6 de fevereiro de 2012

Please don't tell me, you don't have to darling, I can sense

E agora, todos em uníssono: não vamos voltar a ver certos e determinados blogs.
Muito bem.

Operator, please

É sempre bom receber o telefone de uma colega e ser um idoso que conta a vida toda pelo telefone, sob pretexto de encomendar uns livros.

Cliente - É que eu tenho uma vizinha que é uma cusca, e sabe a vida de todos, portanto o senhor avisa-me quando enviar os livros e eu dou-lhe o dinheiro.. Já que sabe a vida de todos e quem entra e sai e a que horas, pelo menos recebe a embalagem.
Eu - Pois... Mas só lhe posso dizer o valor total depois da minha colega ir aos correios.
Cliente - Muito bem, muito bem, então agradeço que depois me ligue para ir dar o dinheiro à velha. Obrigado.

Amoroso, o senhor. Se ele era idoso, que idade teria a "velha"?
Melhor que isto só o CV que tinha em cima da minha secretária. Era de uma rapariga cuja foto, captada da cintura para cima, evidenciava o que seriam seguramente os dois melhores atributos dela. Juntem a isso os comentários escritos a caneta pelos alentejanos da sala 1 e 2, e temos um CV digno de ser visto.

Certeza do dia

Eu não dava para fashion blogger. Aparentemente a camisa com riscas azuis não fica bem com o pullover verde.

5 de fevereiro de 2012

Carnaval

Todos os anos, desde que ela anda na escola, é o drama no carnaval. Porque nunca se arranja o fato que a menina quer, e porque isto e porque aquilo (razões de mulher, vocês,  mulheres, percebem o que quero dizer). Portanto, este ano, decidi eu tratar disso e comprar logo, com uma assinalável antecedência, o raio do fato que a miúda quisesse. E ela quis isto:


Frankie Stein, das Monster High. Quem, perguntam vocês? Não sei, respondo eu. Não faço ideia. Mas é isto que ela queria, era isto que andava a pedir para vestir no carnaval, aqui está. As freiras vão adorar.
Agora, não posso esconder que tenho saudades disto:


Conversa à mesa

Em tom perfeitamente casual:
Filha - Pai, onde é que joga o Fábio?
Eu - Coentrão?
Filha - Sim.
Eu - Real Madrid. Joga com o Di Maria.
Filha (a cantar) - Lalalalalala Di Maria! Lalalalalala Di Maria!
Eu - Como é que te lembras disso ainda? Temos de ir ao estádio!
Filha - Sim. Mas porque é que o Fábio foi para o Real Madrid?
Eu - Oh, filha, é o melhor clube do mundo...
Filha - Eu pensei que era o Benfica o melhor do mundo...

4 de fevereiro de 2012

Desilusão

Quase duas horas a ver o filme "Os Marretas" e não vi nem um jogador do Sporting.


Silver and cold



3 de fevereiro de 2012

Dia 3/02/2012, em Paris


Aconteceu isto. E eu em Lisboa.

Dois anos



Hoje o animal faz dois anos. Se há dois anos e uns meses me dissessem que hoje, no dia 3 de Fevereiro de 2012, iria estar a morar sozinho com um pónei  cão de 50kg, que me destrói a casa e me conserta o coração, eu diria que essa pessoa era louca.
E, no entanto, aqui estamos.

2 de fevereiro de 2012

Tudo faz sentido nesta imagem


Eu, parado no trânsito, "no cars go" escrito no rádio. E os comboios ali do lado esquerdo (não se vê na imagem, pois corria o risco que a pessoa do carro ao lado pensasse que lhe estava a tirar fotos) a passarem, como se não fosse nada, como se a greve que eles andaram a apregoar em papéis colados em tudo quanto é sítio, não fosse nada com eles. Vai uma pessoa de carro, porque não há comboios, para depois ficar parado no trânsito a fazer o quê? A ver os comboios passar. Se isto não é ironia não sei o que é.

Catarina Maria

Tinha acabado de entrar no carro e ligar o rádio quando toca o meu telefone. Pensei logo: "pronto, acabei de descer o Chiado, sentar-me no carro, aposto que é o meu chefe". Mas não, era a minha filha. Atendi, e ela estava com uma vozinha desanimada. Lá consegui que ela falasse (curioso não é? Um ser do sexo feminino que, quando se pergunta o que se passa, responde: nada. Nunca antes visto) e ela diz-me, naquela vozinha dela:
"pai, como é que eu faço para fazer desaparecer os pesadelos?"
O que é que se responde a isto? Tive vontade de seguir directamente para casa da mãe dela e pegar nela e só largá-la quando estivesse a dormir na sua cama, depois de ouvir uma história, com o livro do Tintin debaixo da almofada (diz que lhe dá sorte e que afasta os pesadelos...). Isto de ser pai às prestações dá cabo de mim. Tudo o que seja menos do que sempre é pouco, manifestamente pouco.
Claro que me fiz de forte, e disse para ela dormir com o puffle preferido dela (chamado Nolito. O facto de ela ser sócia do SLB desde que nasceu não tem nada a ver com o caso). Ela lá aceitou a sugestão, mas continuou com a tal vozinha. Voltei a insistir. Parece que não conseguiu um cinturão azul no Ten-chi (trocou o ballet pelas artes marciais, o que, tendo em conta que ela está quase adolescente, me parece totalmente apropriado e me deixa mais descansado como pai), porque "estava demasiado nervosa quando tinha que atirar uma bola contra um miúdo".
Consegui convencê-la facilmente de que iria ter sucesso na próxima tentativa. Não custa nada: eu sei que vai.


1 de fevereiro de 2012

As merdas que se encontram a organizar o computador



A terceira classe é para meninas

Muito Bom a matemática e a estudo do meio, Bom a português. Merece que lhe compre as famosas "coisas". O Bom a português não é um Muito Bom porque desta vez não estudou com o pai. E foi a mãe que o disse. 

Ainda há cavalheiros

A minha única preocupação a descer a Rua do Alecrim à chuva era que a Anna Karenina não se molhasse.

You are creating all the bubbles at night

Saí da loja hoje a meio da tarde para ir comer qualquer coisa. E o Chiado estava como tem estado: frio e acinzentado. Apetecia-me (acima de tudo acho que precisava, não sei bem, não sou bom a reconhecer essas coisas) apanhar ar fresco. 
Logo à saída, ao som do violoncelo que o gajo impecavelmente bem vestido costuma estar a tocar, vejo um outro gajo (isto após desviar-me, no momento what the fuck da tarde, de uma bola de sabão gigante que vinha na minha direcção) sentado nas escadas da igreja a ler "Os Passos em Volta", do Herberto Hélder. Ele olhou para mim e eu fiz-lhe o olhar de quem aprovava a escolha literária e ele parece que acena com a cabeça do tipo "eu sei que tu sabes que eu estou a ler um livro do caraças" e continuou a ler ao som do violoncelo. 
Entretanto lá fui comer, apanhei todo o ar de que precisava e voltei para baixo. Enquanto-me desviava das pessoas que tiravam fotos à estátua do Pessoa, cheguei à conclusão de que me sinto demasiado em casa naquele sítio. Uma sensação avassaladora de pertença. 
E eu que tinha prometido a mim mesmo que não me afeiçoava a mais nada.

31 de janeiro de 2012

The flying club cup

Desporto ideal para um fim de dia dividido entre o Chiado e a sede da empresa: andar a saltar de comboio em comboio, consoante uma voz indicava qual seria o próximo comboio a partir do Cais-do-Sodré. E isto durante uma hora. Foi deveras emocionante, posso assegurar: ou bem que ficava lindamente sentado ao pé de uma rapariga de óculos (altamente fashion) a ler o 1Q84, do Murakami, como fiquei esmagado num de grupo de pessoas completamente heterogéneo, como voltei a ficar sentado (mas sem jeitosa do Murakami), como voltei a ficar (e desta vez definitivamente) esmagado, agora no meio de um grupo de mulheres. Não percebi o olhar de desdém delas quando arranjei um espacinho para conseguir abrir o livro e ir a ler durante a viagem. Acho que elas não morreram por irem ligeiramente mais encostadas umas às outras. 
E, claro, para compor o belo cenário de início da noite, o meu iPod ficou sem bateria, portanto tive de ouvir, enquanto tentava ler, uma senhora a repetir as frases "Mas porque é que não dizem nada? Porque é que não dizem nada? Mas porque é que não dizem nada? Podiam dizer alguma coisa. Mas não, não dizem nada. Porque é que não dizem nada? Podiam, podia dizer, podiam, mas não dizem nada." até à exaustão. À minha, claro, porque, por ela, ela ficava ali a noite toda a dizer aquilo. 

Pontos pela originalidade

A meio da reunião de hoje à tarde recebo uma mensagem da minha filha (ficou em casa, doente) com um clip de som:


Como é que uma pessoa diz que não a isto?

Big boy

Reacção da senhora da MEO, que me interrompeu enquanto eu preparava o jantar, enquanto o Link espreitava para a porta da rua por cima da grade da porta da cozinha:
Ela - Er... Ele está em cima de alguma coisa, não está?
Eu - Não, ele é mesmo assim.
A que se seguiu um olhar de espanto impagável. Acho que ela até se esqueceu do que a tinha levado a bater à minha porta.

30 de janeiro de 2012

Kool thing

Eu ando a portar-me tão bem que até estou com medo do que a vida vai atirar para cima de mim.

29 de janeiro de 2012

Ainda o apanhamos


Vi esta imagem no FB, isto é a sério? "Troque os Maias pela Meyer"? Aposto que a estátua do Eça ali na rua do Alecrim está a chorar por esta altura. E que tal as pessoas começarem a trocar a FNAC pela Bertrand? Isso é que era de valor.