18 de setembro de 2012

Chega de saudade

Estou há quase duas semanas com a Catarina, a ir levá-la à escola, a ter aqueles pequenos rituais com ela, acordá-la, dar-lhe o pequeno almoço, fazer os trabalhos com ela... No entanto, sabe realmente a pouco. Aquela hora de manhã, mais esta hora à noite, dão para pouco, muito pouco. Percebo a sorte relativa que tenho (ou tinha...) de a ter durante o fim-de-semana, e de passar longas horas com ela, longas horas ao ponto de ela ir brincar sozinha para o quarto, como uma criança normal, e eu não me importar com isso. Agora a mãe volta das férias e voltamos ao ritual normal, e eu vou outra vez sentir aquelas saudades. E no fundo é isto, períodos que se aproximam de uma tão almejada perfeição, para depois me ver outra vez despedaçado, ter estas lembranças do quão bom é vê-la crescer diariamente, para depois ver-me privado disso tudo. Outra vez. E outra vez. Acho que o meu coração já se cose sozinho, ao menos isso.

4 comentários:

Maria Flor disse...

Ai rapaz.

Ricardo disse...

Hm. Ai eu.

bee disse...

não imagino o que isso seja. espero que vá passando, um bocadinho, todos os dias...

Ricardo disse...

Uma das piores coisas é essa: a defesa natural que é não pensar nisso. E às vezes dou por mim a não pensar, soa ridículo eu sei, e percebo o esforço que faço para não pensar nela, para não abrir a porta do quarto dela... E depois fico chateado comigo por estar a fazê-lo, a esconder-me disto.

Espero que não venhas a saber o que isto é. Sobrevives, sobrevivemos todos, claro, por eles. Mas custa.