouso entrar, portanto fiquei a observá-lo de longe. 
Entretanto, chegamos a um sítio (uma espécie de anfiteatro natural) onde há uns bancos de pedra. 
Pensei: "é isto mesmo, vamos saltar os dois este banco de pedra". Um ideia que qualquer pessoa normal teria. Peguei nele, direccionei para o banco, expliquei-lhe mais ou menos a táctica (já percebo o que o Jesus sentiu ontem quando estava a dar as  instruções ao Witsel antes dele entrar) e lá fomos nós. Acontece que o Link não deve ter achado boa ideia a cena do salto, então à última da hora desvia-se para evitar o banco, e bate-me nas pernas quando eu já ia a saltar. 
Resultado: ele desequilibrou-me, eu falhei o salto, e rebolei uns metros pelo anfiteatro natural abaixo. Telemóvel e chaves de casa para um lado, chaves do carro e ego para o outro. 
Primeiro pensamento: "vou-me sentar e fingir que foi uma cena propositada". Rapidamente cheguei à conclusão que era impossível, tal o aparato da coisa. Depois olhei em volta, não havia mesmo ninguém, existe a pequena hipótese de não ter sido visto por ninguém. Menos mal. Claro que também há a probabilidade de alguém estar a escrever num blog, a esta hora: "ahaha, vi um ótário mandar um tralho brutal com o cão".
Lá fui para casa, com as calças novas todas verdes do lado direito, com a firme certeza de que seria hoje que me iria cruzar com uma vizinha daquelas de perder a cabeça.
E o cão feliz da vida, a subir a rua, este pequeno Bruno Alves de quatro patas, como se não fosse nada com ele. 

20 de fevereiro de 2012

Setting fire to sleeping giants

Quando se pega num livro e se lê na contracapa que o melhor mês de vida, segundo o próprio, foi o mês passado em coma num hospital, um gajo tem que ler forçosamente mais qualquer coisa. Vitorino Nunes, conhecido como o "Dillinger português", deixou uma espécie de manual para os mestres na arte do crime, que é transcrito na parte final do livro que conta a sua história. Ficam aqui algumas das tácticas que um criminoso tem que dominar para ter sucesso na sua profissão:
- fazer uma tinta para escrita invisível em que só se consegue ler com o papel escrito debaixo de água.
- como esconder uma serra e outras pequenas coisas num boné.
- usar uma bisnaga para fins criminosos.
- usar um papagaio para passar cartas da prisão para o exterior.
- colocar agulhas no vestuário para ferir a polícia quando o prende.
- o que fazer para entreter as pessoas enquanto as rouba.
- como manter relações sexuais com uma prostituta sem lhe pagar e ainda receber dinheiro.
- a melhor maneira de matar aqueles que têm guarda-costas é matar alguém que lhe seja querido e matá-lo a ele quando for ao enterro do amigo. 
Este homem se fosse do tempo da internet tinha dominado o mundo. 


19 de fevereiro de 2012

É tipo ácido nos olhos, mas pior #2


São só dois furos


Fui passear com a Catarina (ela estava desejosa de se passear com o seu fato de Carnaval). Estivemos a passear em Carcavelos, mas, como quase não se via ninguém mascarado, ela quis ir comer um gelado a outro lado. 
Chegámos a um pequeno centro comercial. Ao passarmos em frente de uma joalharia ela diz: "Pai, quero furar as orelhas!". Eu fiquei logo desconfiado, mas decidi deixar andar. Lá andou a ver brincos, a travar relações com a senhora da loja (que, em conversa, ficou a saber que fazia anos no mesmo dia que a mãe da Catarina. "Deve ser boa pessoa!", disse a senhora, ingenuamente. "É, é", respondi eu). 
A Catarina estava nervosíssima. Pediu para ver a máquina. Pediu para vê-la funcionar. Viu os brincos umas cinco vezes. Quando finalmente se decidiu, ria-se nervosamente. Quando a senhora se aproxima dela, ela tapa as orelhas com as duas mãos. Começa a rir ainda mais e a dizer "não, ai, ai, ai, não". A funcionária fá-la reparar, e bem, que há mais pessoas na loja e que é uma vergonha. O que ajudou bastante: ela começa a gritar "Vão-se embora! Vão-se embora!", enquanto indicava a saída da loja.
Por esta altura eu estava quase escondido atrás de um expositor, a pensar que isto só podia acontecer comigo.  Finalmente ela chamou por mim, pediu a minha mão, e deixou a senhora furar-lhe os ouvidos. Claro que eu não fui capaz de olhar, fingi que estava a mandar uma mensagem no telefone.
Ora bem, a partir daqui foi a loucura: primeiro soltou um guincho, depois começou a rir-se histericamente, a dizer "dói!" enquanto se ria. Levantou-se para ir ao espelho enquanto reclamava mais, sempre sem parar de rir, para incredulidade da funcionária. Até que chega ao espelho, vê a orelha, pára de rir e diz, muito séria:
- Não doeu nada. Outro.
E assim foi, furou a outra orelha, com o mesmo circo e o mesmo final. Porque é que estas coisas acontecem comigo? Eu tenho a certeza absoluta que a primeira vez que ela tiver o período vai estar comigo. 
Já a caminho de casa, vinha toda contente:
- Com as orelhas furadas sinto-me capaz de tudo!
E depois lembrou-se:
- Eu não disse nada à mãe! Se ela não gostar tira-me os brincos à pancada.
Claro que depois mandou uma mensagem à mãe, a contar o sucedido. A melhor parte foi ela dizer à mãe, quando questionada se não devia ter pedido autorização à mãe, que o pai disse que não era preciso pedir nada. Linda menina.

Rói-te de inveja, Jane Austen

O Preconceito ficou no século XIX. 

18 de fevereiro de 2012

É tipo ácido nos olhos, mas pior


Secret door

E assim se passa uma tarde. Gelados, praia (a sério, pessoal com toalhas e de fato de banho?), compras e o álbum de uma vida.
Conversa da Catarina, enquanto esperávamos pelo gelado:
Ela - Pai, uma menina do quarto ano foi mascarada de enfermeira.
Eu - Foi?
Ela - Sim. De enfermeira sexy.
Eu - ...
O que é para uma criança de 8 anos uma enfermeira sexy? Medo.

17 de fevereiro de 2012

A ganhar juízo

Quando a (leve e luminosa) convidada principal de um evento em que tu és o anfitrião parece perdida à procura de algo, agitando-se em bicos de pés tentando chamar a atenção de um funcionário que se encontrava atrás de um pequeno mar de gente, obrigatoriamente tens de lá ir ver o que se passa. E eu fui.
Eu - Precisa de alguma coisa? 
Ela - Sim... Por acaso não têm uma casa-de-banho aqui?
Eu - Sinceramente... Até temos, mas está a aguardar obras. Por norma não deixamos os visitantes usá-la.
Ela - Eu não sou muito criteriosa em relação a casas-de-banho!
Eu  - (em pensamento: não perguntes "e em relação a homens?", não perguntes "e em relação a homens?", não perguntes "e em relação a homens?", não perguntes "e em relação a homens?", não perguntes "e em relação a homens?") Então veja lá, pode ser que lhe agrade. 
E aparentemente agradou. A casa-de-banho. 

Como conquistar a filha numa frase

Mal se abre a porta da casa da avó e ela vem a correr para os meus braços, a frase "Princesa, quem é que vai trabalhar com o pai na segunda-feira?" é o suficiente para a fazer parar, dobrar deliciosamente o sorriso, e vir a correr ainda mais depressa para cima de mim. Tenho o fim-de-semana ganho.

Nostradamus

A caminho da estação, eu, que ainda não percebi se gosto de rituais ou não, cruzo-me diariamente no trânsito, paragens de autocarro, etc, com as mesmas pessoas. E ali na zona da Quinta do Marquês como quem vai para Nova Oeiras é normal deparar-me com uma jovem que vem no sentido contrário ao meu, a pé. Ontem lá vinha ela completamente preparada para o frio. Cachecol, luvas, gorro. Isto, claro, não descurando o facto de ir com o casaco aberto e um destemido decote em toda a sua glória. Pensei em abrir a janela e gritar: "tapa-te moça, que vais constipar as tuas amigas." Mas estava realmente muito frio e o meu veículo estava numa temperatura deveras agradável, não ia ser uma qualquer leviana que ia provocar alterações de temperatura no meu carro. Ou em mim. Adiante. De qualquer forma, pensei: "hás-de adoecer que é para não achares que és a Claudisabel de Sassoeiros". 
Hoje, quando-me cruzo com ela, lá ia ela toda agasalhada. Mas de pacote de lenços numa mão, um lenço aberto na outra, a acabar de se assoar, com o nariz todo vermelho. Espero que ela não se tenha apercebido do meu gesto de vitória. 

16 de fevereiro de 2012

Earthquake

A meio de uma reunião, em que analisávamos umas discrepâncias relacionadas no apuramento dos resultados mensais, eu estava a bater com a perna repetidamente na mesa. O meu colega do lado, bom amigo e companheiro das futeboladas, não se conteve:
Ele - Mas tu tens Alzheimer? Não paras quieto com a perna.
Eu - Meu, isso é Parkinson, não Alzheimer.
Ele - É Alzheimer porque te esqueces de parar quieto caralho!

15 de fevereiro de 2012

Ironias

"Não jogo futebol para lesionar ninguém" - Bruno Alves


Próximas entrevistas:
"Não escrevo para as pessoas lerem" - António Lobo Antunes
"Não sou médico para operar pessoas" - Eduardo Barroso
"Não cozinho para as pessoas comerem" - Henrique Sá Pessoa



Lizzie, Lizzie...



"Sweet, never weep for what cannot be,
For this God has not given.
If the merest dream of love were true
Then, sweet, we should be in heaven,
And this is only earth, my dear,
Where true love is not given."

 Em lista de espera, vou tentar não fazer batota. Difícil, com o livro na minha secretária, a olhar para mim.

Анна Каренина

Estou a ver o Zenit - Benfica num canal russo. Na minha mente eles estão a ler excertos do Anna Karenina.

Adenda: para a próxima vez não partir do pressuposto que o jogo dá na Sporttv, e, pelo sim pelo não, ver no canal 1 se está a dar. Obrigado Sofia.

As coincidências existem

Então lá tive de vir para casa mais cedo hoje devido à visita do técnico do esquentador. Primeiro ligam-me às 14 horas, estava eu ainda sentado no escritório, a pedir imensa desculpa mas que iam atrasar-se. A  marcação era para as 15. Afinal o técnico tinha marcado para as 14. Chegou às 15:40. 
O mais engraçado é que isto ficou tudo marcado para o dia em que o SLB joga às 17 horas para a Champions. Pura coincidência. 
Linda era a pausa no trabalho do técnico e o olhar para fora da cozinha sempre que o cão ladrava e parecia que ia mandar abaixo a porta do quarto. 

14 de fevereiro de 2012

But he couldn't care less

Estava a passear o cão, calmamente, como faço sempre que chego do trabalho. Estava a passar ao pé de umas obras (que se vão prolongar para sempre pelo andar da coisa) e ouço alguém a gritar. Tiro os fones, e percebo que me estão a tentar chamar a atenção. Olho para o último andar do prédio em construção e está um homem das obras a chamar por mim. Aparentemente os homens das obras trancaram-se no último andar e não conseguiam sair. 
Então tive de encontrar um arame que me parecesse capaz de abrir uma fechadura, e conseguir atirá-lo para o último andar. Claro que, másculo como sou, consegui atirar o arame até ao último andar à primeira, e lá se ouviram os festejos dos homens.
Aí está uma bela actividade para o dia de hoje: entrar num local em obras que parece um cenário do Walking Dead e ajudar uns trolhas a arrombar portas. 
Maravilha.

Bad joke


O amor está no ar. Literalmente.

12 de fevereiro de 2012

E assim termina..



... o fim-de-semana das criaturas mais pequenas da casa. 
Quando questionada sobre ainda usar o seu oh-oh (a fralda que a acompanha desde que nasceu) para dormir, ela responde:
- "O que é que tu queres? Alegra-me a vida."
Sempre a aprender. 

Know Your Quarry

Exercício curioso, escolher as músicas mais importantes para mim no ano de 2011. E depois chegar à conclusão que quase nenhuma é efectivamente de 2011. O que vale é que hoje já conheci umas bandas novas (e contemporâneas, pasme-se) que vou ter mesmo de ouvir com atenção. 

11 de fevereiro de 2012

10 A.M. automatic

Fui tomar banho a casa da minha mãe e das minhas irmãs. Elas têm, à volta da banheira, quatro boiões diferentes, mais vinte e oito embalagens dos mais variados produtos para as mais variadas coisas. O Macgyver com aqueles químicos todos faria tranquilamente uma bomba atómica, a poção da vida eterna e um bacalhau com natas. Sem grande esforço. Eu já tive duas criaturas do sexo feminino em casa, e a coisa não era assim tão dramática. Agora tenho um champô e um gel de banho. À homem. Já não ter só sabão azul e branco é uma sorte. 

El caballero de la triste figura

Em termos de mulheres o Forum Sintra é como a Rua Garrett. Mas ao contrário.

Dramas do primeiro mundo

O meu esquentador não funciona. O mundo está para acabar.

Da literatura

Então dia 9 de Março lá sai o "Pista de Gelo", do Bolaño. Estou ansioso, embora saiba de antemão que este livro dele nem é dos seus melhores. Tendo em conta que li todos os outros que foram editados em português  (o "2666" e especialmente o "Detectives Selvagens" são fortes concorrentes a livro preferidos de todos os tempos e mais além) e que é dos meus preferidos, entra para a categoria de imperdível.
Depois de ter assistido a um pouco da LER no Chiado, fiquei ainda mais curioso para ler Borges (uma das influências maiores do Bolaño). Tenho de arranjar tempo e lata para me sentar a ver a LER no Chiado, especialmente em ocasiões como a de ontem. 
E a quantidade de pessoas que eu conheço que está a escrever um romance? Medo. 

E estamos de volta

Sms da filha, a relatar a reacção da mãe ao ver um vídeo no youtube sugerido por mim:
"A mãe está perturbada com o que está a ver".

8 de fevereiro de 2012

Cara Duquesa de Alba...

... O Walking Dead só volta dia 14 de Fevereiro, a querida veio adiantada.

Breaking news

A TVI não me curte, decididamente. Depois de ser denominado "vendedor" (pensei, na altura, em montar uma banca na berma da estrada) numa entrevista sobre a morte de Saramago, eis que dou uma entrevista altamente interessante sobre literatura de "auto-ajuda financeira". Que aparentemente não passa em lado nenhum. 

7 de fevereiro de 2012

Mal habituados

Um gajo chega à conclusão que já estava habituado ao frio quando considera que hoje está um dia bastante aprazível, tanto que vai dar um passeio dos antigos com o cão. Dei a volta pela parte de baixo da minha urbanização (onde a flora e especialmente a fauna são bastante mais interessantes) e fui até ao parque. Confesso que já sinto falta de chegar a casa do trabalho ainda de dia, e de poder demorar-me no passeio antes de jantar e ler, sentado na relva, enquanto o meu cão brinca às vacas e vai comendo a dita relva. Ou então, tal como hoje, sentar-me num banco do jardim e ficar a ouvir música, com o cão aos meus pés, numa solidão merecida e frutuosa.
Obviamente que não se vê quase ninguém na rua (aquela gente que vai de pijama e roupão ao lixo não conta, pois não?), o que é positivo: passear o Link sem ouvir "tão graaaaande" a cada vinte metros é bastante mais relaxante. 

- "tão graaaande!" 
- olhe que nunca tinha reparado! ...


Note to self

Não utilizar letras de músicas (ainda que extremamente boas) como títulos de post (ver post abaixo), sob pena de passarem o dia todo a cantarolar a letra só para se meterem contigo.
Seja como for, acho que mereci.

6 de fevereiro de 2012

Please don't tell me, you don't have to darling, I can sense

E agora, todos em uníssono: não vamos voltar a ver certos e determinados blogs.
Muito bem.

Operator, please

É sempre bom receber o telefone de uma colega e ser um idoso que conta a vida toda pelo telefone, sob pretexto de encomendar uns livros.

Cliente - É que eu tenho uma vizinha que é uma cusca, e sabe a vida de todos, portanto o senhor avisa-me quando enviar os livros e eu dou-lhe o dinheiro.. Já que sabe a vida de todos e quem entra e sai e a que horas, pelo menos recebe a embalagem.
Eu - Pois... Mas só lhe posso dizer o valor total depois da minha colega ir aos correios.
Cliente - Muito bem, muito bem, então agradeço que depois me ligue para ir dar o dinheiro à velha. Obrigado.

Amoroso, o senhor. Se ele era idoso, que idade teria a "velha"?
Melhor que isto só o CV que tinha em cima da minha secretária. Era de uma rapariga cuja foto, captada da cintura para cima, evidenciava o que seriam seguramente os dois melhores atributos dela. Juntem a isso os comentários escritos a caneta pelos alentejanos da sala 1 e 2, e temos um CV digno de ser visto.

Certeza do dia

Eu não dava para fashion blogger. Aparentemente a camisa com riscas azuis não fica bem com o pullover verde.

5 de fevereiro de 2012

Carnaval

Todos os anos, desde que ela anda na escola, é o drama no carnaval. Porque nunca se arranja o fato que a menina quer, e porque isto e porque aquilo (razões de mulher, vocês,  mulheres, percebem o que quero dizer). Portanto, este ano, decidi eu tratar disso e comprar logo, com uma assinalável antecedência, o raio do fato que a miúda quisesse. E ela quis isto:


Frankie Stein, das Monster High. Quem, perguntam vocês? Não sei, respondo eu. Não faço ideia. Mas é isto que ela queria, era isto que andava a pedir para vestir no carnaval, aqui está. As freiras vão adorar.
Agora, não posso esconder que tenho saudades disto:


Conversa à mesa

Em tom perfeitamente casual:
Filha - Pai, onde é que joga o Fábio?
Eu - Coentrão?
Filha - Sim.
Eu - Real Madrid. Joga com o Di Maria.
Filha (a cantar) - Lalalalalala Di Maria! Lalalalalala Di Maria!
Eu - Como é que te lembras disso ainda? Temos de ir ao estádio!
Filha - Sim. Mas porque é que o Fábio foi para o Real Madrid?
Eu - Oh, filha, é o melhor clube do mundo...
Filha - Eu pensei que era o Benfica o melhor do mundo...

4 de fevereiro de 2012

Desilusão

Quase duas horas a ver o filme "Os Marretas" e não vi nem um jogador do Sporting.


Silver and cold



3 de fevereiro de 2012

Dia 3/02/2012, em Paris


Aconteceu isto. E eu em Lisboa.

Dois anos



Hoje o animal faz dois anos. Se há dois anos e uns meses me dissessem que hoje, no dia 3 de Fevereiro de 2012, iria estar a morar sozinho com um pónei  cão de 50kg, que me destrói a casa e me conserta o coração, eu diria que essa pessoa era louca.
E, no entanto, aqui estamos.

2 de fevereiro de 2012

Tudo faz sentido nesta imagem


Eu, parado no trânsito, "no cars go" escrito no rádio. E os comboios ali do lado esquerdo (não se vê na imagem, pois corria o risco que a pessoa do carro ao lado pensasse que lhe estava a tirar fotos) a passarem, como se não fosse nada, como se a greve que eles andaram a apregoar em papéis colados em tudo quanto é sítio, não fosse nada com eles. Vai uma pessoa de carro, porque não há comboios, para depois ficar parado no trânsito a fazer o quê? A ver os comboios passar. Se isto não é ironia não sei o que é.

Catarina Maria

Tinha acabado de entrar no carro e ligar o rádio quando toca o meu telefone. Pensei logo: "pronto, acabei de descer o Chiado, sentar-me no carro, aposto que é o meu chefe". Mas não, era a minha filha. Atendi, e ela estava com uma vozinha desanimada. Lá consegui que ela falasse (curioso não é? Um ser do sexo feminino que, quando se pergunta o que se passa, responde: nada. Nunca antes visto) e ela diz-me, naquela vozinha dela:
"pai, como é que eu faço para fazer desaparecer os pesadelos?"
O que é que se responde a isto? Tive vontade de seguir directamente para casa da mãe dela e pegar nela e só largá-la quando estivesse a dormir na sua cama, depois de ouvir uma história, com o livro do Tintin debaixo da almofada (diz que lhe dá sorte e que afasta os pesadelos...). Isto de ser pai às prestações dá cabo de mim. Tudo o que seja menos do que sempre é pouco, manifestamente pouco.
Claro que me fiz de forte, e disse para ela dormir com o puffle preferido dela (chamado Nolito. O facto de ela ser sócia do SLB desde que nasceu não tem nada a ver com o caso). Ela lá aceitou a sugestão, mas continuou com a tal vozinha. Voltei a insistir. Parece que não conseguiu um cinturão azul no Ten-chi (trocou o ballet pelas artes marciais, o que, tendo em conta que ela está quase adolescente, me parece totalmente apropriado e me deixa mais descansado como pai), porque "estava demasiado nervosa quando tinha que atirar uma bola contra um miúdo".
Consegui convencê-la facilmente de que iria ter sucesso na próxima tentativa. Não custa nada: eu sei que vai.


1 de fevereiro de 2012

As merdas que se encontram a organizar o computador



A terceira classe é para meninas

Muito Bom a matemática e a estudo do meio, Bom a português. Merece que lhe compre as famosas "coisas". O Bom a português não é um Muito Bom porque desta vez não estudou com o pai. E foi a mãe que o disse. 

Ainda há cavalheiros

A minha única preocupação a descer a Rua do Alecrim à chuva era que a Anna Karenina não se molhasse.

You are creating all the bubbles at night

Saí da loja hoje a meio da tarde para ir comer qualquer coisa. E o Chiado estava como tem estado: frio e acinzentado. Apetecia-me (acima de tudo acho que precisava, não sei bem, não sou bom a reconhecer essas coisas) apanhar ar fresco. 
Logo à saída, ao som do violoncelo que o gajo impecavelmente bem vestido costuma estar a tocar, vejo um outro gajo (isto após desviar-me, no momento what the fuck da tarde, de uma bola de sabão gigante que vinha na minha direcção) sentado nas escadas da igreja a ler "Os Passos em Volta", do Herberto Hélder. Ele olhou para mim e eu fiz-lhe o olhar de quem aprovava a escolha literária e ele parece que acena com a cabeça do tipo "eu sei que tu sabes que eu estou a ler um livro do caraças" e continuou a ler ao som do violoncelo. 
Entretanto lá fui comer, apanhei todo o ar de que precisava e voltei para baixo. Enquanto-me desviava das pessoas que tiravam fotos à estátua do Pessoa, cheguei à conclusão de que me sinto demasiado em casa naquele sítio. Uma sensação avassaladora de pertença. 
E eu que tinha prometido a mim mesmo que não me afeiçoava a mais nada.

31 de janeiro de 2012

The flying club cup

Desporto ideal para um fim de dia dividido entre o Chiado e a sede da empresa: andar a saltar de comboio em comboio, consoante uma voz indicava qual seria o próximo comboio a partir do Cais-do-Sodré. E isto durante uma hora. Foi deveras emocionante, posso assegurar: ou bem que ficava lindamente sentado ao pé de uma rapariga de óculos (altamente fashion) a ler o 1Q84, do Murakami, como fiquei esmagado num de grupo de pessoas completamente heterogéneo, como voltei a ficar sentado (mas sem jeitosa do Murakami), como voltei a ficar (e desta vez definitivamente) esmagado, agora no meio de um grupo de mulheres. Não percebi o olhar de desdém delas quando arranjei um espacinho para conseguir abrir o livro e ir a ler durante a viagem. Acho que elas não morreram por irem ligeiramente mais encostadas umas às outras. 
E, claro, para compor o belo cenário de início da noite, o meu iPod ficou sem bateria, portanto tive de ouvir, enquanto tentava ler, uma senhora a repetir as frases "Mas porque é que não dizem nada? Porque é que não dizem nada? Mas porque é que não dizem nada? Podiam dizer alguma coisa. Mas não, não dizem nada. Porque é que não dizem nada? Podiam, podia dizer, podiam, mas não dizem nada." até à exaustão. À minha, claro, porque, por ela, ela ficava ali a noite toda a dizer aquilo. 

Pontos pela originalidade

A meio da reunião de hoje à tarde recebo uma mensagem da minha filha (ficou em casa, doente) com um clip de som:


Como é que uma pessoa diz que não a isto?

Big boy

Reacção da senhora da MEO, que me interrompeu enquanto eu preparava o jantar, enquanto o Link espreitava para a porta da rua por cima da grade da porta da cozinha:
Ela - Er... Ele está em cima de alguma coisa, não está?
Eu - Não, ele é mesmo assim.
A que se seguiu um olhar de espanto impagável. Acho que ela até se esqueceu do que a tinha levado a bater à minha porta.

30 de janeiro de 2012

Kool thing

Eu ando a portar-me tão bem que até estou com medo do que a vida vai atirar para cima de mim.

29 de janeiro de 2012

Ainda o apanhamos


Vi esta imagem no FB, isto é a sério? "Troque os Maias pela Meyer"? Aposto que a estátua do Eça ali na rua do Alecrim está a chorar por esta altura. E que tal as pessoas começarem a trocar a FNAC pela Bertrand? Isso é que era de valor.

Só eu sei

A minha filha a jurar a pés juntos que nunca na vida ouviu Floribella, que não sabe o que isso é, e, mais, quando confrontada com um vídeo no youtube (para se situar musicalmente) jura ainda de forma mais confiante que nunca na vida dela ela podia ter ouvido e cantado aquilo. 
É nestes momentos que me arrependo de não ter filmado certas coisas, davam-me um jeito enorme agora. 

Maps

Acho que uma das coisas que tenho forçosamente de aprender este ano é que nem toda a gente com quem me dou (feliz ou infelizmente) me conhece ou partilha o meu sentido de ironia. Estou um bocado farto que me julguem e tirem brilhantes conclusões sobre a minha pessoa quando só conhecem o que eu deixo que conheçam, ou quando confundem saídas irónicas e sarcásticas com pilares estruturais do meu ser. 

28 de janeiro de 2012

The lenghts

Durante a tarde fui com a Catarina à festa de anos da filha do meu primo. Faz um ano. Está uma criança maravilhosa. A Catarina brincou um bocado com o filho mais velho dele (tem cinco anos), e eu senti-me um bocado perdido. Ou eram crianças até aos oito anos, ou eram adultos perto dos quarenta. Casais, felizes. O ano passado, quando os fui visitar (tinha a Carolina acabado de nascer), escrevi uma das coisas mais tristes e sentidas que alguma vez escrevi na minha vida. Essa sensação passou (tanto quanto pode passar, pelo menos), mas, ainda assim, este tipo de eventos causa-me algum mau estar.
Ou então era por estar acima do I.C. 19. Acho que sou alérgico à linha de Sintra.

Auto-de-fé

A Lana del Rey irrita-me profundamente. Vá, podem apedrajar-me.

26 de janeiro de 2012

Certamente mereces

Agora que estava resignado ao facto de, em dias de de trabalho, acordar sempre às 6:00 de livre e espontânea vontade, hoje cometi a proeza de acordar às 5:15. E não consegui dormir mais até perto das 6:45. Para depois acordar às 7:00. 
Pior, sonhei com a minha ex-mulher. 

Nunca se sabe

Às vezes recebo cv's que não lembram ao diabo. Um cv a indicar que tipo de trabalhos nocturnos e diurnos pretende, a indicação de que foi "assistente pessoal" de um cantor lírico, fotos tipo casting da Casa dos Segredos...
Ainda assim sou incapaz de deitar um fora. 

25 de janeiro de 2012

Eles significam muito para mim

Mal acaba a formação hoje recebo uma chamada do meu chefe (que tinha acabado de sair de lá) a dizer que uma das minhas funcionárias foi para o hospital. Teve um ataque de asma de tal forma grande que tiveram de chamar uma ambulância. 
E eu fechado na sede, sem atender o telefone. Não estive lá para ela. Nem fisicamente, nem à distância. 
Ela já está em casa, está bem... Mas, durante uns momentos, enquanto não consegui falar com ela, nada mais importava. 

E assim começa

Do nada recebo uma sms da filha:

Filha - Adoro-te.
Eu - Também te adoro meu doce!
Filha - Podes carregar o meu telemóvel?

Oito anos, ela tem oito anos... Alguém me ajude.

A estas horas ainda em casa

Tenho de arranjar um emprego que me permita sair a estas horas de casa, isto é maravilhoso. Agora teremos um dia cheio de workshops e formações, relacionado com vendas. Nota-se o entusiasmo?

24 de janeiro de 2012

23 de janeiro de 2012

Conselho de amigo

Não ver o Juno quando se está cheio de saudades da filha.

A poesia no site d'A Bola


22 de janeiro de 2012

Mas ainda lá estamos em cima

Gostava de perceber porque é que as equipas adversárias do Benfica não marcam golos destes contra o Porto. Já na primeira volta foi a mesma coisa. O encarnado das camisolas deve soltar alguns talentos escondidos no sub-consciente futebolístico dos rapazes, só pode. É golos do meio da rua, é sem deixar cair a bola no chão... Juro que não entendo. 

Só neste fim-de-semana

Em dois Family Guy e um American Dad fizeram referência ao Crime e Castigo. Muito bom.

Para sempre

Durante um período de três, quatro anos, eu escrevi  muito. Foi há uns anos atrás. Escrevia em dois ou três blogs, para o DN Jovem, para mais uns quantos jornais e revistas, em concursos. Onde quer que encontrasse uma qualquer motivação eu escrevia. Era feliz, nessa altura. Perguntavam-me muitas vezes para quando o romance, para quando a obra de ficção, para quando uma coisa a sério. E eu pensava, com toda a minha ingenuidade típica da idade que tinha, que ainda não tinha maturidade para escrever aquilo que eu queria, o romance que havia dentro de mim. Um dia esse momento iria chegar.
A verdade é que passei por tanto depois disso. A última vez que escrevi a sério foi em 2008. A partir daí deixei de escrever. E nem sequer foi uma coisa gradual. Foi um corte a direito numa das coisas que me mais me completava. Passei por tanta coisa, vivi e senti coisas (boas e más, especialmente más) que nunca pensei vir a viver ou sentir. Mas, a necessidade de escrever não voltou. O prazer em escrever não voltou. Sempre usei a desculpa de que precisava de viver mais, para escrever. Mas agora vejo que não passava disso, de uma desculpa. 
Hoje em dia leio mais e melhor do que lia nessa altura. Lido com escritores, leitores e editores diariamente. Tenho conhecimentos e posição privilegiada no meio para poder editar algo meu. Sem grandes problemas. No entanto, falta o mais importante. Falta-me aquele sentimento que tive um dia, de ir pressionando uma tecla atrás da outra e ir pensando "é isto, é isto mesmo". 
Claro que ao ler o que deixei escrito para trás facilmente vejo que não tinha qualidade suficiente para ser editado. Mas, nunca foi esse o objectivo. Nunca foi. Escrevia para mim, porque me fazia bem. Tinha necessidade de criar. E hoje em dia esse prazer e essa necessidade desapareceram. 
Talvez escrevesse sempre para uma pessoa. E isso deixou de fazer sentido. Talvez fizesse tudo a pensar numa pessoa, e isso não faz definitivamente sentido. 
Sinto a falta de escrever um conto de rajada e arrebatar-me com o resultado (ainda que, à posteriori, nunca seja tão bom quanto parecia).
A conclusão é uma, e só uma: toda a inspiração que sentia desapareceu. Temo que para sempre. Resta-me a alegria de ver os meus sentimentos, medos e crenças tão bem descritos por terceiros. 


Tenham a bondade de me auxiliar

Troca de sms com a filha:

Filha - Tens de estar DEUZADO!
Eu - O que é Deuzado?
Filha - Tás em Deus no dia.
Eu - Onde ouviste isso?
Filha - Fui eu que inventei!!!

Tenho de me lembrar de dizer à minha mãe para da próxima vez que a Cat lá ficar a passar o fim-de-semana não a levar à missa. A sério.

21 de janeiro de 2012

Is this it

Eles não conseguem entender as nuvens que pinto só para ti, errantes valsas sussurradas envergonhadamente ao teu ouvido. É perfeitamente natural, dos túneis da sua infelicidade não se consegue ver o nosso céu.

Isto é tão lindo


E.R.

Médico - Você tem uma fariginte aguda.
Eu - Bem... Pelo menos não é grave.
Médico - Não, não é nada de grave e... Aaaaaaaah! Já percebi! Ahahahah, aguda, grave, essa é boa, tenho de usá-la com os meus doentes.

20 de janeiro de 2012

Deixem-me só ficar bom

E vamos ter isto:


Mais isto:



A que se juntará brevemente isto:



O que fará de mim uma pessoa ligeiramente mais feliz.



É da febre, só pode


Para quê tomar drogas?

Ver o Debate Quinzenal da Assembleia da República com 39º de febre dá uma moca do caraças.

Em casa, com febre

Não me responsabilizo por nada do que aparecer escrito por aqui hoje.

19 de janeiro de 2012

Alguém me bata

Estou com saudades de andar de autocarro.

18 de janeiro de 2012

Surpreendentemente

Como sempre, imprevisível. Estava convencido que não a iria ver mais, durante um largo período de tempo. E eis que ela aparece, leve e sorridente, na loja. Diz que ainda não foi desta que nos despedimos. Parece-me bem. Pura e simplesmente, sem stresses ou expectativas, parece-me bem.

Tchekhov

"... mas a gente está sempre a tropeçar, mesmo quando o caminho é liso, é assim o destino humano: quando não nos enganamos no essencial, enganamo-nos nos pormenores. Ninguém conhece a verdadeira verdade."

"O Duelo". Magnífico.

Mensagens subliminares

Ia a chegar ao carro e vejo ao longe algo no meu vidro da frente. Mau, pensei eu, uma multa no primeiro dia não vinha nada a calhar. Bom, poderia ser o karma, por causa daquilo da unicef. Quando chego lá, encontro uma embalagem com isto:


A quem depositou isto no vidro do meu carro, obrigado. A Catarina gosta bastante dos póneis. 

17 de janeiro de 2012

Vou para o Inferno

A passar à porta do metro, aparece uma menina toda sorridente com uma t-shirt da UNICEF.
Ela (sorridente) - Tem um minuto para ajudar a UNICEF?
Eu (apressado, a tentar desembaraçar os phones e a pensar que se perder o comboio não chego a tempo ao stand) - Não, não, não tenho tempo, tenho que ir buscar o meu carro novo. 
Vamos aprender a não contar a nossa vida às pessoas que encontramos casualmente na rua, especialmente quando elas estão a tentar erradicar a pobreza e nós estamos preocupados com o carro novo. 


Lowered expectations

Ela: ... E este namorado não era tão mau. Ele nem dava erros ortográficos!
Eu: ...

16 de janeiro de 2012

Ainda existem mulheres como deve ser

Uma colega minha gostava de chamar Papoila Saltitante ou Pantera Negra aos seus filhos. Tremendamente maravilhoso.

Sempre a somar

Ela: "Tu, obviamente, não tens ar de Marvila. Tens ar de Kindergarden :P Daí a atracção das meninas. Confundem-te com o Nenuco."
Bonito.

15 de janeiro de 2012

Às vezes consigo convencer-me

De que não tenho saudades dela. De que ela se foi embora e que não a quero de volta. Mas, especialmente em dias frios como hoje, em que não dá nada de jeito na televisão (apesar de o Braga estar a ganhar ao Sporting, mas, para mim, ver um Braga - Sporting é como um americano ver um Irão - Iraque), penso nela. Sim, penso nela e nos bons tempos que tivemos os dois...
Sinto tanto a falta da minha Wii.

Vai vestir-te Catarina


E o resultado é este. Ela tem 8 anos. Medo do que aí vem. Medo.

Isto é transcendente



O DVD completo, em boa qualidade. Resta sacar e por no iPod, para ver no comboio. Maravilhoso.

(adenda ao post original: a prova de que isto é muito bom é que me distraí a ver isto e queimei o arroz. Bonito)

Dúvida de uma leitora

"Já pensaste que talvez não tenhas dificuldade em perceber se elas são giras ou não, apenas vês mal?"
Isto é só gente pertinente, por aqui.

14 de janeiro de 2012

Lanche da Princesa


São só dois dias por semana. Não tenho mais ninguém para mimar. Tenho algum tempo. Pouco juízo. Morangos. Nutella. E dá nisto.

Sr. Berardo...


A minha sala e estes dois senhores precisam de conversar. Veja lá isso.

Imagem de Portugal para o mundo



Conforme visto num guia da Madeira, encontrado nas escavações efectuadas ontem no armazém de Palmela. É fácil perceber onde é que o Alberto João gastou o dinheiro todo: nas babes. Com mulheres assim, qualquer homem perde a cabeça. 

Palmela... Ou Transilvânia?


Uma é um sítio assustador onde acontecem coisas estranhas. A outra é a casa do Drácula. Não sei de qual tenho mais medo.

12 de janeiro de 2012

O meu cão a ouvir Black Keys, os vossos argumentos são inválidos




Tipo como quando vais conduzir e tens uma pessoa que faz cinco ou seis viragens exactamente como tu fizeste, e achas que te estão a perseguir e que é agora que te vão matar, e depois começas a pensar "mas a quem é que posso ter feito mal?" e lembras-te de tanta coisa que fizeste errado na vida, e, enfim, pensas que és demasiado novo para morrer

Ela entrou uma paragem depois de mim no autocarro. Olhou de relance para mim, como faz todos os dias. Saímos ao mesmo tempo do autocarro, ficámos na mesma paragem do comboio. Hoje, por ter de ir para os escritórios da empresa, no âmbito do projecto de "fazer umas cenas novas no sistema", tive de sair em Algés. Ela também saiu em Algés. Não fazia ideia que era aí que ela saía. Fomos a andar para o mesmo lado. Tinha de apanhar um autocarro, o melhor para lá chegar, segundo um colega. Aparentemente ela também apanha esse autocarro. Posso assegurar que o olhar que ela fez quando olhou para trás, ao entrar no autocarro, e viu que eu estava exactamente atrás dela para comprar o bilhete foi do tipo: "meu Deus, vão encontrar o meu corpo numa mata".