24 de maio de 2012

Amigos da CP

Isto das filosofias de vida é tudo muito bonito mas é quando não há greves da CP durante três dias.
Tive de correr para o comboio hoje, sob pena de ficar por tempo indeterminado parado na estação. Algo que para quem, parecendo que não, ainda tem de trabalhar, é coisa para causar transtorno.
Sou a favor das greves? Ideologicamente sim. Mas andar de comboio às 19 horas num calor insuportável, com a lotação completamente ultrapassada, é algo que pouco me apraz.
Viajei com uma senhora do lado direito a dar-me com a mala nos joelhos durante toda a viagem (tipo Bruno Alves mas em versão senhora de programa de tarde da TVI), com a senhora do lado esquerdo a ler do meu livro (e lia rápido ela, eu bem que a via a lançar-me um olhar do tipo "então, já viravas a página") e, bem, a pessoa que ia atrás de mim (vamos chamar-lhe "senhora", pois eu não me virei para trás para confirmar o sexo da pessoa, mas, dado o nível de esfreganço que ali houve, vamos todos acreditar que sim, que era uma senhora, sueca de olhos verdes), com o balançar do comboio, proporcionou contactos que em certas e determinadas culturas eram coisa para obrigar a um casamento.
Greves, sim, mas vejam lá isso.

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