19 de dezembro de 2014

O ano em livros


10 comentários:

André disse...

Acho que houve melhores revistas literárias por aí...

Super Sónia disse...

tu por acaso ja leste o Infinite Jest?

Ricardo disse...

André, li duas bem jeitosas, não sei porque é que não aparecem ali.

Super Sónia, já li, já, o ano passado.

bloganormalidade disse...

3 em 30 (que eu já tenha lido) - Acho que não tenho coragem de fazer a minha listagem, nem mesmo com a mísera desculpa de ter escrito mais do que li.

O tio Cormac aguenta-se?

Abraço,

SMak

Ricardo disse...

Mak, já li oito livros dele em português (falta-me apenas um...). É dos meus preferidos. É bom a criar personagens, a criar diálogos desconfortáveis, o melhor a criar vilões ou livros sem heróis. E tem uma prosa única. Dentro dos livros dele, aconselhava-te a começar pela Estrada, é o segundo mais acessível (o mais fácil de ler é o Este País Não é Para Velhos) e, apesar de não se encontrar bem dentro do imaginário normal dele (fronteira entre USA e México, Mississipi, América Rural, século XIX ou meio do século XX) dá para ficares com uma ideia sobre a obra dele.

Ricardo disse...

Ah, e quem me dera ter escrito mais do que lido. E espero que desses três, dois tenham sido o Retorno e o Primeiras Coisas.

Super Sónia disse...

o que é que achaste então do Jest? Sem muitos spoilers que ainda vou a meio do bicho

Ricardo disse...

Acho que é daqueles livros que toda a gente devia ler: é uma experiência que te testa. Ri-me bastante em algumas partes (e isso, em mim, a ler, é MUITO raro). Acho a prosa dele muito boa, consegue dar boas vozes aos personagens. Era um gajo completamente genial é louco. São mil páginas e quando o livro acabou pensei: agora que isto estava a ficar bom... No geral, gostei bastante (custa-me desassociar o livro enquanto processo de criação e arte do livro enquanto história) mas conheço gente que odiou.

bloganormalidade disse...

Nope,

Godot, Bartleby e Desassossego (e já há algum tempo todos eles).

O ano do meu reboot para o Infinite Jest é 2015, que em termos de tijolos vai lutar com The Bone Clocks do David Mitchell (que esteve em lista de espera em 2014, tal como o Lança Chamas da Rachel Kushner).

Agora que penso, este ano estive muito virado para o conto:

Doze Contos Peregrinos - Gabriel Garcia Marquez
Dear Life - Alice Munro
Se gostaste da escola vais adorar o trabalho - Irvine Welsh
A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho - Mário de Carvalho
Antologia do Conto Fantástico Português

E mais:

Buffo&Spallanzani - Rubem Fonseca
Terceiro Reich e Literatura Nazi das Américas - Bolano.

Tenho a certeza que me faltam pelo menos dois ou três, tirando cenas técnico-profissionais and so on.

E também já cheguei à conclusão que a solução para escrever tudo o que realmente quero/preciso é fácil - só tenho de deixar de dormir por completo :)

SMak

bloganormalidade disse...

Ah e o Cormac ando para ler há algum tempo, também pela vertente de argumentista e por esse ângulo que referes das histórias sem heróis.

Pode ser que se junte ao pelotão de 2015 :)

SMak